13 de dezembro de 2009

Bénédiction - Charles Baudelaire



Retrato De Baudelaire - 1848 - Gustave Courbet





Lorsque, par un décret des puissances suprêmes,
Le Poète apparaît en ce monde ennuyé,
Sa mère épouvantée et pleine de blasphèmes
Crispe ses poings vers Dieu, qui la prend en pitié:

— «Ah! que n'ai-je mis bas tout un noeud de vipères,
Plutôt que de nourrir cette dérision!
Maudite soit la nuit aux plaisirs éphémères
Où mon ventre a conçu mon expiation!

Puisque tu m'as choisie entre toutes les femmes
Pour être le dégoût de mon triste mari,
Et que je ne puis pas rejeter dans les flammes,
Comme un billet d'amour, ce monstre rabougri,

Je ferai rejaillir ta haine qui m'accable
Sur l'instrument maudit de tes méchancetés,
Et je tordrai si bien cet arbre misérable,
Qu'il ne pourra pousser ses boutons empestés!»

Elle ravale ainsi l'écume de sa haine,
Et, ne comprenant pas les desseins éternels,
Elle-même prépare au fond de la Géhenne
Les bûchers consacrés aux crimes maternels.

Pourtant, sous la tutelle invisible d'un Ange,
L'Enfant déshérité s'enivre de soleil
Et dans tout ce qu'il boit et dans tout ce qu'il mange
Retrouve l'ambroisie et le nectar vermeil.

II joue avec le vent, cause avec le nuage,
Et s'enivre en chantant du chemin de la croix;
Et l'Esprit qui le suit dans son pèlerinage
Pleure de le voir gai comme un oiseau des bois.

Tous ceux qu'il veut aimer l'observent avec crainte,
Ou bien, s'enhardissant de sa tranquillité,
Cherchent à qui saura lui tirer une plainte,
Et font sur lui l'essai de leur férocité.

Dans le pain et le vin destinés à sa bouche
Ils mêlent de la cendre avec d'impurs crachats;
Avec hypocrisie ils jettent ce qu'il touche,
Et s'accusent d'avoir mis leurs pieds dans ses pas.

Sa femme va criant sur les places publiques:
«Puisqu'il me trouve assez belle pour m'adorer,
Je ferai le métier des idoles antiques,
Et comme elles je veux me faire redorer;

Et je me soûlerai de nard, d'encens, de myrrhe,
De génuflexions, de viandes et de vins,
Pour savoir si je puis dans un coeur qui m'admire
Usurper en riant les hommages divins!

Et, quand je m'ennuierai de ces farces impies,
Je poserai sur lui ma frêle et forte main;
Et mes ongles, pareils aux ongles des harpies,
Sauront jusqu'à son coeur se frayer un chemin.

Comme un tout jeune oiseau qui tremble et qui palpite,
J'arracherai ce coeur tout rouge de son sein,
Et, pour rassasier ma bête favorite
Je le lui jetterai par terre avec dédain!»

Vers le Ciel, où son oeil voit un trône splendide,
Le Poète serein lève ses bras pieux
Et les vastes éclairs de son esprit lucide
Lui dérobent l'aspect des peuples furieux:

— «Soyez béni, mon Dieu, qui donnez la souffrance
Comme un divin remède à nos impuretés
Et comme la meilleure et la plus pure essence
Qui prépare les forts aux saintes voluptés!

Je sais que vous gardez une place au Poète
Dans les rangs bienheureux des saintes Légions,
Et que vous l'invitez à l'éternelle fête
Des Trônes, des Vertus, des Dominations.

Je sais que la douleur est la noblesse unique
Où ne mordront jamais la terre et les enfers,
Et qu'il faut pour tresser ma couronne mystique
Imposer tous les temps et tous les univers.

Mais les bijoux perdus de l'antique Palmyre,
Les métaux inconnus, les perles de la mer,
Par votre main montés, ne pourraient pas suffire
A ce beau diadème éblouissant et clair;

Car il ne sera fait que de pure lumière,
Puisée au foyer saint des rayons primitifs,
Et dont les yeux mortels, dans leur splendeur entière,
Ne sont que des miroirs obscurcis et plaintifs!»



