21 de dezembro de 2009

O Massacre Dos Inocentes - Giotto




Inomináveis Saudações a todos.

O Massacre Dos Inocentes (s/d), de Giotto, assume uma postura sincera com relação ao massacre de todos os meninos com dois anos e abaixo dos dois anos na cidade de Belém imposto por Herodes quando a este foi anunciado o nascimento do futuro rei dos judeus que, em seu entendimento, lhe usurparia o poder, advindo do meio do povo. Vê-se Herodes, impassível diante do massacre, rosto endurecido como aço poderosíssimo, a observar o desespero das mães.

No rosto de cada mãe, dor, revolta, indignação e desepero totais, uma elevada carga de emoções verdadeiramente retratadas que apenas pode ser sentida se o quadro afeta ao espírito daquele que o contempla. Os carrascos, no exercício de seu dever como subordinados de Herodes, ainda que exibindo piedade no olhar, executam friamente a ação. Alguns nobres e sacerdotes, atrás dos carrascos, exibem no olhar uma piedade mais viva e latente, pulsante, grandiosa, ao verem todo o desenrolar do terrível acontecimento diante de si.

O que mais impressiona, o que choca, o que absorve a atenção daquele a fitar todo o panorama doloroso do quadro em si, é o amontoado de cadáveres, os corpos dos meninos executados. Um dos carrascos ao lado dos cadáveres está a matar mais um menino diante de uma desesperadíssima mãe. O outro carrasco tenta ao lado dos cadáveres tenta retirar outro menino do colo de sua mãe para ajuntá-la sem forças vitais às que estão ao solo. Um terceiro carrasco, distante dos outros dois e dos cadáveres dos outros meninos, tenta mesmo matar mais um destes ao colo da mãe. A atitude dos carrascos, nobres e sacerdotes denuncia o medo profundo que sentem por Herodes.

Os cadáveres dos meninos, amontoados ao solo, indicam que Giotto não pretendeu mascarar a representação do momento sanguinário. A Deusa Dor está viva em todo o expandir-se das emoções presentes no quadro, como a mãe ali de tudo, pois todas as atitudes dolorosamente retratadas, para o olhar dos sensíveis admiradores verdadeiros da Pintura, são dolorosos contextos da maneira artística de não esconder a realidade de todo tipo de acontecimento cruel ou não. Fatos como o descrito acima recentemente ocorreram no Quênia, quando uma igreja com mulhere e crianças, lotada, foi barbaramente incendiada, crianças foram queimadas vivas, crianças foram sacrificadas pela eterna e ensandecida loucura humana, humana loucura, da violência.

Quadros como o de Giotto denunciam todas as violências do mesmo tipo e não são apelativos, mas narradores de uma faceta da Humanidade que não pode ser negada e nem desprezada, como muitos tencionam fazer. Não há como esconder o massacre diário de muitos e diversos inocentes pelo mundo e nem dizer que a vida humana é maravilhosa diante do executar pleno e desenvolto desses absurdos todos que ainda ocorrem, mesmo que a mídia, muitas vezes, a tudo mascare, a tudo tente diminuir, a tudo tente apagar.




















20 de dezembro de 2009

Os Faróis - Charles Baudelaire

Rubens, fleuve d'oubli, jardin de la paresse,
Oreiller de chair fraîche où l'on ne peut aimer,
Mais où la vie afflue et s'agite sans cesse,
Comme l'air dans le ciel et la mer dans la mer;

Léonard de Vinci, miroir profond et sombre,
Où des anges charmants, avec un doux souris
Tout chargé de mystère, apparaissent à l'ombre
Des glaciers et des pins qui ferment leur pays;

Rembrandt, triste hôpital tout rempli de murmures,
Et d'un grand crucifix décoré seulement,
Où la prière en pleurs s'exhale des ordures,
Et d'un rayon d'hiver traversé brusquement;

Michel-Ange, lieu vague où l'on voit des Hercules
Se mêler à des Christs, et se lever tout droits
Des fantômes puissants qui dans les crépuscules
Déchirent leur suaire en étirant leurs doigts;

Colères de boxeur, impudences de faune,
Toi qui sus ramasser la beauté des goujats,
Grand coeur gonflé d'orgueil, homme débile et jaune,
Puget, mélancolique empereur des forçats;

Watteau, ce carnaval où bien des coeurs illustres,
Comme des papillons, errent en flamboyant,
Décors frais et légers éclairés par des lustres
Qui versent la folie à ce bal tournoyant;

Goya, cauchemar plein de choses inconnues,
De foetus qu'on fait cuire au milieu des sabbats,
De vieilles au miroir et d'enfants toutes nues,
Pour tenter les démons ajustant bien leurs bas;

Delacroix, lac de sang hanté des mauvais anges,
Ombragé par un bois de sapins toujours vert,
Où, sous un ciel chagrin, des fanfares étranges
Passent, comme un soupir étouffé de Weber;

Ces malédictions, ces blasphèmes, ces plaintes,
Ces extases, ces cris, ces pleurs, ces Te Deum,
Sont un écho redit par mille labyrinthes;
C'est pour les coeurs mortels un divin opium!

C'est un cri répété par mille sentinelles,
Un ordre renvoyé par mille porte-voix;
C'est un phare allumé sur mille citadelles,
Un appel de chasseurs perdus dans les grands bois!

