28 de janeiro de 2016

Maya Kulenovic




Inomináveis Saudações a todos vós, Coveirois e visitantes.

Nascida em 1975 na antiga Iugoslávia (hoje, Bosnia Herzegovina), Maya Kulenovic formou-se Mestra De Artes no ano de 1998 no Chelsea College of Art and Design, em Londres Inglaterra. Influenciada por Caravaggio e Rembrandt na utilização das técnicas do claro/escuro e, mais ainda, pelo primeiro, o criador do Tenebrismo, a sua Arte destaca-se pelo preciosismo da expressividade imposta aos quadros, pinturas a óleo de uma sombria natureza. À primeira vista, a um olhar desprovido de qualquer conhecimento de técnicas de Pintura, pode-se pensar que se trata de Arte Digital, das “maravilhas artísticas” proporcionadas pelo uso do Photoshop.

Também, à primeira vista, este Inominável Ser que vos fala, sem saber qual técnica ela exatamente utilizava, logo pensei tratar-se de imagens digitalmente manipuladas. Mas, após ler detalhadamente sob a sua técnica em seu site oficial, vim a comprovar que nada e nenhum dos quadros acima é produto de digitalização, é uma arte nascida de mãos humanas, mãos impressionantemente talentosas. É uma técnica nascida após anos e anos e anos de estudos dos antigos mestres, especialmente dos acima citados Caravaggio e Rembrandt.

Nota-se muito dos dois em sua Arte, a retratar rostos deformados, paisagens bucolicamente sinistras, imagens abarrotadas de abstrações várias, tudo moldado no obscurecimento e no clareamento, ao mesmo tempo, de cada espaço utilizado no painel onde as pinturas são efetivamente construidas.

Somos levados a um universo de tormentos e dores lancinantes, que vibram em uníssono com as várias visões interpretativas que as imagens sugestionam ao nosso contemplador das pinturas acima. São corpos contorcidos, se vermos de uma maneira esteticamente direta. São corpo doloridos, se nos atentarmos a cada espaço dos mesmos utilizado pela pintora para realçar tal idéia. São corpos atolados em um deformar-se incessante, um redobrar-se em instâncias de máculas particulares, íntimas, eficazes na predominância de um certo desespero em mensagens que se escondem nas disposições corporais. 

 A feitura aproxima-se do Grotesco, do Sublime neste, pois pode-se dizer que tais pinturas exercem uma estranha hipnose, uma estranha atração, que pode fazer com que todas as suas grotescas dimensões façam e refaçam um caminho na direção do nosso olhar. Podemos desviar o olhar das pinturas acima, mas não queremos desviar o olhar, pois os corpos se aproximam, os corpos dinamizam-se, os corpos dialogam com as estrutura toda do nosso curioso olhar. A curiosidade nos atormenta, queremos saber o que sentem os retratados, o que estão vivenciando os retratados, o que estão querendo nos dizer, efetivamente, os retratados. A curiosidade vai nos guiando na agonizante busca por uma resposta à medida que as contorções aumentam, à medida que a própria composição das noções nossas de equilíbrio diminuem, passando de imediatamente exatas para mediatamente perturbadas... 

A perturbação que se contorce em Gravity...  

A perturbação que se contorce em Torso... 

A perturbação que se contorce em Suspension... 

A perturbação que se contorce em Chorus... 

Contorção... 

Perturbação... 

Interna explosão... 

Externa imersão no Deformado... 

Externa deformação... 

Interna deformação, vejam como em Chorus o mesmo corpo multiplicadamente se contorce e o rosto toda a incessante deformação... Vejam, em Chorus, a inexata fusão de conceito e preceitos que podem variar a nossa interpretação... Vejam, em Chorus, a nitidez das expressões em um cântico... Vejam, em Chorus, a nitidez de um cântico doloroso sendo erguido... Vejam, em Chorus, a corporeidade toda em agonizante estado... Vejam, em Chorus, a corporeidade toda em um contorcedor momento de muitos momentos de deformadora estatura... Em Chorus, um cântico doloroso mui estranho... Um estranho fator a cantar... Um estranho fator a tocar uma música, a fazer cantar... Estranho fator a tocar uma música deformadora nos cinco quadros... Estranho fato a fazer com que um cântico deformador situe-se nas simetrias deformadoras dos cinco quadros... Simetrias que puxam todas as imagens para a nossa frente... Simetrias que repuxam todas as imagens à nossa frente... Simetrias que aguardam nosso aconchegar-nos em suas estâncias, em busca de compreensão, a mais direta e definidora compreensão, do que a agudez das deformidades estão a querer dizer... As deformidades tornam os corpos O Corpo Deformado... As deformidades retornam aos corpos como O Corpo Deformante... As deformidades tomam os corpos como O Corpo Deformador... Corpo Deformado, ele te suga, leitor virtual... Corpo Deformante, ele te aspira, leitor virtual... Corpo Deformador, ele te fascina, leitor virtual... 

