16 de dezembro de 2009

Lilith - A Grande Fêmea Da Criação - Parte III



Lilith - Dominik Broniek



Escondo-me e ressurjo,
Entre os Ritos,
Entre os Mitos,
Sou A Mãe Primeira,
Aquela Fugitiva Do Celeste
Que Amou A Corrida
E Dispensou A Canseira
E O Ficar Abaixo.

Abaixo do homem,
Pois Sou Alta
E Nego Submissão
Ao inferior!

Abaixo de Elohim,
Pois Sou Eu,
Lilith Sem Pai,
Lilith Sem Mãe!

Em Meus Mundos,
Cinco Chamas Vêem
Meus Filhos,
Quantas e quantas e quantas
Vezes cinco
Forem necessárias!

Em Meus Mundos,
Criatura Humana,
Meu homem,
Minha mulher,
Tu concedes a ti mesmo
A mordida na maça preciosa
Caída diante de vossos
Pés congelados...

Descongeles vossos pés,
Meu homem...

Descongeles vossos pés,
Minha mulher...

Calor,
O calor,
O Meu Calor...

Preferes A Água
Insana Do Raio De Sol
Ou
A Água Sã Dos Rellexos
Da Lua Negra Que Sou
Em Tua Alma,
Em Teu Espírito,
Em Tua Mente,
Em Teu Corpo
Todo Meu?



Inomináveis Saudações a todos.

Lilith, A Rebelde, A Libertária, A Sedutora Serpente Maior. Várias são as versões de acerca de sua Existência e, a modo de estudo e conhecimento, vou postando-as aqui, para montarmos uma panorâmica dinâmica e bem ampla de Seu Ser. Um manancial de informações, colhidas em livros e na Internet, serão postados a seguir como título de elaboração de nossas próprias reflexões acerca de Lilith. Algo devemos ter bem clara em nossas mentes, a partir de agora: interpretar o que lemos através de seus simbolismos, de suas alegorias, de seus efeitos esotéricos n'alma e mente nossa, metodicamente centradas e concentradas em interpretá-las.

No livro A Ciência Dos Espíritos, à página 74, Eliphas Levi disponibiliza uma tradução de uma Clavícula De Salomão, na qual lemos:


O nono número é nove; a nona Sefira é IESOD ou o princípio fundamental.

Os espíritos de Iesod são os Querubes ou os anjos, forças que fecundam a terra e que representamos no simbolismo hebreu sob a aparência de touros.

Seu império é o da fecundidade e correspondem às idéias verdadeiras.

Têm por adversários os Gamaliel ou os obscenos, cuja rainha Lilith é o demônio dos abortos.



Em um livro de comentários do Zoar realizado pelo grande cabalista Gershom Scholem, denominado Zoar- O Livro Do Esplendor, lê-se o seguinte na página 29:


Nos livros antigos aparece a palavra “alguém”, empregada para significar “uma mulher”, ou seja, a Lilith original, que se deitou com Adão e dele foi concebida. Mas, até aquela ocasião, ela não lhe servia para nada, conforme está escrito: “Mas, para Adão, não foi encontrada ajuda” (Gên. 2,20).




No Dicionário De Ciências Ocultas, lemos à página 180:


Lilith – Wierus e outros demononólogos fazem de Lilith a rainha dos demônios súcubos, sendo que seus servidores são especializados em matar recém-nascidos.



Em Qabalah – A Doutrina Secreta Dos Judeus Numa Perspectiva Ocidental, Alberto Lira, à página 125, ao falar das quatro representações de Adão (Adão Qadmon, Adão Protoplastes, Adão Belial e o Adão bíblico) assim introduz seus comentários sobre Adão Belial:


3 – Adão Belial (Waite, pags. 418 e 419). Segundo o qabalismo tardio, é o Adão adversário, oposto ao Adão Qadmon; é o Adão da Árvore Qlifótica, e é composto pelas Qlifoth (restos ou cascas, dos mundos anteriores ao atual universo). Está em Assiah. É também reconhecido como Samael, que tentou a Eva. E esta teve diversos filhos gerados de Samael (Waite, pág. 87). A mulher de Samael é Lilith, que está também na Árvore contrária, na Árvore Qlifótica. Lilith apresenta-se como uma bruxa que mata criancinhas (Waite, pag. 287). Adão também teve comércio carnal com Lilith.



Nas três citações de trechos de livros acima, vemos que as interpretações caem no mitológico, perpassam vias de transformação de sentidos e acabam por gerar uma confusão cognitiva em nosso interior olhar. Assassina de crianças? Em sua Face Demoníaca, podemos Saber se Ela é ou não; podemos, já que também possuimos uma Face Demoníaca. Notem a primeira citação, na qual se supõe que para Adão Lilith não lhe servia para nada... Claro que um Ser como ele, se agora nos atermos aos sentidos materiais do simbolismo presente na citação, jamais compreenderia Lilith, que acima de qualquer coisa, acima de toda coisa, diante da qual se acreditava ser o correto, iniciou Princípios De Liberdade não apenas válidos para as mulheres, como também para os homens. Não querendo ficar submissa aos seus caprichos, tendo voz, tendo caráter, tendo infinita força em seus instintos e conhecimentos acerca de si mesma, Lilith, mesmo, a nada serviria a um homem como Adão, representante máximo do patriarcalismo e do machismo retrógrados ainda a imperarem neste nosso mundo contemporâneo. A primeira feminista? Bem, deixemos isso para nós mesmos descobrirmos a partir das leituras dos textos que se seguirão DENTRO DE VÓS MESMOS.