Quando, por uma lei das supremas potências,
O Poeta se apresenta à platéia entediada,
Sua mãe, estarrecida e prenhe de insolências,
Pragueja contra Deus, que dela então se apieda:

"Ah! Tivesse eu gerado um ninho de serpentes,
Em vez de amamentar esse aleijão sem graça!
Maldita a noite dos prazeres mais ardentes
Em que meu ventre concebeu minha desgraça!

Pois que entre todas neste mundo fui eleita
Para ser o desgosto de meu triste esposo,
E ao fogo arremessar não posso, qual se deita
Uma carta de amor, esse monstro asqueroso,

Eu farei recair teu ódio que me afronta
Sobre o instrumento vil de tuas maldições,
E este mau ramo hei de torcer de ponta a ponta,
Para que aí não vingue um só de teus botões!"

Ela rumina assim todo o ódio que a envenena,
E, por nada entender dos desígnios eternos,
Ela própria prepara ao fundo da Geena
A pira consagrada aos delitos maternos.

Sob a auréola, porém, de um anjo vigilante,
Inebria-se ao sol o infante deserdado,
E em tudo o que ele come ou bebe a cada instante
Há um gosto de ambrósia e néctar encarnado.

Às nuvens ele fala, aos ventos desafia
E a via-sacra entre canções percorre em festa;
O Espírito que o segue em sua romaria
Chora ao vê-lo feliz como ave da floresta.

Os que ele quer amar o observam com receio,
Ou então, por desprezo à sua estranha paz,
Buscam quem saiba acometê-lo em pleno seio,
E empenham-se em sangrar a fera que ele traz.

Ao pão e ao vinho que lhe servem de repasto
Eis que misturam cinza e pútridos bagaços;
Hipócritas, dizem-lhe o tato ser nefasto,
E se arrependem por haver cruzado os passos.

Sua mulher nas praças perambula aos gritos:
"Pois se tão bela sou que ele deseja amar-me,
farei tal qual os ídolos dos velhos ritos,
e assim, como eles, quero inteira redourar-me;

E aqui, de joelhos, me embebedarei de incenso,
De nardo e mirra, de iguarias e licores,
Para saber se desse amante tão intenso
Posso usurpar sorrindo os cândidos louvores.

E ao fatigar-me dessas ímpias fantasias,
Sobre ele pousarei a tíbia e férrea mão;
E minhas unhas, como as garras das Harpias,
Hão de abrir um caminho até seu coração.

Como ave tenra que estremece e que palpita,
Ao seio hei de arrancar-lhe o rubro coração,
E, dando rédea à minha besta favorita,
Por terra o deitarei sem dó nem compaixão!"

Ao céu, de onde ele vê de um trono a incandescência,
O Poeta ergue sereno as suas mãos piedosas,
E o fulgurante brilho de sua vidência
Ofusca-lhe o perfil das multidões furiosas:

"Bendito vós, Senhor, que dais o sofrimento,
esse óleo puro que nos purga as imundícias
como o melhor, o mais divino sacramento
e que prepara os fortes às santas delícias!

Eu sei que reservais um lugar para o Poeta
Nas radiantes fileiras das santas Legiões,
E que o convidareis à comunhão secreta
Dos Tronos, das Virtudes, das Dominações.

Bem sei que a dor é nossa dádiva suprema,
Aos pés da qual o inferno e a terra estão dispersos,
E que, para talhar-me um místico diadema,
Forçoso é lhes impor os tempos e universos.

Mas nem as jóias que em Palmira reluziam,
As pérolas do mar, o mais raro diamante,
Engastados por vós, ofuscar poderiam
Este belo diadema etéreo e cintilante;

Pois que ela apenas será feita de luz pura,
Arrancada à matriz dos raios primitivos,
De que os olhos mortais, radiantes de ventura,
Nada mais são que espelhos turvos e cativos!".



