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21 de janeiro de 2016

Ato VI: Lúcifer Transgênico - Posthuman Tantra






A Trangenia cósmica
Recria uma consciência lógica.


Uma nova espécie senciente
Superior ao instinto humano demente.


Surge um sereno e selvagem ser
Translúcifer.

Inomináveis Saudações a todos vós, Coveiros e visitantes!


O Ato VI: Lúcifer Transgênico do mais recente álbum do Posthuman Tantra de Edgar Franco, lançado aqui no Brasil pela Terceiro Mundo Chaos e no Reino Unido pela 412 Recordings, ganhou um clipe de referenciais que remetem diretamente às consequências dos danos causados ao mundo por esta Humanidade decadente. A Transgenia, isto é, a superação da decadência do Homo (nada) Sapiens por uma evolução que venha a gerar uma nova espécie de consciência elevadíssima, conhecimento sublime e profunda conexão com a natureza. Lúcifer Transgênico, A Nova Espécie, dotada de novos caminhos em direção ao que melhor define uma civilização verdadeiramente avançada: a pacífica coexistência com o Kosmos.


Lançado no dia 19 de janeiro de 2016, a produção do clipe ficou a cargo do próprio Edgar e contou com as colaborações de Anésio Neto e Daniel Rizoto na direção geral, edição e direção de arte. As imagens, juntamente com o acompanhamento rítmico de impacto imediato, como um chamado místico cyberxamânico, induzem e conduzem a um envolvimento do ouvinte na essência de seus significados. Estes são claros simbolismos herméticos visíveis e invisíveis, captáveis pela mente aberta ao diálogo visual e os olhos atentos ao decifrar deste mesmo visual.


Poucos, no entanto, estão aptos a compreender o significado deste clipe, da sonoridade e da sucessão de simbolismos a todo momento presentes. Seja na captação da chuva, do verde, das paredes em ruínas, dos anéis e da figura do Edgar a ser o vulto de destaque no meio da dança ritual pausada proporcionada pelo video, a atenção total deve ser requisito primordial. Atenção e bom senso para compreender a parte na qual ele quebra um PC e reparte em pedaços um de seus componentes; neste momento, não se trata de simples e estúpida iconoclastia, mas um alerta para que nos voltemos mais para o Natural do que o virtual, o artificial, o plastificado e o Antinatural que grassa em nossos contemporâneos dias.


Outro momento a destacar é quando Edgar fixamente observa a fumaça tóxica saindo da chaminé de uma fábrica. Neste momento, a demência desta atual Humanidade é escancarada, uma demência a guiar os maiores absurdos e impropérios possíveis em nome do “avanço da civilização“. Avanço este a embotar a razão, a eliminar o contato com a Natureza, a extinguir espécies animais, vegetais, minerais e a própria Espécie Humana. Espécie esta que necessita da Transcendência de si mesma para o alcance do retorno à Pureza, ao Primordial, ao Éden Perdido dentro da alma, do coração e do Ser.


E o Lúcifer Transgênico é livre e selvagem, destemido e quebrador das correntes todas que conduziram esta Humanidade ao atual período de Desgraça Existencial no qual nos encontramos. Indo além, o Novo Ser é a Nova Luz tradutora da Nova Ciência que tratará da Salvação Terrestre, sendo Um com nosso planeta e, não, mártir a derramar o próprio sangue em vão. Sangue até poderá ser derramado, mas para alimentar a Terra, dotar a Terra de Nova Vida, Novo Pulmão e Novo Coração, hoje tão maculada por uma porca e podre desgraçada civilização como a nossa. Lúcifer Transgênico é o Portador da Luz para uma Nova Humanidade.


A mensagem está dada nesta obra. A mensagem ultrapassa esta obra. A mensagem é para todos, mas por poucos será ouvida, sentida, compreendida e assimilada.

Saudações Inomináveis a todos vós, Coveiros e visitantes!





4 de setembro de 2013

Posthuman Tantra



Edgar Franco, o pai do projeto Posthuman Tantra



Posthuman tantra é um delírio sonoro "sci-fi industrial ambient" criado em 2004. É a trilha sonora da "aurora pós-humana" – admirável mundo novo baseado na fusão entre dna & silício, com novas criaturas que mixam humano, animal, vegetal e máquinas.

Edgar Franco - o homem por trás do projeto, é arquiteto pela unb, mestre em multimeios pela unicamp e doutor em artes pela usp.

A banda já possui dois álbuns oficiais lançados pela gravadora Suíça Legatus Records.