Saudações Inomináveis a todos.




Lilith - Autoria Desconhecida

15 de dezembro de 2009

Lilith - A Grande Fêmea Da Criação - Parte II



Lilith - Autoria Desconhecida


Ergas teu véu,
Mulher,
Sinta-te na tua
Morada corporal
Como a Deusa que tu és,
Sem temores das falácias,
Sem tremores nas faces,
Sem rumores fracos
Nos lábios.

Ergas tua alma,
Mulher,
Sejas como eu
Em todas as soberanias
Das Negras Sombras Lunares,
Participando Do Morrer Que Vale,
Participando Do Viver Que Acolhe.

Ergas tua alma,
Mulher,
Sejas como eu,
Sejas como Lilith,
Lilith que não é nada triste,
Lilith que não é nada submissa,
Lilith que não é nada apequenada,
Lilith Que É Guerreira,
Lilith Que É Imperatriz,
Lilith Que Se Governa!

Ergas tua alma,
Mulher,
Venhas para mim,
Venhas até mim,
Sejas o que sou,
Cada homem deve saber
Que O Feminino Crepúsculo
É A Fonte Do Verdadeiro Gerar
De Toda Coisa,
De meu Útero
Nascem As Estrelas Cadentes,
De vossos úteros
Podem nascer também
As Verdadeiras Estrelas,
Que como eu Caíram
A fim de iluminarem
As trevosidades danosas
Da Materialidade!

Ergas tua alma,
Mulher,
Tu és mais do que
Aquilo que tens
Entre as pernas,
Tu és mais do que
Aquilo que te faz
Ficar abaixo de um homem
Na cama,
Tu És Lilith,
Eu Sou Todas Vós
Quando A Lua Canta
Nas Vestes Sutis
Da Grande Noite
E As Verdadeiras Correntes
Liberam O Poder
Da Feminilidade
Fazendo Então De Toda Mulher
A Grande Fêmea
Que Sou Por Toda Mulher!




Inomináveis Saudações a todos!

Antes de qualquer definição do histórico mitológico e dos ritos dedicados a Lilith, perguntas fazem-se necessárias quanto ao denominá-la Grande Fêmea Da Criação. Uma denominação oriunda dos contatos deste Inominável Ser com Ela através da Poesia e da Literatura; uma denominação nascida da mesma forma autodidata de contato com as Forças Primordiais Da Criação, a forma através do poetizar e do escrever. Portanto, estas perguntas resoam retumbante:

O que defina uma Grande Fêmea Da Criação?

O que é ser uma Grande Fêmea Da Criação?

O que define A Grande Fêmea Da Criação?

O que é Ser A Grande Fêmea Da Criação?

Lilith assim é A Grande Fêmea Da Criação por dominar os instintos sexuais mais livres de regras e de preconceitos sociais?

Lilith é A Grande Fêmea Da Criação por ter desafiado Elohim em nome de sua Vontade De Ser Si Mesma?

E mais:

Lilith é uma Deusa?

Lilith pode ser considerada uma Deusa?

Lilith pode participar do Concerto Cósmico Dos Deuses?

Lilith considera-se uma Deusa?

Lilith participa do Concerto Cósmico Dos Deuses?

E a mais importante de todas as possíveis e imagináveis interrogações:

LILITH SE IMPORTA COM NOSSAS INTERROGAÇÕES E EM SER ALGUMA COISA QUE POSSAMOS DEFINIR DE TODA FORMA E DE TODA MANEIRA?

A mais clara resposta é esta: NÃO!!!