Não há dúvidas para uma mãe, engendrado foi um monstro que poetiza e decanta as sombrias glórias do mundo de modo a realizar um roteiro fecundo de pústulas que se transformam em versos e em multiplicidades de verbos a serem poetizados, conjugados nas miseráveis roupagens da realidade. A expressão realizadora do Poeta significa a sua ferrenha luta para firmar-se e afirmar-se como um guerreiro de sua poética senda, ante a fúria de sua mãe, uma mãe tão possante e imponente e antiga que se chama sua mãe mais imortalmente atada, atada ao cordão umbilical de sua vital forma. As pústulas e as demais feridas d'alma e existenciais assumem uma crescente forma, a gravidez inspiradora de poemas incendeia a mão que escreve de maneira contagiada pela formidável força que impulsiona a poética aurora, aurora sagrada carregada pela frondosa Dor, ah, a Deusa Dor, a Grande Dor, A Eterna Dor, A Mãe Dor De Todos Os Verdadeirod Poetas! O Poético Espírito surge a cada poema com mais duradoura fome, a fome de ascender, a fome de contato maior com Algo Maior, de " comunhão secreta dos Tronos, das Virtudes, das Dominações", uma alta fome, uma alta fonte, A Fome, A Fonte, Do Alto! A Criação toda o Poeta concentra nas mãos para poder Ascender! Esquecida a mãe que o rejeita, A Mãe Mundo! Aceita A Vidão Da Mãe Que Ele Ama E Que Também Lhe Ama, A Alta Mãe! Mas, tudo corre, tudo sempre vai correr, eternamente, pelas Estradas Da Deusa Dor, A Primeira Das Mães De Todos Os Humanos Seres, poetas ou não! E, mais do que todos os não-poetas, os poetas Sabem que a dádiva infinitiva e definitiva de toda lágrima situa-se na Alta Roda Das Altas Esferas!

12 de dezembro de 2009

Galeria Vampirella - Louis Paradis - Parte II









11 de dezembro de 2009

SOULSHADOW - 19/12/2009 - CENTRO/SP

TREFFEN 4 - WAVE GOTHIC FESTIVAL - 12/12/2009 - CONSOLAÇÃO/SP


VANQUISH FEST - 12/12/2009 - CENTRO/SP

THEATRO DOS VAMPIROS - 69ª EDIÇÃO - 12/12/2009 - SÃO PAULO/SP


12/12/2009- THEATRO dos VAMPIROS- 69ª Edição- ano 6
sábado- das 23:00 as 06:00

+
ESPECIAIS de discotecagem:

HOCICO & COMBICHRIST

(pelo DJ NACHT - Artéria)
LONDON AFTER MIDNIGHT
THE CURE

+
DISCOTECAGENS:
Eletro-Goth & Industrial
80´s & Gothic Classics, Darkwave, Medieval/Ethno/Ethereal
Gothic 90 e 00's, Synth & Darkwave, EBM e 80's
DJs: F. Flanshaid, Kipper e Washington e "I"
+

PERFORMANCE:
-Dany Anjos
dança do ventre com espada & dança do ventre clássica
+
STANDs:

- Fatal Error - cybergoth wear
-Gothic Station
- camisetas & cds
+
TRANSPORTE GRÁTIS: a partir do metro Belém (das 22h30 até 01h00)
+
Sorteio de BRINDES (somente para os cadastrados!)
Ver Brindes do mês
+
ENTRADA: R$ 15,00
R$ 10,00 - para cadastros ativos

====IMPORTANTE======
Atenção: Não é possível fazer cadastro pela Internet.
========================
CADASTRO: leia o link
Cadastro em nosso site
========================
ANIVERSARIANTES: leia as regras atuais no link
Aniversariantes em nosso site
Atenção: Somente aniversariantes cadastrados ganham VIP.
========================
local:
FOFINHO Rock Bar
av.celso garcia, 2728- próximo ao metro belém
em frente ao corpo de bombeiros
info: 8159 6458
em S.Paulo- SP
========================
Caso você tenha ficado com alguma dúvida, por favor, entre em contato
através do e-mail: eventos_goticos@yahoo.com.br

10 de dezembro de 2009

PROJETO C.O.V.A. - AVISO DA ADMINISTRAÇÃO: MUDANÇAS NECESSÁRIAS


Inomináveis Saudações a todos.

Escrevo esta mensagem de uma lan house, meu computador está na assistência técnica. Venho por meio da mesma avisar-lhes que eu e Elektra optamos por mudar de servidor de hospedagem do nosso fórum, devido aos problemas vários que a Administração do Forumeiros parece não ter o interesse em solucionar.