Influências

A música e o conceito geral do posthuman tantra são influenciados pelas idéias de pensadores como R.A.W., Buckminster Fuller, Teilhard de Chardin, Blavatsky, Giordano Bruno, Rupert Sheldrake, Ken Wilber, P.K.Dick, Grof e também pelas criações de artistas pós-humanos como: Orlan, Giger, Mark Pauline, Stelarc, Roy Ascott, Kac, Cronenberg & alguns aspectos de movimentos como the extropy, transhumanism & immortalism.

in: Posthuman Tantra - Página no Facebook


DISCOGRAFIA

CD










EP










SPLIT ALBUNS










FREE ONLINE ALBUNS




A seguir, posto o clip de Towards the Earth's Womb; abaixo, links sobre a banda.

Posthuman Tantra - Legatus Records





22 de agosto de 2010

Um clipe agressivo e sem sentido - Enviado Por Edgar Franco




Prezados amigos,

Depois de anunciar a publicação online do novo videoclipe do Posthuman Tantra, algumas pessoas me escreveram dizendo que o acharam agressivo e sem sentido, por isso preparei esse pequeno texto para esclarecer a sua concepção e o ideário que o engendrou.
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POSTHUMAN TANTRA: "The Gaia's Holes Ritual" videoclipe - Um Alerta Angustiante em Defesa da Reconexão.

por Edgar Franco




Ressalto inicialmente que o vídeo é um trabalho modesto, foi produzido de forma independente na tradição D.I.Y. com poucos recursos técnicos e financeiros. No clipe, dirigido por Ariadne & Christian Rengstl, com roteiro e direção de arte minhas, parto da simbologia do "Terceiro Olho" da tradição hinduísta, ele é o canal intuitivo para a transcendência.

O videoclipe é uma encenação dramática da desconexão gradativa da espécie humana com a natureza. Ele começa com algumas imagens de natureza e sons de pássaros mas já denota o processo gradativo de desconexão - pois a montanha aparece atrás de grades, as plantas por detrás de um buraco na parede e o céu refletido em uma poça d'água num piso de concreto.

O cântico de pássaros, simulado por mim com um apito indígena pataxó, é uma espécie de lamento prenunciando o desligamento homem-natureza. Logo depois a música torna-se dramática com uma percussão que representa o batimento cardíaco de Gaia acelerando, pois ela está sendo tragicamente ferida.

O terceiro olho surge na mão esquerda, ele significa a conexão intuitiva com Gaia e o Cosmos, mas no final da animação do olho ele se fecha - simbolizando o desligamento ego-monetarista-tecnológico do homem com sua essência natural.

Depois disso eu - atuando no clipe - passo a representar ritualisticamente a espécie humana e a destruição gradativa da natureza realizada por ela. A faca é o instrumento ritual, exploro buracos múltiplos representando os ferimentos na carne de Gaia, a mãe Terra. Também represento o homem preso em grades egoísticas buscando tudo pra si - a coisificação do mundo - no momento em que minhas mãos saem por detrás de uma porta de ferro como mãos gananciosas buscando pegar o vácuo para si e trazê-lo para sua prisão individualista.

Apareço ainda na escuridão, mas fazendo pose de rei, mais uma vez simbolizando o vazio do poder que exclui o entendimento de que somos todos uma só criatura. Quase ao final, antes de perfurar mais uma vez Gaia com a faca, eu represento o suicídio da espécie humana, simulo a faca rasgando minha mão e meu abdôme - pois na tentativa vã de assassinar Gaia, simplesmente assassinamos a nossa espécie megalomaníaca.

Finalmente, nos últimos segundo do clipe, uma dança acelerada representa a tentativa frustrada da espécie humana de se livrar das consequências de seus atos egocentrados. No desfecho do vídeo eu estou morto sobre uma pilha de "grades" - prisões materiais e coisificadas - a única coisa que conseguimos construir com nossa ânsia de poder e profunda desconexão com Gaia e com o Universo.

O videoclipe é uma ritualização simbólica de nossa relação com o planeta a partir da gradativa evolução tecnológica e simula um possível final trágico para a espécie se a hipertecnologia não resgatar os valores naturais e nos proporcionar uma reconexão com o Cosmos. O objetivo é provocar uma reflexão sobre esses processos. Mesmo que a mensagem não seja absorvida objetivamente, ela funcionará subliminarmente na consciência de quem assistí-lo e será disseminada pelos processos de ressonância mórfica.

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Prof. Dr. Edgar Silveira Franco
Ph.D. in Arts & Multimedia Artist
FAV- UFG (Federal University of Goiás)
Phone (voice): +55 62 3268 3879
Brazil.
www.posthumantantra.legatusrecords.net
www.myspace.com/posthumantantras
www.fotolog.net/edgar_franco
www.ritualart.net

 
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