Ela vem a brincar. Ela vem a ser séria. Brinca com nossa consciência. É séria querendo que tomemos uma tomada de consciência. Ela se dirige, nos versos acima, às mulheres; porém, vibra nos homens O Poder Do Princípio Feminino Da Criação, e os versos a estes também é direcionado. Direcionado aos homens, claro, não no mesmo sentido do que é para as mulheres e, sim, no sentido de que o masculino deve valorizar o feminino, podendo, assim, haver um equilíbrio necessário aos mecanismos todos das Coisas Da Criação. Lilith alerta-nos e impulsiona-nos na vertiginosa caminhada rumo ao Equilíbrio, fazendo com que nos tornemos cada vez mais livres das interrogações, livres das opressões, livres das internas e externas deteriorações do viver humano com todas as suas limitações e demasiadas implicações. Sendo Mãe Consciente De Si Mesma, Lilith é um Arquétipo que principia por nos instigar na execução da nossa libertação, correspondente às Ocultas Marés Da Lua Negra, que percorrem o nosso Eu de um modo integrado com o lento e rápido desenvolver despertador da nossa Verdadeira Consciência. E essa Fêmea, essa Grande Fêmea, Senhora Libertadora Que Libertou-Se De Sua Escravidão Primordial Para Nos Ensinar Os Verdadeiros Passos Que Devemos E Podemos Dar, não mais brinca e nem mais é séria quando nos ensina que a nossa reação correta aos Seus Mistérios não é conhecê-La ou defini-La; ao contrário, a reação correta à Sua Influência é SER O QUE ELA MESMA É NOS ARCANOS OCULTOS DA CRIAÇÃO FAZENDO A NEGRA CHAMA DE TODO VERDADEIRO DESPERTAR!

Saudações Inomináveis a todos!





Sea Of Creatures - Boris Vallejo

14 de dezembro de 2009

Lilith - A Grande Fêmea Da Criação - Parte I



Lilith - Autoria Desconhecida


Sim,
Eu Sou A Perdida!

Eu Sou A Perdida!

Eu Sou A Perdida!

Eu Sou Lilith,
A Lilith Que Não Se Rebaixou
Diante De Elohim,
A Lilith Que Não Aceitou
O Domínio De Adam!

Sim,
Eu Sou A Banida!

Eu Sou A Banida!

Eu Sou A Banida!

Eu Sou Lilith,
A Lilith Que Construiu
Sua Própria Maravilha Universal,
A Lilith Desafiante
Da Celeste Harmonia Universal!

Sim,
Eu Sou Uma Das Faces
Da Mulher Universal!

Eu Sou Uma Das Faces
Da Mulher Universal!

Eu Sou Uma Das Faces
Da Mulher Universal!

Eu Sou Lilith,
Meu Império É O Ventre Gerador
Do Feminino Ser Elevado,
Meu Império É Regido Pelo Torpor
Do Grande Senhor Obscuro Embriagado!

Sim,
Eu Sou Toda Mulher!

Eu Sou Toda Mulher!

Eu Sou Toda Mulher!

Eu Sou Lilith,
As Mulheres São O Que Eu Sou
Quando Adormeço,
As Mulheres São O Que Eu Sou
Quando Desperto!

Sim,
Eu Sou A Minha Deusa Criadora!

Eu Sou A Minha Deusa Criadora!

Eu Sou A Minha Deusa Criadora!

Eu Sou Lilith,
Rainha Infernal Residente
Nos Reinos Da Lua Negra,
Rainha Abismal Das Trevas
Que É A Lua Negra!

Sim,
Eu Desperto Quem Quiser Despertar!

Eu Desperto Quem Quiser Despertar!

Eu Desperto Quem Quiser Despertar!

Eu Sou Lilith,
Fiques Comigo
E Se Libertes,
Fiques Comigo
E Se Faça!

Sim,
Eu Sou Lilith!

Sim,
Eu Sou Lilith!

Sim,
Eu Sou Lilith!

Sim,
Eu Sou Lilith!

Sim,
Eu Sou Lilith!

Sim,
Eu Sou Lilith!

Sim,
Eu Sou Lilith!




Inomináveis Saudações a todos!

A Verdadeira Rebelde Maior De Todas As Esferas.

A Verdadeira Senhora Da Verdadeira Independência.

A Verdadeira Senhora De Si Mesma.

A Verdadeira Desafiadora Da Celestialidade.

A Verdadeira Mulher Em Seu Aspecto Mais Libertador.

Esta É Lilith.

Rainha Lilith.

Suprema Lilith.

Onipotente Lilith.

Onipresente Lilith.

Onisciente Lilith.

A Grande Fêmea, ao recusar-se submeter aos caprichos dos mandos e desmandos viris, foi a primeira feminista da História Da Criação. Quando falo em feminismo aqui, não me atenho ao feminismo cri-cri dos dias atuais, nas quais certas mulheres se dizem “melhores do que os homens”. Os homens não são melhores do que as mulheres e as mulheres não são melhores do que os homens, esta é uma Verdade Das Mais Evidentes. Há para tudo um equilíbrio e, para que a Criação continue a Existir e a Insistir Em Si Mesma, Tudo Tem Que Estar Equilibrado Na Balança Existencial. Ao recusar-se a ser obediente, Lilith queria apenas Igualdade, Verdadeira Igualdade, para com o homem. Elohim, no entanto, baniu-a das Altas Esferas, Ele, não podendo aceitar tal Rebelde Ser, enviou-a para bem longe de Si e de Adam, para o qual moldou, então, Heve, e a Humanidade assim nasceu da bondosa e dedicada esposa de Adam... E é por isso mesmo que a Humanidade veio a corromper-se totalmente; interpretando Lilith como O Princípio Libertador Do Ser, podemos concluir que sua expulsão do Ato Gerador Da Humanidade desta retirou a independência requerida para que não se precisasse abaixar a cabeça para qualquer Elohim ou qualquer Deus abaixo Dele.