Car c'est vraiment, Seigneur, le meilleur témoignage
Que nous puissions donner de notre dignité
Que cet ardent sanglot qui roule d'âge en âge
Et vient mourir au bord de votre éternité!




Rubens, rio do olvido, jardim da preguiça,
Divã de carne tenra onde amar é proibido,
Mas onde a vida flui e eternamente viça,
Como o ar no céu e o mar dentro do mar contido;

Da Vinci, espelho tão sombrio quão profundo,
Onde anjos cândidos, sorrindo com carinho
Submersos em mistério, irradiam-se ao fundo
Dos gelos e pinhais que lhes selam o ninho;

Rembrandt, triste hospital repleto de lamentos,
Por um só crucifixo imenso decorado,
Onde a oração é um pranto em meio aos excrementos,
E por um sol de inverno súbito cruzado;

Miguel Ângelo, espaço ambíguo em que vagueiam
Cristo e Hércules, e onde se erguem dos ossários
Fantasmas colossais que à tíbia luz se arqueiam
E cujos dedos hirtos rasgam seus sudários;

Impudências de fauno, iras de boxeador,
Tu que de graça aureolaste os desgraçados,
Coração orgulhoso, homem fraco e sem cor,
Puget, imperador soturno dos forçados;

Watteau, um carnaval de corações ilustres,
Quais borboletas a pulsar por entre os lírios,
Cenários leves inflamados pelos lustres
Que à insânia incitam este baile de delírios;

Goya, lúgubre sonho de obscuras vertigens,
De fetos cuja carne cresta os sabás,
De velhas ao espelho e seminuas virgens,
Que a meia ajustam e seduzem Satanás;

Delacroix, lago onde anjos maus banham-se em sangue,
Na orla de um bosque cujas cores não se apagam
E onde entranhas fanfarras, sob um céu exangue,
Como um sopro de Weber entre os ramos vagam;

Essas blasfêmias e lamentos indistintos,
Esses Te Deum, essas desgraças, esses ais
São como um eco a percorrerem mil labirintos,
E um ópio sacrossanto aos corações mortais!

É um grito expresso por milhões de sentinelas,
Uma ordem dada por milhões de porta-vozes;
É um farol a clarear milhões de cidadelas,
Um caçador a uivar entre animais ferozes!

Sem dúvida, Senhor, jamais o homem vos dera
Testemunho melhor de sua dignidade
Do que esse atroz soluço que erra de era em era
E vem morrer aos pés de vossa eternidade!





Pieter Paul Rubens




Leonardo da Vinci




Rembrandt Harmenszoon van Rijn




Michelangelo




Pierre Puget




Jean-Antoine Watteau




Francisco José de Goya Y Lucientes




Eugène Delacroix



Criadores na Deusa Arte, Rubens, Da Vinci, Rembrandt, Michelangelo, Puget, Watteau, Goya, Delacroix... Basdelaire, instigado, intrigado e inebriado pela essencialidade eternizante das mensagens contidas nos quadros de ditos artistas, decifra-lhes os sentidos que lhe chegam aos poéticos incomuns olhos. Há nos versos a possante explicação do mais interiorizante poder proporcionado pelas visões dos quadros, um elemento de sepulcrais odores de sensoriais belezas... Humanas belezas... Humanas belezas... Humanas belezas... As Humanas Belezas! Muito próximas do Pai, da Unidade, A Eternidade Mãe Da Cósmica Beleza! Baudelaire Sabia que A Arte manifesta A Cósmica Beleza em toda Sua Mais Alta Verdade. A Arte... O Kosmos... Artístico Kosmos... Arte Cósmica... Beleza... Beleza... Beleza... Artísticos Astros... Artísticas Estrelas... Artísticos Mundos... Artísticos Sóis... Artísticas Luas... Quanta Beleza não se apresenta na Arte ditando a segurança do Cósmico Coração Da Vida? Quanto do Kosmos não se expressa através da Arte sendo A Cósdmica Forma Da Grande Vida? Quanto vai de Visa ao alcance Daquele Grande Artista? Aquele Grande Artista Cujos Pés Galgam As Escadarias Da Eternidade?

19 de dezembro de 2009

Galeria Vampirella - Louis Paradis - Parte III













A Cova Dos Tatuados

Inomináveis Saudações a todos.

Para o delírio das meninas da Internet e das visitantes deste blog que apreciam homens tatuados, sensuais e musculosos, abro este tópico. A demonstração será, também, da exímia técnica dos tatuadores e dos fotógrafos dos modelos que, se identificados, receberão aqui os créditos; mas, como muitas fotos que postarei aqui serão advindas de pesquisas do Google, fotos que, às vezes, nem nomeadas estão, os créditos não poderão ser feitos. Peço, então, aos tatuadores brasileiros e portugueses que aqui identificarem os seus trabalhos, para se comunicarem com a Administração deste fórum através deste e-mail, a fim de terem seus trabalhos aqui creditados:

projetocova@gmail.com

Conclamo as meninas a contribuirem para este tópico, aberto para elas e por elas! Very Happy Very Happy Very Happy




Beautiful Tattoo




Dragon Arm







Fotos Por Brian Moss




Foto Por Stephan Dolescha



Koi Fish Shoulder




Oriental Dragon




Tattoo Yakuza


Fonte: Vanishing Tattoo



Para todos os gostos, diversidade é fundamental, diversidade é riqueza monumental! Very Happy Very Happy Very Happy

18 de dezembro de 2009

A Sexualidade Na Subcultura Gótica



Tribute To L'Ame Imortelle - Modelo: Annywka - Fotógrafo: Flex



Inomináveis Saudações a todos.