Por causa de fóruns que disponibilizavam pirataria em seus espaços, o Ministério Público tratou de agir e bloqueou o acesso, no Brasil, ao Forumeiros. Advertência ou autoritarismo, o fato é que os usuários brasileiros do Forumeiros foram todos afetados, e, o pior, o staff deste servidor nem se importa em responder aos Admnistradores dos fóruns nele hospedados e, igualmente, aos usuários.

Parece que eles querem perder clientes, não? Então, que percam, não vou aceitar esse descaso, essa falta de consideração, essa imbecilidade e iresponsabilidade da parte deles! Portanto, o Projeto C.O.V.A. está de mudança e peço aos membros que não postem mais nada no fórum, para que a transferência de dados para outro servidor não seja maior do que será. Sendo assim, peço aos membros inscritos que tenham paciência e procurem pesquisar na rede por servidores com recursos ilimitados, o mesmo serviço oferecido aqui no Forumeiros, já que, se for um servidor de menos qualidade do que este era, não dará para fazermos o mesmo trabalho que aqui é feito.

Peço desculpas aos usuários pelo inconveniente. Quando meu computador voltar para casa, já estaremos próximos da escolha de um servidor mais decente do que este. Esta satisfação dou publicamente a todos que possuem comigo relacionamento de trabalho, para que não pensem que me afastei da rede por me afastar; e, também, para que os motivos das mudanças no Projeto C.O.V.A. sejam dados às claras, sem maquiagens ou secretas manobras.

Quem puder ajudar, por favor, indique nos comentários, aqui, um servidor de mais qualidade e seriedade.

O Forumeiros já era.

Saudações Inomináveis a todos.



Marte - Por Luis Royo

7 de dezembro de 2009

Novas Páginas Do Projeto C.O.V.A.



Inomináveis Saudações a todos.


Novas páginas estão disponíveis na Internet para a divulgação cada vez maior do Projeto C.O.VA. em redes sociais. Aos interessados, deixo aqui os links:



Projeto C.O.V.A. - Orkut - Perfil




Projeto C.O.V.A. - Orkut - Comunidade



Webrevista Projeto C.O.V.A. - Orkut- Comunidade



Projeto C.O.V.A. - Facebook - Grupo



Webrevista Projeto C.O.V.A. - Facebook - Grupo


Visitem!

Escavem!

Morram!

TORNEM-SE
COVEIROS
DA
GRANDE
FAMÍLIA
COVEIRA!!!

O Projeto C.O.V.A., em franca expansão, agradecerá!

Saudações Inomináveis a todos!



Angel Of Death - Abrar Ajmal

6 de dezembro de 2009

CARTAS VAMPÍRIKAS - DVORÁ-KE


Inomináveis Saudações a todos vós, cadáveres leitores.

Este lançamento trata-se do segudo livro da autora Dvorá-Ke, que assina seus escritos, também, como Ana Dominik Spuk. Um livro de minicontos girando em torno da temática vampírica, cuja sinopse foi enviada a este Inominável Ser que vos fala pela própria autora.


SINOPSE:

Cartas Vampírikas é um livro de minicontos.
Criei vampiros que contam suas histórias. A obra revela seres noturnos atemporais e suas percepções sobre a vida, o mundo e os Homens; suas angústias, doenças, a busca pelo amor imortal. E que encontram na generosidade severa das Trevas o lenitivo para continuarem, tendo como figura central a aparição da Morte que sempre os espreita amando-os de uma forma maternal. O livro foi inspirado na noite, em seu silêncio, em sua escuridão... Na escuridão. Inspirado nessas almas que acredito, vagam entre nós procurando o amor sublime. Vampiros que transcendem as lendas tornando-se insubstituíveis e inesquecíveis mesmo depois do fim dos tempos.

Dvorá-ke.



Para adquiri-lo, acessem estes links:

Clube De Autores

AGBOOK

Saudações Inomináveis a todos vós, cadáveres leitores.

A Harmonia - Álvares de Azevedo

Meu Deus! se às vezes, na passada vida,
Eu tive sensações que emudeciam
Essa descrença que me dói na vida
E, como orvalho que a manhã vapora,
Em seus raios de luz a Deus me erguiam
Foi quando às vezes a modinha doce
Ao sol de minha terra me embalava
E quando as árias de Bellini pálido
Em lábios de Italiana estremeciam!