Lilith é, como Princípio, A Liberdade Requerida Pelo Ser Que Quer Despertar Para A Criação. Afora a lenda judaica, a melhor, em minha opinião, para definir-Lhe as origens, correntemente se tem associado Lilith apenas às mais aberrantes práticas sexuais. Não é correto assim pensar, pois há Faces de Lilith que não são conhecidas, Faces como a acima representada pela pintura, de autoria desconhecida, escolhida por este Inominável Ser aqui para ilustrar a apresentação do tópico sobre Ela. A Grande Fêmea Da Criação, que Ela É, ali apresenta-se. Toda uma Hieraquia Oculta de interpretações advém aos olhares acostumados aos simbolismos à simples visualização da pintura. O Ciclo Existencial, A Formação Das Coisas, As Raízes Libertantes, um Todo De Livres Caminhos, apresentado é ao olhar que Sabe Interpretar, Verdadeiramente Interpretar, tudo o que se esconde nas entrelinhas ocultas de cada coisa materialmente manifestada.

Árvore Construída...

Árvore Destruída...

A Não-Gravidez...

A Gravidez...

Ruínas...

O Fluxo Do Sangue Nas Veias Universais, notem no corpo Dela...

Sangue, O Líquido Vital...

Sangue, O Líquido Imortal...

Sangue, O Líquido Universal!

Como não Ver em Lilith uma das Faces da Mulher Universal, uma das Faces Da Mãe Da Criação? Lidar com Ela em Aspecto Infernal, como Mãe De Todos Os Demônios, é um Ato que rende Conhecimentos, Verdadeiros Conhecimentos, quando moldados pelo Desejo E A Vontade De Conhecer. Ultrapassar isso e Vê-La como A Grande Fêmea é um passo, Passo Maior, para A Verdadeira Compreensão Do Ser Da Criação. Seja de qual forma vemos Lilith, Ela é, ainda, tão Desconhecida, tão Esquecida, tão temida, quanto a Deusa Hecate, por pura ignorância e por puro receio de lidar-se com Ela, igualmente. Tocá-La no Aspecto Universal, através das Vibrações Da Lua Negra, Sentindo como A Grande Fêmea, é experiência que recomendo aos ocultistas e estudantes de Ocultismo interessados.

Neste tópico, concluindo, estudaremos e discutiremos acerca de Lilith com base em todos os dados disponíveis. Convido ocultistas e membros deste fórum, os interessados no Ocultismo, a discutirem aqui sobre este Grande Ser que é Lilith.

Lilith: Deusa?

Lilith: Entidade?

Lilith: Demônio?

Lilith: Anjo Caído?

Lilith: o que Ela para você É?

Saudações Inomináveis a todos!




Lilith - 1887 - John Collier

13 de dezembro de 2009

Bénédiction - Charles Baudelaire



Retrato De Baudelaire - 1848 - Gustave Courbet





Lorsque, par un décret des puissances suprêmes,
Le Poète apparaît en ce monde ennuyé,
Sa mère épouvantée et pleine de blasphèmes
Crispe ses poings vers Dieu, qui la prend en pitié:

— «Ah! que n'ai-je mis bas tout un noeud de vipères,
Plutôt que de nourrir cette dérision!
Maudite soit la nuit aux plaisirs éphémères
Où mon ventre a conçu mon expiation!

Puisque tu m'as choisie entre toutes les femmes
Pour être le dégoût de mon triste mari,
Et que je ne puis pas rejeter dans les flammes,
Comme un billet d'amour, ce monstre rabougri,

Je ferai rejaillir ta haine qui m'accable
Sur l'instrument maudit de tes méchancetés,
Et je tordrai si bien cet arbre misérable,
Qu'il ne pourra pousser ses boutons empestés!»

Elle ravale ainsi l'écume de sa haine,
Et, ne comprenant pas les desseins éternels,
Elle-même prépare au fond de la Géhenne
Les bûchers consacrés aux crimes maternels.

Pourtant, sous la tutelle invisible d'un Ange,
L'Enfant déshérité s'enivre de soleil
Et dans tout ce qu'il boit et dans tout ce qu'il mange
Retrouve l'ambroisie et le nectar vermeil.

II joue avec le vent, cause avec le nuage,
Et s'enivre en chantant du chemin de la croix;
Et l'Esprit qui le suit dans son pèlerinage
Pleure de le voir gai comme un oiseau des bois.

Tous ceux qu'il veut aimer l'observent avec crainte,
Ou bien, s'enhardissant de sa tranquillité,
Cherchent à qui saura lui tirer une plainte,
Et font sur lui l'essai de leur férocité.

Dans le pain et le vin destinés à sa bouche
Ils mêlent de la cendre avec d'impurs crachats;
Avec hypocrisie ils jettent ce qu'il touche,
Et s'accusent d'avoir mis leurs pieds dans ses pas.