Desde a trajetória inicial da Subcultura Gótica nos anos 80, quando ainda era conhecida como Dark, o senso comum obteve a visão dos membros da mesma como seres unicamente voltados para a profunda depressão e a excessiva melancolia. No geral, ainda crêem nisto os que estão de fora do Movimento, sempre expondo visões que a seu critério estabelecem os parâmetros da Subcultura. Não podemos renegar a quantidade de melancolia que há em diversas áreas da mesma, no entanto, defini-la como toda envolta apenas em atmosferas lúgubres que levam ao suicídio é de errônea formação de delineação de suas estruturas. Quando se fala em estruturas da Subcultura Gótica, é claro que é impossível exercer uma definição do todo da mesma conforme o Academicismo se compraz em realizar com relação a tudo o que intelectivamente toca. Não sendo possível tocar no todo dela, podemos separar partes que pouco se dão ao prazer de serem notadas, partes como a sexualidade, que é até esquecida dentro do próprio Movimento.

O que seria, então, a sexualidade na Subcultura Gótica?

Nos afastemos do senso comum e caminhemos para uma abordagem do caráter sexual em uma parcela dos góticos que mais facilmente se expande para tal. Não sendo escandaloso algumas vezes, até belo (o Fetish); sendo pornográfico, muitas vezes grotesco (o caso das Spooky Girls; orientado para a forma da Arte (Fotografia); orientado para a forma de Poesia (alguns poemas de Baudelaire são o melhor exemplo); nas vestimentas (a sensualidade feminina e masculina na Subcultura é bastante forte e notável); e até no dia-a-dia ou em festas góticas, redutos de imensas concentrações de pulsões sexuais que muitas vezes se mantém nesses ambientes fechadas e noutras explodem, os elementos se fazem existentes. Falando em festas góticas, muitas, nos locais do mundo onde a presença gótica se faz, são associadas ao Fetichismo e até ao Erotismo, sendo que em algumas há até a apresentação de sexo explícito e strippers. Ver inocência no todo do Gótico é erro clássico, do senso comum fora do âmbito subcultural da mesma, do senso comum de muitos que começam a adentrar no Movimento apenas imaginando que ele é moldado a partir de “dores, lágrimas, sangue e suicídios”...

Somente convivendo com o ambiente gótico verdadeiramente dito é que podemos vidualizar plenamente esta faceta da Subcultura que o senso comum, em seu entendimento ignorante e preconceituoso, desconhece. Apenas no enredo sensualmente gritante de um evento verdadeiramente gótico, com uma seguida tendência a abordar apenas as temáticas musicais presentes no movimento, apenas saindo da morada e indo a tais eventos, podemos, em todos os sentidos, conhecer o que ocorre, em verdade, no meio. Ficando dentro de casa, olhando para a parede, para o teto do quarto, brincando com o ankh ou o pentagrama ao pescoço, magoado, melancólico, esplendorosamente manifestando o que a ignorância do senso comum diz que os góticos são, não levará nenhum destes ao verdadeiro conhecimento do que acompanha por causa da Estética, da Música, da Poesia, da Literatura e da Arte contidas no universo maravilhosamente amplo que habita. Sei que muitos já falaram nisto, já escreveram sobre isto, já enfocaram este assunto, de várias maneiras, verbalmente ou textualmente; no entanto, não querendo soar repetitivo ou monótono, apenas estou a interagir convosco na abordagem do problema conforme a minha visão particular do que presencio de sensual nos eventos que estou a frequentar. A experiência própria conta muito, tanto a minha quanto a de qualquer membro deste fórum que conhece o ambiente de um evento gótico.

Casais esfregando-se... Casais abraçando-se... Beijos ardentes... Homens e mulheres beijando-se, abraçando-se, esfregando-se... Homens e homens beijando-se, abraçando-se, esfregando-se... Mulheres e mulheres beijando-se, abraçando-se, esfregando-se... Olhares mui ardentes por todo o ambiente... Danças sensuais insinuantes, de todos os tipos, no ambiente... Acessórios e vestimentas provocantes pelo ambiente... Desejos no ambiente todo... Afloramentos de desejos pelo ambiente todo... Uma deliciosa força no ar, sensual força que faz também desejar... Desejos na pista de dança, qual o melhor local em um evento gótico para tal? Presenciei uma vez um casal indo para um cantinho isolado de um evento em local aberto, bem isolado, para foderem ali mesmo, distante dos olhos dos demais presentes, não se espantem, eu não me espantei, eu não me escandalizei; tanto quanto com o presenciar de beijos, abraços e esfregamentos entre gays e lésbicas diante destes meus inomináveis olhos de Coveiro, eu achei muito normal, muito estimulante, muito prazeroso, muito muito muito muito muito muito muito muito muito fascinantemente inspirador... Naturais desejos... Naturais realizações de desejos... Naturais moldes e molduras todas de desejos... Naturais desejáveis caminhos realizados... A Natureza toda transbordante em ambientes carregados de um erotismo todo viciante, erotismo todo cativante, erotismo todo pegador de minha Alma e da de todos os presentes... O Erotismo cativante... O Erotismo mais cativante... O Erotismo mais sublimemente cativante...