Ó santa Malibran! fora tão doce
Pelas noites suaves do silêncio
Nas lágrimas de amor, nos teus suspiros,
Na agonia de um beijo, ouvir gemendo
Entre meus sonhos tua voz divina!

Ó Paganini! quando moribundo
Inda a rabeca ao peito comprimias,
Se o hálito de Deus, essa alma d’anjo
Que das fibras do peito cavernoso
Arquejava nas cordas entornando
Murmúrios d’esperança e de ventura,
Se a alma de teu viver roçou passando
Nalgum lábio sedento de poesia,
Numa alma de mulher adormecida,
Se algum seio tremeu ao concebê-lo...
Esse alento de vida e de futuro
— Foi o teu seio, Malibran divina!

Ah! se nunca te ouvi, se teus suspiros,
Desdêmona sentida e moribunda,
Nunca pude beber no teu exílio...
Nos sonhos virginais senti ao menos
Tua pálida sombra vaporosa
Nesta fronte que a febre encandecera
Depor um beijo, suspirar passando!

Meu Deus! e, outrora, se um momento a vida
De poesia orvalhou meus pobres sonhos,
Foi nuns suspiros de mulher saudosa,
Foi abatida, a forma desmaiada,
Uma pobre infeliz que descorando
Fazia os prantos meus correr-me aos olhos!

Pobre! pobre mulher! esses mancebos
Que choravam por ti... quando gemias,
Quando sentias a tua alma ardente
No canto esvaecer, pálida e bela,
E teu lábio afogar entre harmonias
— Almas que de tua alma se nutriam!
Que davam-te seus sonhos, e amorosas
Desfolhavam-te aos pés a flor da vida...
Ai quantas não sentiste palpitantes,
Nem ousando beijar teu véu d’esposa,
Nas longas noites nem sonhar contigo!

E hoje riem de ti! da criatura
Que insana profanou as asas brancas!...
Que num riso sem dó, uma por uma,
Na torrente fatal soltava rindo,
E as sentia boiando solitárias...
As flores da coroa, como Ofélia!...
Que iludida do amor vendeu a glória
E deu seu colo nu a beijo impuro...
Eles riem de ti!... mas eu, coitada,
Pranteio teu viver e te perdôo.

Fada branca de amor, que sina escura
Manchou no teu regaço as roupas santas?
Por que deixavas encostada ao seio
A cabeça febril do libertino?
Por que descias das regiões doiradas
E lançavas ao mar a rota lira
Para vibrar tua alma em lábios dele?
Por que foste gemer na orgia ardente
A santa inspiração de teus poetas...
Perder teu coração em vis amores?
Anjo branco de Deus, que sina escura
Manchou no teu regaço as roupas santas?

Pálida Italiana! hoje esquecida.
O escárnio do plebeu murchou teus louros!
Tua voz se cansou nos ditirambos...
E tu não voltas com as mãos na lira
Vibrar nos corações as cordas virgens
E ao gênio adormecido em nossas almas
Na fronte desfolhar tuas coroas!...








Três Deuses Da Música Clássica, três Grandes Gênios Da Humanidade, no século dezenove, apresentam-se na divinal vestimenta musicalmente rica que Álvares de Azevedo nos oferece no poema acima. Mas, a lira toca mais alto para a belíssima Deusa Malibran, a soprano, atriz e compositora franco-espanhola (não italiana, como dito acima no poema; seria uma licença poética de Álvares de Azevedo torná-la italiana?) encantada, encantante, encantadora e emoldurada, emoldurante, moldadora dos amores dos outros dois Deuses e dos demais que pela Itália, embevecidos e envolvidos pelo seu sensual modo de no palco expressar-se, tal qual o poeta nos faz chegar a concluir devido ao calor contido na definição de Malibran em versos de alta carga de carnais voltagens. Expressado no poema a aura de ascensão e queda de Malibran, como vós podereis saber ao lerdes a biografia; ascensão em beleza, vigor e sucesso como soprano, que o poeta mais faz valer nos versos. Como uma musa do lirismo do mundo antigo, lirismo ao qual nosso querido poeta aqui admirado e comentado, Malibran toma o formato, através da pena dele, de uma intensiva força primordial da Natureza, uma dessas mulheres altíssimas que apenas uma vez a cada geração tomam conta do ar, do mar e da terra dos que estão conectados ao Poetizar e ao Sonhar. Malibran, conhecida, esquecida, mas pela pena do poeta reerguida da tumba para a Imortalidade, elevada aos poéticos elevados horizontes da Deusa Poesia para ser relembrada no futuro como uma grande musa inspirada, indspirante e inspiradora de uma poesia fazedora de Eternas Musas como ela. Musas que, mesmo diante do escárnio do populacho, das pessoas inferiormente aculturadas, ignorantes de todas as épocas, sobrevive na memória dos admiradores de sua construtiva trajetória material, já que Malibran foi uma das figuras de vulto no início do século dezenove ligada à Cultura, uma celebridade da época romântica italiana, tendo percorrido, com sucesso, diversas cidades do mundo apresentando a sua beleza, a sua magia e a sua arte, um todo completo versátil que poetas compreendem como o das Grandes Musas de todas as Eras e todas as Idades amparadas por uma brilhante genialidade.