Sa femme va criant sur les places publiques:
«Puisqu'il me trouve assez belle pour m'adorer,
Je ferai le métier des idoles antiques,
Et comme elles je veux me faire redorer;

Et je me soûlerai de nard, d'encens, de myrrhe,
De génuflexions, de viandes et de vins,
Pour savoir si je puis dans un coeur qui m'admire
Usurper en riant les hommages divins!

Et, quand je m'ennuierai de ces farces impies,
Je poserai sur lui ma frêle et forte main;
Et mes ongles, pareils aux ongles des harpies,
Sauront jusqu'à son coeur se frayer un chemin.

Comme un tout jeune oiseau qui tremble et qui palpite,
J'arracherai ce coeur tout rouge de son sein,
Et, pour rassasier ma bête favorite
Je le lui jetterai par terre avec dédain!»

Vers le Ciel, où son oeil voit un trône splendide,
Le Poète serein lève ses bras pieux
Et les vastes éclairs de son esprit lucide
Lui dérobent l'aspect des peuples furieux:

— «Soyez béni, mon Dieu, qui donnez la souffrance
Comme un divin remède à nos impuretés
Et comme la meilleure et la plus pure essence
Qui prépare les forts aux saintes voluptés!

Je sais que vous gardez une place au Poète
Dans les rangs bienheureux des saintes Légions,
Et que vous l'invitez à l'éternelle fête
Des Trônes, des Vertus, des Dominations.

Je sais que la douleur est la noblesse unique
Où ne mordront jamais la terre et les enfers,
Et qu'il faut pour tresser ma couronne mystique
Imposer tous les temps et tous les univers.

Mais les bijoux perdus de l'antique Palmyre,
Les métaux inconnus, les perles de la mer,
Par votre main montés, ne pourraient pas suffire
A ce beau diadème éblouissant et clair;

Car il ne sera fait que de pure lumière,
Puisée au foyer saint des rayons primitifs,
Et dont les yeux mortels, dans leur splendeur entière,
Ne sont que des miroirs obscurcis et plaintifs!»



Quando, por uma lei das supremas potências,
O Poeta se apresenta à platéia entediada,
Sua mãe, estarrecida e prenhe de insolências,
Pragueja contra Deus, que dela então se apieda:

"Ah! Tivesse eu gerado um ninho de serpentes,
Em vez de amamentar esse aleijão sem graça!
Maldita a noite dos prazeres mais ardentes
Em que meu ventre concebeu minha desgraça!

Pois que entre todas neste mundo fui eleita
Para ser o desgosto de meu triste esposo,
E ao fogo arremessar não posso, qual se deita
Uma carta de amor, esse monstro asqueroso,

Eu farei recair teu ódio que me afronta
Sobre o instrumento vil de tuas maldições,
E este mau ramo hei de torcer de ponta a ponta,
Para que aí não vingue um só de teus botões!"

Ela rumina assim todo o ódio que a envenena,
E, por nada entender dos desígnios eternos,
Ela própria prepara ao fundo da Geena
A pira consagrada aos delitos maternos.

Sob a auréola, porém, de um anjo vigilante,
Inebria-se ao sol o infante deserdado,
E em tudo o que ele come ou bebe a cada instante
Há um gosto de ambrósia e néctar encarnado.

Às nuvens ele fala, aos ventos desafia
E a via-sacra entre canções percorre em festa;
O Espírito que o segue em sua romaria
Chora ao vê-lo feliz como ave da floresta.

Os que ele quer amar o observam com receio,
Ou então, por desprezo à sua estranha paz,
Buscam quem saiba acometê-lo em pleno seio,
E empenham-se em sangrar a fera que ele traz.

Ao pão e ao vinho que lhe servem de repasto
Eis que misturam cinza e pútridos bagaços;
Hipócritas, dizem-lhe o tato ser nefasto,
E se arrependem por haver cruzado os passos.

Sua mulher nas praças perambula aos gritos:
"Pois se tão bela sou que ele deseja amar-me,
farei tal qual os ídolos dos velhos ritos,
e assim, como eles, quero inteira redourar-me;

E aqui, de joelhos, me embebedarei de incenso,
De nardo e mirra, de iguarias e licores,
Para saber se desse amante tão intenso
Posso usurpar sorrindo os cândidos louvores.

E ao fatigar-me dessas ímpias fantasias,
Sobre ele pousarei a tíbia e férrea mão;
E minhas unhas, como as garras das Harpias,
Hão de abrir um caminho até seu coração.

Como ave tenra que estremece e que palpita,
Ao seio hei de arrancar-lhe o rubro coração,
E, dando rédea à minha besta favorita,
Por terra o deitarei sem dó nem compaixão!"