Acima está uma verdade que presenciei e relato aqui sem preconceitos e sem travar os dedos meus a desenvolverem este texto, que aqui no fórum já havia sido publicado. A versão original era um tanto quanto sem conhecimento de causa maior, foi feito no início do meu adentrar no roteiro de eventos góticos. Os membros mais antigos deste fórum devem se lembrar da versão original e julguei ampliar a mesma, pondo elementos colhidos da minha experiência pessoal mais amplamente formalizada. Tudo acima descrito foi real, nada imaginei, nada inventei, nenhuma linha acima do parágrafo anterior caminha para o mundo do falso e do irreal. Quem frequenta tais eventos, como eu, sabe que escrevi sobre algo que ocorre sempre, algo nítido, algo claro, algo que até os que ficam a dançar para a parede, como eu fico nesses eventos, sabe. E já desejei mulheres estonteantes, góticas maravilhosas, nos mesmos, visualizando os corpos delas em danças dotadas de sensual poder e sensual força... Notei mulheres desejando-me e a outros homens, com olhares e trejeitos bastante sensuais, intensamente senhores de uma naturalidade belissimamemte carregada da mais pura interior liberdade de ser... Notei homens desejando-me e desejando a outros homens com olhares totalmente desprovidos de vergonha ou medo de serem rejeitados ou desprezados, pois, afinal de contas, o ambiente no qual estavam era fruto de uma liberdade adquirida com o crescer mesmo do movimento... Notei mulheres desejando mulheres em um ritmo aceleradíssimo, mui natural, cientes de que poderiam ser correspondidas, sem medo ou vergonha, igualmente, do desprezo e da rejeição... Quem está de fora, claro, desconhece isso tudo, não tem nem o direito de tocar em tal assunto, não possui autenticidade para tal abordagem. Apenas um gótico sem medo de assumir-se como tal, como eu, poderia ser o realizador de um artigo como este, artigo corajosamente escrito com o intuito de informar acerca de uma parte da Subcultura Gótica que explode em níveis bem observáveis nos eventos góticos. Não tenho a pretensão de inovar ou inaugurar nada com este artigo, pois nada faço pensando desta maneira; e o artigo mesmo não soaria natural e transbordante de tanta autenticidade e personalidade se fosse escrito com esta intenção estúpida, torpe e medíocre em meu Ser, em minha mente, em meu Espírito, em minha Alma. Com toda a minha sinceridade, transbordo aqui em palavras digitadas no teclado de meu querido e amado filho computador o que os meus olhos, mente e Espírito absorveram com exatidão e na íntegra, sem interferências dos conhecimentos anteriores que eu já tinha acerca do Gótico.


Há um prazer e uma alegria transbordantes nos que se livram dos preconceitos e amarras sociais, entregando ao exercício pleno de suas sexualidade, em todas as Culturas, em todas as Subculturas. Pela História, sabemos que marginalizados foram todos aqueles que livremente se fizeram altamente senhores de sua sexualidade, como Lucrécia Bórgia, o Marquês de Sade, Sacher-Masoch e tantos outros.

Por que não haveria tal prazer nos elementos humanos pertencentes à Subcultura Gótica?

Os góticos são seres acima dos demais humanos, isentos de desejos e voltados apenas para a Escuridão e seus próprios problemas e crises existenciais, distanciados de qualquer contato com o sexo oposto?

Os góticos estão livres dos gozos e das maravilhas proporcionados pelo envolvimento sexual?

Os góticos, “verdadeiros góticos”, tem que ser assexuados?

Os góticos, “verdadeiros góticos”, devem negar as suas naturezas?

Sabemos que não, os góticos são seres humanos tanto quanto as pessoas de qualquer ramo da sociedade, pertencente ou não a uma Subcultura. Inibidos muitos podem ser sexualmente, eis um direito desta parcela de góticos; desinibidos outros podem ser sexualmente, eis um direito desta outra parcela de góticos. Um tanto de sexo faz bem a todo Ser. Um tanto de Erotismo faz bem a todo Ser. Um tanto de Fetichismo faz bem a todo Ser. Um tanto de Pornografia faz bem a todo Ser. Não sejamos propensos, digo-o novamente, a vermos inocência da parte de todos os góticos, pois não é assim que ocorre, nem deveria ocorrer. Nos casos das festas góticas, há muita sensualidade envolvida durante a movimentação dos participantes das mesmas ao tocar das músicas, os corpos ali se desejam e se entregam ao exprimir de seus desejos. A experiência conta muito, como acima afirmado, para que essas observações, neste artigo, possam ser afirmadas da parte deste que vos escreve; falo de uma experiência prática, de convivência com o mesmo, não de experiência teórica, apenas exercida no acesso a sites, blogs e fóruns góticos. Estas observações não são de fundamentações wikipedianas, pois exprimem a visão do autor das mesmas ao vivo, vivenciando o momento de contato com o conjunto de elementos da Subcultura. Não caio em contradição ao dizer que alguns góticos se reprimem ou se soltam quando as circunstâncias de determinados momentos exigem; é o Natural que lhes impulsiona e sempre vai ser assim, por mais melancólicos e depressivos que possa ser.

Um exemplo prático simples servirá para o fortalecer dos argumentos e afirmações acima expostos com base em uma interpretação do Goth Fetish a partir das fotos a seguir.




