De uma obra de arte, nós começamos por ver aquilo que nos é apresentado diretamente, e só depois perguntamos qual sejam o seu significado e o seu conteúdo. O que vemos exteriormente não tem para nós um valor direto, e atribuimos-lhe um valor interior, um significado que lhe anima a exterior aparência. Atribuímos-lhe a alma que adivinhamos pelo exterior. Com efeito, uma aparência que significa algo não tem representação própria, nem sequer do que exteriormente é, mas representa algo de alheio, como acontece, por exemplo, com o símbolo e, melhor ainda, com a fábula que recebe o significado da moralidade que implica. Poder-se-á até dizer que todas as palavras implicam uma significação e nada valem por si próprias. Assim também no rosto humano, nos olhos, na carne, na pele, em toda a estrutura do homem, transparece um espírito, uma alma, e sempre e em tudo o significado se relaciona com algo que ultrapassa a aparência direta. É com este sentido que se pode falar no significado da obra de arte que se não esgota nas linhas, curvas, superfícies, relevos, e entalhes de pedra, nas cores, sons, combinações harmoniosas das palavras, etc., mas constitui a exteriorização da vida, dos sentimentos, da alma, de um conteúdo do espírito, e em tudo isso consiste o seu significado.
Georg Willhelm Friedrich Hegel
in: Estética - A Idéia E O Ideal
pag. 48

Coley

Cori

Cristabelle

Dewee

Elza
Georg Willhelm Friedrich Hegel
in: Estética - A Idéia E O Ideal
pag. 48

Coley

Cori

Cristabelle

Dewee

Elza







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Inominável Ser
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