Ao céu, de onde ele vê de um trono a incandescência,
O Poeta ergue sereno as suas mãos piedosas,
E o fulgurante brilho de sua vidência
Ofusca-lhe o perfil das multidões furiosas:

"Bendito vós, Senhor, que dais o sofrimento,
esse óleo puro que nos purga as imundícias
como o melhor, o mais divino sacramento
e que prepara os fortes às santas delícias!

Eu sei que reservais um lugar para o Poeta
Nas radiantes fileiras das santas Legiões,
E que o convidareis à comunhão secreta
Dos Tronos, das Virtudes, das Dominações.

Bem sei que a dor é nossa dádiva suprema,
Aos pés da qual o inferno e a terra estão dispersos,
E que, para talhar-me um místico diadema,
Forçoso é lhes impor os tempos e universos.

Mas nem as jóias que em Palmira reluziam,
As pérolas do mar, o mais raro diamante,
Engastados por vós, ofuscar poderiam
Este belo diadema etéreo e cintilante;

Pois que ela apenas será feita de luz pura,
Arrancada à matriz dos raios primitivos,
De que os olhos mortais, radiantes de ventura,
Nada mais são que espelhos turvos e cativos!".



Não há dúvidas para uma mãe, engendrado foi um monstro que poetiza e decanta as sombrias glórias do mundo de modo a realizar um roteiro fecundo de pústulas que se transformam em versos e em multiplicidades de verbos a serem poetizados, conjugados nas miseráveis roupagens da realidade. A expressão realizadora do Poeta significa a sua ferrenha luta para firmar-se e afirmar-se como um guerreiro de sua poética senda, ante a fúria de sua mãe, uma mãe tão possante e imponente e antiga que se chama sua mãe mais imortalmente atada, atada ao cordão umbilical de sua vital forma. As pústulas e as demais feridas d'alma e existenciais assumem uma crescente forma, a gravidez inspiradora de poemas incendeia a mão que escreve de maneira contagiada pela formidável força que impulsiona a poética aurora, aurora sagrada carregada pela frondosa Dor, ah, a Deusa Dor, a Grande Dor, A Eterna Dor, A Mãe Dor De Todos Os Verdadeirod Poetas! O Poético Espírito surge a cada poema com mais duradoura fome, a fome de ascender, a fome de contato maior com Algo Maior, de " comunhão secreta dos Tronos, das Virtudes, das Dominações", uma alta fome, uma alta fonte, A Fome, A Fonte, Do Alto! A Criação toda o Poeta concentra nas mãos para poder Ascender! Esquecida a mãe que o rejeita, A Mãe Mundo! Aceita A Vidão Da Mãe Que Ele Ama E Que Também Lhe Ama, A Alta Mãe! Mas, tudo corre, tudo sempre vai correr, eternamente, pelas Estradas Da Deusa Dor, A Primeira Das Mães De Todos Os Humanos Seres, poetas ou não! E, mais do que todos os não-poetas, os poetas Sabem que a dádiva infinitiva e definitiva de toda lágrima situa-se na Alta Roda Das Altas Esferas!

12 de dezembro de 2009

Galeria Vampirella - Louis Paradis - Parte II









11 de dezembro de 2009

SOULSHADOW - 19/12/2009 - CENTRO/SP

TREFFEN 4 - WAVE GOTHIC FESTIVAL - 12/12/2009 - CONSOLAÇÃO/SP


VANQUISH FEST - 12/12/2009 - CENTRO/SP

THEATRO DOS VAMPIROS - 69ª EDIÇÃO - 12/12/2009 - SÃO PAULO/SP


12/12/2009- THEATRO dos VAMPIROS- 69ª Edição- ano 6
sábado- das 23:00 as 06:00

+
ESPECIAIS de discotecagem:

HOCICO & COMBICHRIST

(pelo DJ NACHT - Artéria)
LONDON AFTER MIDNIGHT
THE CURE

+
DISCOTECAGENS:
Eletro-Goth & Industrial
80´s & Gothic Classics, Darkwave, Medieval/Ethno/Ethereal
Gothic 90 e 00's, Synth & Darkwave, EBM e 80's
DJs: F. Flanshaid, Kipper e Washington e "I"
+

PERFORMANCE:
-Dany Anjos
dança do ventre com espada & dança do ventre clássica
+
STANDs:

- Fatal Error - cybergoth wear
-Gothic Station
- camisetas & cds
+
TRANSPORTE GRÁTIS: a partir do metro Belém (das 22h30 até 01h00)
+
Sorteio de BRINDES (somente para os cadastrados!)
Ver Brindes do mês
+
ENTRADA: R$ 15,00
R$ 10,00 - para cadastros ativos

====IMPORTANTE======
Atenção: Não é possível fazer cadastro pela Internet.
========================
CADASTRO: leia o link
Cadastro em nosso site
========================
ANIVERSARIANTES: leia as regras atuais no link
Aniversariantes em nosso site
Atenção: Somente aniversariantes cadastrados ganham VIP.
========================
local:
FOFINHO Rock Bar
av.celso garcia, 2728- próximo ao metro belém
em frente ao corpo de bombeiros
info: 8159 6458
em S.Paulo- SP
========================
Caso você tenha ficado com alguma dúvida, por favor, entre em contato
através do e-mail: eventos_goticos@yahoo.com.br

10 de dezembro de 2009

PROJETO C.O.V.A. - AVISO DA ADMINISTRAÇÃO: MUDANÇAS NECESSÁRIAS


Inomináveis Saudações a todos.