Koshka - Fotógrafa: Olga




Cyber - Foto Por Mike Encore




Diva




Diva 2




Fetish Goth Girl




Magna Bestia




Fetish Dolls - Modelos: Christhina E Amber - Fotógrafo: Vakial


O Fetichismo é uma abertura para a manifestação dos mais ocultos recantos da sexualidade. Pode ser grotesco ou suave, fino ou grosseiro, dependendo da personalidade. A habilidade dos fotógrafos conta muito e a entrega das modelos aos padrões estéticos que estes exigem ao moldar das fotos é da mais plena necessidade. Está se expandindo, em muito, atualmente, o Fetichismo a partir da Fotografia, principalmente o ramo desta que se refere à Subcultura Gótica. A mulher é o principal foco dessa expansão e todos os elementos das fantasias sexuais ficam nítidas em fotos como as postadas acima, de belezas diferenciadas, mas bastante sugestivas, bastante imaginativas, pois, como disse o Marquês de Sade, “sexo é imaginação”.

Nas fotos acima, podemos imaginar...

Nas fotos acima, imaginar...

Os corpos delas, imaginem o tocar...

Os corpos delas, imaginem o mover deles...

Os corpos delas, imaginem...

Imaginação...

A ação nos pensamentos...

Imaginação...

A ação no olhar...

Imaginação...

A ação no sugerido...

Imaginação...

A ação a se concretizar...

Elas estão sendo tocadas, agora, pelo nosso olhar...

Elas estão sendo tocadas, agora, pelos nossos pensamentos...

Elas estão sendo tocadas, agora, pelo nosso imaginar...

O contexto do Fetichismo é esse, notificar-nos do imaginar, essa capacidade que nos faculta as facilidades de maiores e melhores raciocínios cada vez mais. A presença do negro acima e de outros elementos incorporativos da Estética Gótica apenas enriquecem e afirmam esse contexto dentro de outros contextos, que cada um deve em si exprimir de modo todo particular. Tal utilização de elementos fetichistas não é proposital, mas uma própria exigência da evolução da Subcultura, assim como ocorre na mesma em termos musicais. Não há vergonha em assumir-se admirador do Fetichismo, pois é a beleza que neste se aborda e, no caso do Gótico, é a beleza dos membros do Movimento que é evocada e exaltada, de formas as mais naturais e autênticas possíveis, tanto na heterossexualidade quanto na homossexualidade. Não se trata, portanto, de um mero modismo que vem a ser incorporado. É algo sadio, em pleno desenvolver-se, com naturalidade.

Agora, esqueçam a Imaginação...

Agora, aqueçam a Sensação...

Agora, aqueçam o Tato...

Agora, aqueçam o Olfato...

Agora, aqueçam a Audição...

Agora, aqueçam a Visão...

Agora, aqueçam o Paladar...

Agora, aqueçam a Intuição...

Agora, aqueçam os Sentidos mais ocultos em si mesmos...

Assim, sois naturais.

Assim, podereis adentrar em um evento gótico livres do que a sociedade que nos julga como anormais divulga como o "normal".

Assim, podereis tocar e ser tocados por uma mulher ou por um homem, se quiserem, em um evento gótico...

Assim, sem conceitos e preconceitos, fora da Imaginação, podereis afirmar e confirmar se existe ou não a poderosa Sensualidade e o poderoso Erotismo na Subcultura Gótica.

Saiam de vossos quartos.

Experimentem um verdadeiro ambiente gótico.

Saudações Inomináveis a todos.

17 de dezembro de 2009

Fetish Photography - Por Mykal Binds







16 de dezembro de 2009

Lilith - A Grande Fêmea Da Criação - Parte III



Lilith - Dominik Broniek



Escondo-me e ressurjo,
Entre os Ritos,
Entre os Mitos,
Sou A Mãe Primeira,
Aquela Fugitiva Do Celeste
Que Amou A Corrida
E Dispensou A Canseira
E O Ficar Abaixo.

Abaixo do homem,
Pois Sou Alta
E Nego Submissão
Ao inferior!

Abaixo de Elohim,
Pois Sou Eu,
Lilith Sem Pai,
Lilith Sem Mãe!

Em Meus Mundos,
Cinco Chamas Vêem
Meus Filhos,
Quantas e quantas e quantas
Vezes cinco
Forem necessárias!

Em Meus Mundos,
Criatura Humana,
Meu homem,
Minha mulher,
Tu concedes a ti mesmo
A mordida na maça preciosa
Caída diante de vossos
Pés congelados...

Descongeles vossos pés,
Meu homem...

Descongeles vossos pés,
Minha mulher...

Calor,
O calor,
O Meu Calor...

Preferes A Água
Insana Do Raio De Sol
Ou
A Água Sã Dos Rellexos
Da Lua Negra Que Sou
Em Tua Alma,
Em Teu Espírito,
Em Tua Mente,
Em Teu Corpo
Todo Meu?



Inomináveis Saudações a todos.

Lilith, A Rebelde, A Libertária, A Sedutora Serpente Maior. Várias são as versões de acerca de sua Existência e, a modo de estudo e conhecimento, vou postando-as aqui, para montarmos uma panorâmica dinâmica e bem ampla de Seu Ser. Um manancial de informações, colhidas em livros e na Internet, serão postados a seguir como título de elaboração de nossas próprias reflexões acerca de Lilith. Algo devemos ter bem clara em nossas mentes, a partir de agora: interpretar o que lemos através de seus simbolismos, de suas alegorias, de seus efeitos esotéricos n'alma e mente nossa, metodicamente centradas e concentradas em interpretá-las.