5 de dezembro de 2009

Galeria Vampirella - Louis Paradis - Parte 1





4 de dezembro de 2009

RECOMENDAÇÃO DE SITE: VAMPILORE - HOME OF VAMPIRELLA, DAUGHTER OF DRAKULON


Arte por Al Rio



Inomináveis Saudações a todos!

Vampilore - Home of Vampirella, Daughter of Drakulon trata-se de um fantástico fansite da Inglaterra que consegue ser muitíssimo superior à página oficial da maravilhosíssima personagem. O conteúdo disponível foi carinhosamente disponibilizado pelo criador do belo site, um grande especialista na personagem.

A história da mesma, as fases dela pelas editoras nas quais foi publicada, uma fantástica galeria de imagens de excepcionais artistas, wallpapers sublimes e demais categorias de informações, links e abordagens estéticas dela podem ser aqui conferidas:


Vampilore - Home of Vampirella, Daughter of Drakulon


Aos fãs desta Vampira Maior, recomendo muitíssimo todo o conteúdo deste site!

Recomendação de um fanático apaixonadíssimo por ela, a minha personagem preferida nos Quadrinhos!

Saudações Inomináveis a todos!



Arte por Jeff Preston

3 de dezembro de 2009

SUBTERRÂNEO GOTHIC RAVE VI - 12-13/12/2009 - CAMPINA GRANDE/PE




Caros(as) Amigos(as)

Este mês acontece em Campina Grande-PE a Ed.6
do SUBTERRÂNEO Gothic Rave. O evento reunirá,
em seus dois dias execução, uma mostra do atual
cenário electro/goth/darkwave/experimental da
Região. Ao todo serão seis atrações representando
os Estados: Bahia, Pernambuco, Paraiba e Ceará,
além de DJs, Performances e mostras de filmes,
clipes e documentários.

A BioDiverCidade Produções, em seu pioneirismo
na difusão das vertentes vanguarda produzidas no
Brasil e no mundo, aqui na Região, não poderia
deixar de registrar o seu apoio e participação
neste evento, desde já memorável. Assim, a todos
os leitores a BioElectric Informe vem convidar
para este
momento que fortalece os laçoes de união entre os
artistas e público em uma grande confraternização.

Lembramos ainda que esta edição agrega a proposta
NORDESTE GOTHIC REUNION que paralelamente estará
promovendo seu 3ª encontro para debater formas de
prdução de difusão, além de intercâmbio cultural
para a Região interligando-a nacionaçionalmente.

Maiores informações podem ser obtidas diretamente
na produção através do e-mail: gothicxymox@gmail.com


Agenda AlterNation (Polônia)

Estamos divulgando o "Subterraneo Gothic Rave"
internacionalmente, pois trata-se de um marco
para o cenário underground brasili, que nesta
edição se vem se afirmando uma das principais
ações difusoras do gênero no país. A sugestão
de genda no AlterNation-Altermusica Magazine(
Polônia) foi aceita, o que abre espaço para a
proposta alçar novos horizontes. Confira:

http://alternation.eu/index.php?MENU=events

Um forte abraço a todos, e convocando aos que
estiverem na Região para a ótima oportunidade
de conhecer a produção desta parte do país.

Marcus ASBarr
Mônica Matias
produtor(a)

 
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