Escrevo esta mensagem de uma lan house, meu computador está na assistência técnica. Venho por meio da mesma avisar-lhes que eu e Elektra optamos por mudar de servidor de hospedagem do nosso fórum, devido aos problemas vários que a Administração do Forumeiros parece não ter o interesse em solucionar.

Por causa de fóruns que disponibilizavam pirataria em seus espaços, o Ministério Público tratou de agir e bloqueou o acesso, no Brasil, ao Forumeiros. Advertência ou autoritarismo, o fato é que os usuários brasileiros do Forumeiros foram todos afetados, e, o pior, o staff deste servidor nem se importa em responder aos Admnistradores dos fóruns nele hospedados e, igualmente, aos usuários.

Parece que eles querem perder clientes, não? Então, que percam, não vou aceitar esse descaso, essa falta de consideração, essa imbecilidade e iresponsabilidade da parte deles! Portanto, o Projeto C.O.V.A. está de mudança e peço aos membros que não postem mais nada no fórum, para que a transferência de dados para outro servidor não seja maior do que será. Sendo assim, peço aos membros inscritos que tenham paciência e procurem pesquisar na rede por servidores com recursos ilimitados, o mesmo serviço oferecido aqui no Forumeiros, já que, se for um servidor de menos qualidade do que este era, não dará para fazermos o mesmo trabalho que aqui é feito.

Peço desculpas aos usuários pelo inconveniente. Quando meu computador voltar para casa, já estaremos próximos da escolha de um servidor mais decente do que este. Esta satisfação dou publicamente a todos que possuem comigo relacionamento de trabalho, para que não pensem que me afastei da rede por me afastar; e, também, para que os motivos das mudanças no Projeto C.O.V.A. sejam dados às claras, sem maquiagens ou secretas manobras.

Quem puder ajudar, por favor, indique nos comentários, aqui, um servidor de mais qualidade e seriedade.

O Forumeiros já era.

Saudações Inomináveis a todos.



Marte - Por Luis Royo

7 de dezembro de 2009

Novas Páginas Do Projeto C.O.V.A.



Inomináveis Saudações a todos.


Novas páginas estão disponíveis na Internet para a divulgação cada vez maior do Projeto C.O.VA. em redes sociais. Aos interessados, deixo aqui os links:



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TORNEM-SE
COVEIROS
DA
GRANDE
FAMÍLIA
COVEIRA!!!

O Projeto C.O.V.A., em franca expansão, agradecerá!

Saudações Inomináveis a todos!



Angel Of Death - Abrar Ajmal

6 de dezembro de 2009

CARTAS VAMPÍRIKAS - DVORÁ-KE


Inomináveis Saudações a todos vós, cadáveres leitores.

Este lançamento trata-se do segudo livro da autora Dvorá-Ke, que assina seus escritos, também, como Ana Dominik Spuk. Um livro de minicontos girando em torno da temática vampírica, cuja sinopse foi enviada a este Inominável Ser que vos fala pela própria autora.


SINOPSE:

Cartas Vampírikas é um livro de minicontos.
Criei vampiros que contam suas histórias. A obra revela seres noturnos atemporais e suas percepções sobre a vida, o mundo e os Homens; suas angústias, doenças, a busca pelo amor imortal. E que encontram na generosidade severa das Trevas o lenitivo para continuarem, tendo como figura central a aparição da Morte que sempre os espreita amando-os de uma forma maternal. O livro foi inspirado na noite, em seu silêncio, em sua escuridão... Na escuridão. Inspirado nessas almas que acredito, vagam entre nós procurando o amor sublime. Vampiros que transcendem as lendas tornando-se insubstituíveis e inesquecíveis mesmo depois do fim dos tempos.

Dvorá-ke.



Para adquiri-lo, acessem estes links:

Clube De Autores

AGBOOK

Saudações Inomináveis a todos vós, cadáveres leitores.

A Harmonia - Álvares de Azevedo

Meu Deus! se às vezes, na passada vida,
Eu tive sensações que emudeciam
Essa descrença que me dói na vida
E, como orvalho que a manhã vapora,
Em seus raios de luz a Deus me erguiam
Foi quando às vezes a modinha doce
Ao sol de minha terra me embalava
E quando as árias de Bellini pálido
Em lábios de Italiana estremeciam!

Ó santa Malibran! fora tão doce
Pelas noites suaves do silêncio
Nas lágrimas de amor, nos teus suspiros,
Na agonia de um beijo, ouvir gemendo
Entre meus sonhos tua voz divina!

