
Prezados amigos,
Depois de anunciar a publicação online do novo videoclipe do Posthuman Tantra, algumas pessoas me escreveram dizendo que o acharam agressivo e sem sentido, por isso preparei esse pequeno texto para esclarecer a sua concepção e o ideário que o engendrou.
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POSTHUMAN TANTRA: "The Gaia's Holes Ritual" videoclipe - Um Alerta Angustiante em Defesa da Reconexão.
por Edgar Franco
Ressalto inicialmente que o vídeo é um trabalho modesto, foi produzido de forma independente na tradição D.I.Y. com poucos recursos técnicos e financeiros. No clipe, dirigido por Ariadne & Christian Rengstl, com roteiro e direção de arte minhas, parto da simbologia do "Terceiro Olho" da tradição hinduísta, ele é o canal intuitivo para a transcendência.
O videoclipe é uma encenação dramática da desconexão gradativa da espécie humana com a natureza. Ele começa com algumas imagens de natureza e sons de pássaros mas já denota o processo gradativo de desconexão - pois a montanha aparece atrás de grades, as plantas por detrás de um buraco na parede e o céu refletido em uma poça d'água num piso de concreto.
O cântico de pássaros, simulado por mim com um apito indígena pataxó, é uma espécie de lamento prenunciando o desligamento homem-natureza. Logo depois a música torna-se dramática com uma percussão que representa o batimento cardíaco de Gaia acelerando, pois ela está sendo tragicamente ferida.
O terceiro olho surge na mão esquerda, ele significa a conexão intuitiva com Gaia e o Cosmos, mas no final da animação do olho ele se fecha - simbolizando o desligamento ego-monetarista-tecnológico do homem com sua essência natural.
Depois disso eu - atuando no clipe - passo a representar ritualisticamente a espécie humana e a destruição gradativa da natureza realizada por ela. A faca é o instrumento ritual, exploro buracos múltiplos representando os ferimentos na carne de Gaia, a mãe Terra. Também represento o homem preso em grades egoísticas buscando tudo pra si - a coisificação do mundo - no momento em que minhas mãos saem por detrás de uma porta de ferro como mãos gananciosas buscando pegar o vácuo para si e trazê-lo para sua prisão individualista.
Apareço ainda na escuridão, mas fazendo pose de rei, mais uma vez simbolizando o vazio do poder que exclui o entendimento de que somos todos uma só criatura. Quase ao final, antes de perfurar mais uma vez Gaia com a faca, eu represento o suicídio da espécie humana, simulo a faca rasgando minha mão e meu abdôme - pois na tentativa vã de assassinar Gaia, simplesmente assassinamos a nossa espécie megalomaníaca.
Finalmente, nos últimos segundo do clipe, uma dança acelerada representa a tentativa frustrada da espécie humana de se livrar das consequências de seus atos egocentrados. No desfecho do vídeo eu estou morto sobre uma pilha de "grades" - prisões materiais e coisificadas - a única coisa que conseguimos construir com nossa ânsia de poder e profunda desconexão com Gaia e com o Universo.
O videoclipe é uma ritualização simbólica de nossa relação com o planeta a partir da gradativa evolução tecnológica e simula um possível final trágico para a espécie se a hipertecnologia não resgatar os valores naturais e nos proporcionar uma reconexão com o Cosmos. O objetivo é provocar uma reflexão sobre esses processos. Mesmo que a mensagem não seja absorvida objetivamente, ela funcionará subliminarmente na consciência de quem assistí-lo e será disseminada pelos processos de ressonância mórfica.
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Prof. Dr. Edgar Silveira Franco
Ph.D. in Arts & Multimedia Artist
FAV- UFG (Federal University of Goiás)
Phone (voice): +55 62 3268 3879
Brazil.
www.posthumantantra.legatusrecords.net
www.myspace.com/posthumantantras
www.fotolog.net/edgar_franco
www.ritualart.net
Depois de anunciar a publicação online do novo videoclipe do Posthuman Tantra, algumas pessoas me escreveram dizendo que o acharam agressivo e sem sentido, por isso preparei esse pequeno texto para esclarecer a sua concepção e o ideário que o engendrou.
