11 de novembro de 2016

Verdades Voláteis - Ciberpajé



Aforismos, vozes e arte: Ciberpajé (a.k.a. Edgar Franco)
Música, edição e mixagem: Sérgio Ferraz
Sintetizadores utilizados: Moog Little Phatty Stage II, Roland SH 01, Roland Juno Di.
Lunare Label
Brasil
2016



Inomináveis Saudações a todos vós, Coveiros e visitantes!


Volátil é um adjetivo referente a “aquilo que pode voar”; em sentido figurado, a inconstante, inconsistente, volúvel; e em Química designa tudo que evapora em estado normal facilmente. Todas essas variações do mesmo termo encontra em Verdades Voláteis, EP do Ciberpajé (a.k.a. Edgar Franco), uma direção que intuitivamente pode ser confirmada pelo sentido dos três Aforismos. Se formos pelo caminho intuitivo, cada uma das concepções acima se conecta a cada Aforismo em particular. E os sintetizadores de Sérgio Ferraz garantem uma sensação de transitoriedade, maleabilidade e, paradoxalmente, flexibilidade de dinamismo sensorial para a compreensão do que o Ciberpajé recita. As recitações ecoam como partes de um pensamento coeso, nada preso ao realismo irrealizável do cotidiano das massas. A profundidade desta obra é obviamente direcionada a quem trabalho na volatilidade dos conceitos acima o seu cotidiano.


Porque a permanência em um eterno estado de não-mudança, é retrocesso deteriorante da mente, do corpo e da alma. Há um aviso latente no EP para que a ferrugem dos dias passados nesta civilização pulsante em nados na deterioração não nos assassine. Os Aforismos falam em tomar o controle do movimento vital de tudo em redor sem se tornar obsoleto. Os Aforismos ditam uma mensagem que compactua com a forma de sentir na profundíssima verdade do Ser a infinita energia da mudança para algo além do comum e simplório humanos. Os Aforismos, indiretamente, falam em uma revolução interior que somente pode ser trabalhada no movimentar das peças de cada visão particularizada da humana realidade.


Analisemos, a seguir, cada Aforismo.








Aforismo I


Sigo sem portos seguros na dolorosa, extática e instigante senda da vida. Busco não ferir ninguém ao tornar-me o que sou, mesmo que isso seja algo muito difícil. Me vejo no olhar de todos os seres, mesmo no daqueles pelos quais tenho ojeriza — eles me revelam segredos e medos daquilo que também está em mim. Sou um paradoxo vivo, mas acima de tudo um amante da vida com quem mantenho um namoro conturbado e excitante. Amo muito, mas quero amar mais, muito mais, amar até explodir na forma de luz.
(Ciberpajé)


Vôos por caminhos da mente, da alma e do coração. Vôos sem sentidos que designem uma interrupção para o aprisionamento em uma gaiola de negações do próprio ato de Ser. Vôos que se fazem âncoras a trazerem para a superfície o que há de melhor na personalidade, muito distante das máscaras que milhares pelo mundo tanto portam por todos os lados. Vôos que adotam em sua mais completa forma a verdadeira maneira de ser e estar harmoniosamente atado à Vida. Vôos que determinam o amor sob vontade, o único amor não-egoísta, não-possessivo e não-escravizante.



Aforismo II


Os mortos tornam-se santos, mesmo alguns monstros psicopatas podem ser beatificados quando morrem. Aos vivos cabe o ônus do julgamento. Políticos morrem e bandeiras — signos da segregação humana e de toda idiotice dogmática de pátria — ficam a meio pau. Poetas morrem e com eles morrem sonhos de um mundo com menos políticos e mais poetas, com menos competição e mais solidariedade, com menos poder e mais felicidade.
(Ciberpajé)


Inconstantes são os valores da Humanidade. Inconstantes são as ideologias moldadas pelas mãos e mentes humanas. Inconstante é a vida com seus atados laços que empurram todo o mundo para a vala comum do cemitério existencial. Inconstante é a morte e a ideia de que traz sabedoria, paz e harmonia para aqueles que a posteridade proclama como “grandes homens e mulheres da Terra”. A Poesia, uma Deusa que se nega a ser enterrada, é uma sobrevivente nestes tempos de insensibilidade e sabedoria. Jeffrey Dahmer, Adolf Hitler e Napoleão Bonaparte são mais considerados pela mídia do que Dante Alighieri, Charles Baudelaire e Carlos Drummond de Andrade. Os Dahmers, Hitlers e Napoleões são os decadentes heróis em voga na sociedade mundial. Os Alighieris, Baudelaires e Drummonds são nobres desconhecidos invisíveis. Os monstros vencem. A Evolução se apaga. A Desgraça Contemporânea se afirma.



Aforismo III


Eu não sei de nada. Eu não busco a verdade. O Universo é vivo e em constante mutação e expansão, por isso as verdades são tão voláteis quanto a nossa existência terrena diante das eras do Cosmos infinito. A tal verdade de agora dura o tempo ínfimo até a próxima mutação do mundo. Eu sou um mutante simbionte navegando na onda instável e tempestuosa da vida!
(Ciberpajé)


Evaporar-se e fazer parte de um todo maior, sem fatídicas conexões fadadas ao fracasso e furiosas evasões para pontos focais da Realidade Universal nada condizentes com os passos de um espírito livre. A Verdadeira Vida é uma declaração contra a mentirosa farsa que se desenvolve no meio da civilização. Sábios? Gênios? Egos fadados ao esquecimento diante do Todo. Personalidades empobrecidas diante da Vastidão Cósmica e Anti-Cósmica. Seres pequenos diante da Universal Multiplicidade das Formas. Nada saber. Nada advogar. Nada Ser. E, verdadeiramente, assim, Ser, transmutando-se a cada instante dentro das reais possibilidades deste Microcosmo.




O intuitivo cabe em cada uma das análises acima, tão voláteis em todos os sentidos quanto este Inominável Ser que vos escreve. Cabe a cada um de vós, tão voláteis em todos os sentidos quanto eu, consciente ou inconscientemente, interpretar com suas próprias palavras cada Aforismo acima. 


E para saberem mais acerca dos artistas envolvidos na produção deste EP e da gravadora, acessem:









E para baixarem o EP acessem:


Verdades Voláteis - Ciberpajé - Download


Saudações Inomináveis a todos vós, Coveiros e visitantes!








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