Ó Paganini! quando moribundo
Inda a rabeca ao peito comprimias,
Se o hálito de Deus, essa alma d’anjo
Que das fibras do peito cavernoso
Arquejava nas cordas entornando
Murmúrios d’esperança e de ventura,
Se a alma de teu viver roçou passando
Nalgum lábio sedento de poesia,
Numa alma de mulher adormecida,
Se algum seio tremeu ao concebê-lo...
Esse alento de vida e de futuro
— Foi o teu seio, Malibran divina!

Ah! se nunca te ouvi, se teus suspiros,
Desdêmona sentida e moribunda,
Nunca pude beber no teu exílio...
Nos sonhos virginais senti ao menos
Tua pálida sombra vaporosa
Nesta fronte que a febre encandecera
Depor um beijo, suspirar passando!

Meu Deus! e, outrora, se um momento a vida
De poesia orvalhou meus pobres sonhos,
Foi nuns suspiros de mulher saudosa,
Foi abatida, a forma desmaiada,
Uma pobre infeliz que descorando
Fazia os prantos meus correr-me aos olhos!

Pobre! pobre mulher! esses mancebos
Que choravam por ti... quando gemias,
Quando sentias a tua alma ardente
No canto esvaecer, pálida e bela,
E teu lábio afogar entre harmonias
— Almas que de tua alma se nutriam!
Que davam-te seus sonhos, e amorosas
Desfolhavam-te aos pés a flor da vida...
Ai quantas não sentiste palpitantes,
Nem ousando beijar teu véu d’esposa,
Nas longas noites nem sonhar contigo!

E hoje riem de ti! da criatura
Que insana profanou as asas brancas!...
Que num riso sem dó, uma por uma,
Na torrente fatal soltava rindo,
E as sentia boiando solitárias...
As flores da coroa, como Ofélia!...
Que iludida do amor vendeu a glória
E deu seu colo nu a beijo impuro...
Eles riem de ti!... mas eu, coitada,
Pranteio teu viver e te perdôo.

Fada branca de amor, que sina escura
Manchou no teu regaço as roupas santas?
Por que deixavas encostada ao seio
A cabeça febril do libertino?
Por que descias das regiões doiradas
E lançavas ao mar a rota lira
Para vibrar tua alma em lábios dele?
Por que foste gemer na orgia ardente
A santa inspiração de teus poetas...
Perder teu coração em vis amores?
Anjo branco de Deus, que sina escura
Manchou no teu regaço as roupas santas?

Pálida Italiana! hoje esquecida.
O escárnio do plebeu murchou teus louros!
Tua voz se cansou nos ditirambos...
E tu não voltas com as mãos na lira
Vibrar nos corações as cordas virgens
E ao gênio adormecido em nossas almas
Na fronte desfolhar tuas coroas!...








Três Deuses Da Música Clássica, três Grandes Gênios Da Humanidade, no século dezenove, apresentam-se na divinal vestimenta musicalmente rica que Álvares de Azevedo nos oferece no poema acima. Mas, a lira toca mais alto para a belíssima Deusa Malibran, a soprano, atriz e compositora franco-espanhola (não italiana, como dito acima no poema; seria uma licença poética de Álvares de Azevedo torná-la italiana?) encantada, encantante, encantadora e emoldurada, emoldurante, moldadora dos amores dos outros dois Deuses e dos demais que pela Itália, embevecidos e envolvidos pelo seu sensual modo de no palco expressar-se, tal qual o poeta nos faz chegar a concluir devido ao calor contido na definição de Malibran em versos de alta carga de carnais voltagens. Expressado no poema a aura de ascensão e queda de Malibran, como vós podereis saber ao lerdes a biografia; ascensão em beleza, vigor e sucesso como soprano, que o poeta mais faz valer nos versos. Como uma musa do lirismo do mundo antigo, lirismo ao qual nosso querido poeta aqui admirado e comentado, Malibran toma o formato, através da pena dele, de uma intensiva força primordial da Natureza, uma dessas mulheres altíssimas que apenas uma vez a cada geração tomam conta do ar, do mar e da terra dos que estão conectados ao Poetizar e ao Sonhar. Malibran, conhecida, esquecida, mas pela pena do poeta reerguida da tumba para a Imortalidade, elevada aos poéticos elevados horizontes da Deusa Poesia para ser relembrada no futuro como uma grande musa inspirada, indspirante e inspiradora de uma poesia fazedora de Eternas Musas como ela. Musas que, mesmo diante do escárnio do populacho, das pessoas inferiormente aculturadas, ignorantes de todas as épocas, sobrevive na memória dos admiradores de sua construtiva trajetória material, já que Malibran foi uma das figuras de vulto no início do século dezenove ligada à Cultura, uma celebridade da época romântica italiana, tendo percorrido, com sucesso, diversas cidades do mundo apresentando a sua beleza, a sua magia e a sua arte, um todo completo versátil que poetas compreendem como o das Grandes Musas de todas as Eras e todas as Idades amparadas por uma brilhante genialidade.

 
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