No livro A Ciência Dos Espíritos, à página 74, Eliphas Levi disponibiliza uma tradução de uma Clavícula De Salomão, na qual lemos:


O nono número é nove; a nona Sefira é IESOD ou o princípio fundamental.

Os espíritos de Iesod são os Querubes ou os anjos, forças que fecundam a terra e que representamos no simbolismo hebreu sob a aparência de touros.

Seu império é o da fecundidade e correspondem às idéias verdadeiras.

Têm por adversários os Gamaliel ou os obscenos, cuja rainha Lilith é o demônio dos abortos.



Em um livro de comentários do Zoar realizado pelo grande cabalista Gershom Scholem, denominado Zoar- O Livro Do Esplendor, lê-se o seguinte na página 29:


Nos livros antigos aparece a palavra “alguém”, empregada para significar “uma mulher”, ou seja, a Lilith original, que se deitou com Adão e dele foi concebida. Mas, até aquela ocasião, ela não lhe servia para nada, conforme está escrito: “Mas, para Adão, não foi encontrada ajuda” (Gên. 2,20).




No Dicionário De Ciências Ocultas, lemos à página 180:


Lilith – Wierus e outros demononólogos fazem de Lilith a rainha dos demônios súcubos, sendo que seus servidores são especializados em matar recém-nascidos.



Em Qabalah – A Doutrina Secreta Dos Judeus Numa Perspectiva Ocidental, Alberto Lira, à página 125, ao falar das quatro representações de Adão (Adão Qadmon, Adão Protoplastes, Adão Belial e o Adão bíblico) assim introduz seus comentários sobre Adão Belial:


3 – Adão Belial (Waite, pags. 418 e 419). Segundo o qabalismo tardio, é o Adão adversário, oposto ao Adão Qadmon; é o Adão da Árvore Qlifótica, e é composto pelas Qlifoth (restos ou cascas, dos mundos anteriores ao atual universo). Está em Assiah. É também reconhecido como Samael, que tentou a Eva. E esta teve diversos filhos gerados de Samael (Waite, pág. 87). A mulher de Samael é Lilith, que está também na Árvore contrária, na Árvore Qlifótica. Lilith apresenta-se como uma bruxa que mata criancinhas (Waite, pag. 287). Adão também teve comércio carnal com Lilith.



Nas três citações de trechos de livros acima, vemos que as interpretações caem no mitológico, perpassam vias de transformação de sentidos e acabam por gerar uma confusão cognitiva em nosso interior olhar. Assassina de crianças? Em sua Face Demoníaca, podemos Saber se Ela é ou não; podemos, já que também possuimos uma Face Demoníaca. Notem a primeira citação, na qual se supõe que para Adão Lilith não lhe servia para nada... Claro que um Ser como ele, se agora nos atermos aos sentidos materiais do simbolismo presente na citação, jamais compreenderia Lilith, que acima de qualquer coisa, acima de toda coisa, diante da qual se acreditava ser o correto, iniciou Princípios De Liberdade não apenas válidos para as mulheres, como também para os homens. Não querendo ficar submissa aos seus caprichos, tendo voz, tendo caráter, tendo infinita força em seus instintos e conhecimentos acerca de si mesma, Lilith, mesmo, a nada serviria a um homem como Adão, representante máximo do patriarcalismo e do machismo retrógrados ainda a imperarem neste nosso mundo contemporâneo. A primeira feminista? Bem, deixemos isso para nós mesmos descobrirmos a partir das leituras dos textos que se seguirão DENTRO DE VÓS MESMOS.

Saudações Inomináveis a todos.




Lilith - Autoria Desconhecida

15 de dezembro de 2009

Lilith - A Grande Fêmea Da Criação - Parte II



Lilith - Autoria Desconhecida


Ergas teu véu,
Mulher,
Sinta-te na tua
Morada corporal
Como a Deusa que tu és,
Sem temores das falácias,
Sem tremores nas faces,
Sem rumores fracos
Nos lábios.

Ergas tua alma,
Mulher,
Sejas como eu
Em todas as soberanias
Das Negras Sombras Lunares,
Participando Do Morrer Que Vale,
Participando Do Viver Que Acolhe.

Ergas tua alma,
Mulher,
Sejas como eu,
Sejas como Lilith,
Lilith que não é nada triste,
Lilith que não é nada submissa,
Lilith que não é nada apequenada,
Lilith Que É Guerreira,
Lilith Que É Imperatriz,
Lilith Que Se Governa!

Ergas tua alma,
Mulher,
Venhas para mim,
Venhas até mim,
Sejas o que sou,
Cada homem deve saber
Que O Feminino Crepúsculo
É A Fonte Do Verdadeiro Gerar
De Toda Coisa,
De meu Útero
Nascem As Estrelas Cadentes,
De vossos úteros
Podem nascer também
As Verdadeiras Estrelas,
Que como eu Caíram
A fim de iluminarem
As trevosidades danosas
Da Materialidade!