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POSTHUMAN TANTRA: "The Gaia's Holes Ritual" videoclipe - Um Alerta Angustiante em Defesa da Reconexão.
por Edgar Franco
Ressalto inicialmente que o vídeo é um trabalho modesto, foi produzido de forma independente na tradição D.I.Y. com poucos recursos técnicos e financeiros. No clipe, dirigido por Ariadne & Christian Rengstl, com roteiro e direção de arte minhas, parto da simbologia do "Terceiro Olho" da tradição hinduísta, ele é o canal intuitivo para a transcendência.
O videoclipe é uma encenação dramática da desconexão gradativa da espécie humana com a natureza. Ele começa com algumas imagens de natureza e sons de pássaros mas já denota o processo gradativo de desconexão - pois a montanha aparece atrás de grades, as plantas por detrás de um buraco na parede e o céu refletido em uma poça d'água num piso de concreto.
O cântico de pássaros, simulado por mim com um apito indígena pataxó, é uma espécie de lamento prenunciando o desligamento homem-natureza. Logo depois a música torna-se dramática com uma percussão que representa o batimento cardíaco de Gaia acelerando, pois ela está sendo tragicamente ferida.
O terceiro olho surge na mão esquerda, ele significa a conexão intuitiva com Gaia e o Cosmos, mas no final da animação do olho ele se fecha - simbolizando o desligamento ego-monetarista-tecnológico do homem com sua essência natural.
Depois disso eu - atuando no clipe - passo a representar ritualisticamente a espécie humana e a destruição gradativa da natureza realizada por ela. A faca é o instrumento ritual, exploro buracos múltiplos representando os ferimentos na carne de Gaia, a mãe Terra. Também represento o homem preso em grades egoísticas buscando tudo pra si - a coisificação do mundo - no momento em que minhas mãos saem por detrás de uma porta de ferro como mãos gananciosas buscando pegar o vácuo para si e trazê-lo para sua prisão individualista.
Apareço ainda na escuridão, mas fazendo pose de rei, mais uma vez simbolizando o vazio do poder que exclui o entendimento de que somos todos uma só criatura. Quase ao final, antes de perfurar mais uma vez Gaia com a faca, eu represento o suicídio da espécie humana, simulo a faca rasgando minha mão e meu abdôme - pois na tentativa vã de assassinar Gaia, simplesmente assassinamos a nossa espécie megalomaníaca.
Finalmente, nos últimos segundo do clipe, uma dança acelerada representa a tentativa frustrada da espécie humana de se livrar das consequências de seus atos egocentrados. No desfecho do vídeo eu estou morto sobre uma pilha de "grades" - prisões materiais e coisificadas - a única coisa que conseguimos construir com nossa ânsia de poder e profunda desconexão com Gaia e com o Universo.
O videoclipe é uma ritualização simbólica de nossa relação com o planeta a partir da gradativa evolução tecnológica e simula um possível final trágico para a espécie se a hipertecnologia não resgatar os valores naturais e nos proporcionar uma reconexão com o Cosmos. O objetivo é provocar uma reflexão sobre esses processos. Mesmo que a mensagem não seja absorvida objetivamente, ela funcionará subliminarmente na consciência de quem assistí-lo e será disseminada pelos processos de ressonância mórfica.
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Prof. Dr. Edgar Silveira Franco
Ph.D. in Arts & Multimedia Artist
FAV- UFG (Federal University of Goiás)
Phone (voice): +55 62 3268 3879
Brazil.
www.posthumantantra.legatusrecords.net
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www.fotolog.net/edgar_franco
www.ritualart.net







05:58
Inominável Ser
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