Ergas tua alma,
Mulher,
Tu és mais do que
Aquilo que tens
Entre as pernas,
Tu és mais do que
Aquilo que te faz
Ficar abaixo de um homem
Na cama,
Tu És Lilith,
Eu Sou Todas Vós
Quando A Lua Canta
Nas Vestes Sutis
Da Grande Noite
E As Verdadeiras Correntes
Liberam O Poder
Da Feminilidade
Fazendo Então De Toda Mulher
A Grande Fêmea
Que Sou Por Toda Mulher!




Inomináveis Saudações a todos!

Antes de qualquer definição do histórico mitológico e dos ritos dedicados a Lilith, perguntas fazem-se necessárias quanto ao denominá-la Grande Fêmea Da Criação. Uma denominação oriunda dos contatos deste Inominável Ser com Ela através da Poesia e da Literatura; uma denominação nascida da mesma forma autodidata de contato com as Forças Primordiais Da Criação, a forma através do poetizar e do escrever. Portanto, estas perguntas resoam retumbante:

O que defina uma Grande Fêmea Da Criação?

O que é ser uma Grande Fêmea Da Criação?

O que define A Grande Fêmea Da Criação?

O que é Ser A Grande Fêmea Da Criação?

Lilith assim é A Grande Fêmea Da Criação por dominar os instintos sexuais mais livres de regras e de preconceitos sociais?

Lilith é A Grande Fêmea Da Criação por ter desafiado Elohim em nome de sua Vontade De Ser Si Mesma?

E mais:

Lilith é uma Deusa?

Lilith pode ser considerada uma Deusa?

Lilith pode participar do Concerto Cósmico Dos Deuses?

Lilith considera-se uma Deusa?

Lilith participa do Concerto Cósmico Dos Deuses?

E a mais importante de todas as possíveis e imagináveis interrogações:

LILITH SE IMPORTA COM NOSSAS INTERROGAÇÕES E EM SER ALGUMA COISA QUE POSSAMOS DEFINIR DE TODA FORMA E DE TODA MANEIRA?

A mais clara resposta é esta: NÃO!!!

Ela vem a brincar. Ela vem a ser séria. Brinca com nossa consciência. É séria querendo que tomemos uma tomada de consciência. Ela se dirige, nos versos acima, às mulheres; porém, vibra nos homens O Poder Do Princípio Feminino Da Criação, e os versos a estes também é direcionado. Direcionado aos homens, claro, não no mesmo sentido do que é para as mulheres e, sim, no sentido de que o masculino deve valorizar o feminino, podendo, assim, haver um equilíbrio necessário aos mecanismos todos das Coisas Da Criação. Lilith alerta-nos e impulsiona-nos na vertiginosa caminhada rumo ao Equilíbrio, fazendo com que nos tornemos cada vez mais livres das interrogações, livres das opressões, livres das internas e externas deteriorações do viver humano com todas as suas limitações e demasiadas implicações. Sendo Mãe Consciente De Si Mesma, Lilith é um Arquétipo que principia por nos instigar na execução da nossa libertação, correspondente às Ocultas Marés Da Lua Negra, que percorrem o nosso Eu de um modo integrado com o lento e rápido desenvolver despertador da nossa Verdadeira Consciência. E essa Fêmea, essa Grande Fêmea, Senhora Libertadora Que Libertou-Se De Sua Escravidão Primordial Para Nos Ensinar Os Verdadeiros Passos Que Devemos E Podemos Dar, não mais brinca e nem mais é séria quando nos ensina que a nossa reação correta aos Seus Mistérios não é conhecê-La ou defini-La; ao contrário, a reação correta à Sua Influência é SER O QUE ELA MESMA É NOS ARCANOS OCULTOS DA CRIAÇÃO FAZENDO A NEGRA CHAMA DE TODO VERDADEIRO DESPERTAR!

Saudações Inomináveis a todos!





Sea Of Creatures - Boris Vallejo

14 de dezembro de 2009

Lilith - A Grande Fêmea Da Criação - Parte I



Lilith - Autoria Desconhecida


Sim,
Eu Sou A Perdida!

Eu Sou A Perdida!

Eu Sou A Perdida!

Eu Sou Lilith,
A Lilith Que Não Se Rebaixou
Diante De Elohim,
A Lilith Que Não Aceitou
O Domínio De Adam!

Sim,
Eu Sou A Banida!

Eu Sou A Banida!

Eu Sou A Banida!

Eu Sou Lilith,
A Lilith Que Construiu
Sua Própria Maravilha Universal,
A Lilith Desafiante
Da Celeste Harmonia Universal!

Sim,
Eu Sou Uma Das Faces
Da Mulher Universal!

Eu Sou Uma Das Faces
Da Mulher Universal!

Eu Sou Uma Das Faces
Da Mulher Universal!

Eu Sou Lilith,
Meu Império É O Ventre Gerador
Do Feminino Ser Elevado,
Meu Império É Regido Pelo Torpor
Do Grande Senhor Obscuro Embriagado!

Sim,
Eu Sou Toda Mulher!

Eu Sou Toda Mulher!

Eu Sou Toda Mulher!

Eu Sou Lilith,
As Mulheres São O Que Eu Sou
Quando Adormeço,
As Mulheres São O Que Eu Sou
Quando Desperto!

Sim,
Eu Sou A Minha Deusa Criadora!

Eu Sou A Minha Deusa Criadora!

Eu Sou A Minha Deusa Criadora!

Eu Sou Lilith,
Rainha Infernal Residente
Nos Reinos Da Lua Negra,
Rainha Abismal Das Trevas
Que É A Lua Negra!

Sim,
Eu Desperto Quem Quiser Despertar!

Eu Desperto Quem Quiser Despertar!

Eu Desperto Quem Quiser Despertar!

Eu Sou Lilith,
Fiques Comigo
E Se Libertes,
Fiques Comigo
E Se Faça!

Sim,
Eu Sou Lilith!

Sim,
Eu Sou Lilith!

Sim,
Eu Sou Lilith!

Sim,
Eu Sou Lilith!

Sim,
Eu Sou Lilith!

Sim,
Eu Sou Lilith!

Sim,
Eu Sou Lilith!




Inomináveis Saudações a todos!

A Verdadeira Rebelde Maior De Todas As Esferas.

A Verdadeira Senhora Da Verdadeira Independência.

A Verdadeira Senhora De Si Mesma.

A Verdadeira Desafiadora Da Celestialidade.

A Verdadeira Mulher Em Seu Aspecto Mais Libertador.

Esta É Lilith.

Rainha Lilith.

Suprema Lilith.

Onipotente Lilith.

Onipresente Lilith.

Onisciente Lilith.

A Grande Fêmea, ao recusar-se submeter aos caprichos dos mandos e desmandos viris, foi a primeira feminista da História Da Criação. Quando falo em feminismo aqui, não me atenho ao feminismo cri-cri dos dias atuais, nas quais certas mulheres se dizem “melhores do que os homens”. Os homens não são melhores do que as mulheres e as mulheres não são melhores do que os homens, esta é uma Verdade Das Mais Evidentes. Há para tudo um equilíbrio e, para que a Criação continue a Existir e a Insistir Em Si Mesma, Tudo Tem Que Estar Equilibrado Na Balança Existencial. Ao recusar-se a ser obediente, Lilith queria apenas Igualdade, Verdadeira Igualdade, para com o homem. Elohim, no entanto, baniu-a das Altas Esferas, Ele, não podendo aceitar tal Rebelde Ser, enviou-a para bem longe de Si e de Adam, para o qual moldou, então, Heve, e a Humanidade assim nasceu da bondosa e dedicada esposa de Adam... E é por isso mesmo que a Humanidade veio a corromper-se totalmente; interpretando Lilith como O Princípio Libertador Do Ser, podemos concluir que sua expulsão do Ato Gerador Da Humanidade desta retirou a independência requerida para que não se precisasse abaixar a cabeça para qualquer Elohim ou qualquer Deus abaixo Dele.

Lilith é, como Princípio, A Liberdade Requerida Pelo Ser Que Quer Despertar Para A Criação. Afora a lenda judaica, a melhor, em minha opinião, para definir-Lhe as origens, correntemente se tem associado Lilith apenas às mais aberrantes práticas sexuais. Não é correto assim pensar, pois há Faces de Lilith que não são conhecidas, Faces como a acima representada pela pintura, de autoria desconhecida, escolhida por este Inominável Ser aqui para ilustrar a apresentação do tópico sobre Ela. A Grande Fêmea Da Criação, que Ela É, ali apresenta-se. Toda uma Hieraquia Oculta de interpretações advém aos olhares acostumados aos simbolismos à simples visualização da pintura. O Ciclo Existencial, A Formação Das Coisas, As Raízes Libertantes, um Todo De Livres Caminhos, apresentado é ao olhar que Sabe Interpretar, Verdadeiramente Interpretar, tudo o que se esconde nas entrelinhas ocultas de cada coisa materialmente manifestada.

Árvore Construída...

Árvore Destruída...

A Não-Gravidez...

A Gravidez...

Ruínas...

O Fluxo Do Sangue Nas Veias Universais, notem no corpo Dela...

Sangue, O Líquido Vital...

Sangue, O Líquido Imortal...

Sangue, O Líquido Universal!

Como não Ver em Lilith uma das Faces da Mulher Universal, uma das Faces Da Mãe Da Criação? Lidar com Ela em Aspecto Infernal, como Mãe De Todos Os Demônios, é um Ato que rende Conhecimentos, Verdadeiros Conhecimentos, quando moldados pelo Desejo E A Vontade De Conhecer. Ultrapassar isso e Vê-La como A Grande Fêmea é um passo, Passo Maior, para A Verdadeira Compreensão Do Ser Da Criação. Seja de qual forma vemos Lilith, Ela é, ainda, tão Desconhecida, tão Esquecida, tão temida, quanto a Deusa Hecate, por pura ignorância e por puro receio de lidar-se com Ela, igualmente. Tocá-La no Aspecto Universal, através das Vibrações Da Lua Negra, Sentindo como A Grande Fêmea, é experiência que recomendo aos ocultistas e estudantes de Ocultismo interessados.

Neste tópico, concluindo, estudaremos e discutiremos acerca de Lilith com base em todos os dados disponíveis. Convido ocultistas e membros deste fórum, os interessados no Ocultismo, a discutirem aqui sobre este Grande Ser que é Lilith.

Lilith: Deusa?

Lilith: Entidade?

Lilith: Demônio?

Lilith: Anjo Caído?

Lilith: o que Ela para você É?

Saudações Inomináveis a todos!




Lilith - 1887 - John Collier

 
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