Não fiques leso diante de tais quadros. Não fiques perturbado diante de tais quadros. Tanto este Inominável Ser aqui quanto tu, diariamente, possui momentos assim, transitórios ou permanentes. Neste Inominável Ser aqui, os estados deformados/deformantes/deformadores, fazendo a remoção do antigo, formando a noção do novo, movimentando as agitações de um Eu sempre a lutar por sua mutabilidade, são estados que jogam-no na batalha mais atualizadora de um Espírito: a da interação com um mundo deformado/deformante/deformador. Compreendendo a partir de nossas deformadas/deformantes/deformadoras ações de moradias em quadros como os de Kulenovic, fazendo parte dos corpos em deformada/deformante/deformadora definição/indefinição definidora de sua situação-posição ao nosso olhar, chegamos, cada um à sua maneira, claro, ao concluir do que se passa ou não passa, do que se pode sentir ou não sentir, do que se pode ver ou não ver, nas ambientações corporificantes/corporificadas/corporificadoras específicas dos quadros.

Saudações Inomináveis a todos vós, Coveiros e visitantes!



Dissident



Insomniac



Knockout



Fragments



Torso



Suspension



Chorus










21 de janeiro de 2016

Beseech - Highwayman





Inomináveis Saudações a todos vós, Coveiros e visitantes!

Após um longo hiato de dez anos, a banda sueca de Gothic Metal Beseech está de volta com o lançamento do novo álbum, My Darkness Darkness, para março deste ano de 2016. O line-up da banda apresenta algumas mudanças e os membros atuais são:

Klas Bohlin / Vocals
Angelina Sahlgren Söder / Vocals
Robert Vintervind / Guitar
Manne Engström / Guitar
Johan Örnborg / Bass
Håkan Carlsson / Drums

O maravilhoso vídeo da faixa Highwayman, escrita e musicada por Jimmy Webb, apresenta-nos à nova vocalista, Angelina, em uma sensível e ritualística performance. sob a condução do diretor Albin Glasell. Confiram a seguir este trabalho, lançado mundialmente via YouTube aos 04 de Dezembro de 2015, que segue o que a banda tem feito ao longo de vinte anos de existência: um som compacto, firme e poderoso com letras de impactante profundidade.




I was a highwayman Along the coach roads I did ride With sword and pistol by my side Many a young maid lost her baubles to my trade Many a soldier shed his lifeblood on my blade The bastards hung me in the spring of twenty-five But I am still alive I was a sailor I was born upon the tide And with the sea I did abide I sailed a schooner round the Horn to Mexico I went aloft and furled the mainsail in a blow And when the yards broke off they said that I got killed But I am living still

I was a dam builder Across the river deep and wide Where steel and water did collide A place called Boulder on the wild Colorado I slipped and fell into the wet concrete below They buried me in that great tomb that knows no sound But I am still around I'll fly a starship Across the Universe divide And when I reach the other side I'll find a place to rest my spirit if I can Perhaps I may become a highwayman again Or I may simply be a single drop of rain But I will remain And I'll be back again, and again and again and again and again...


Após este vídeo, a ansiedade pela chegada do novo álbum, neste Inominável Ser que vos fala é bem grande! Que venha logo o mês de março!

Saudações Inomináveis a todos vós, Coveiros e visitantes!

Ato VI: Lúcifer Transgênico - Posthuman Tantra






A Trangenia cósmica
Recria uma consciência lógica.


Uma nova espécie senciente
Superior ao instinto humano demente.


Surge um sereno e selvagem ser
Translúcifer.

Inomináveis Saudações a todos vós, Coveiros e visitantes!


O Ato VI: Lúcifer Transgênico do mais recente álbum do Posthuman Tantra de Edgar Franco, lançado aqui no Brasil pela Terceiro Mundo Chaos e no Reino Unido pela 412 Recordings, ganhou um clipe de referenciais que remetem diretamente às consequências dos danos causados ao mundo por esta Humanidade decadente. A Transgenia, isto é, a superação da decadência do Homo (nada) Sapiens por uma evolução que venha a gerar uma nova espécie de consciência elevadíssima, conhecimento sublime e profunda conexão com a natureza. Lúcifer Transgênico, A Nova Espécie, dotada de novos caminhos em direção ao que melhor define uma civilização verdadeiramente avançada: a pacífica coexistência com o Kosmos.


Lançado no dia 19 de janeiro de 2016, a produção do clipe ficou a cargo do próprio Edgar e contou com as colaborações de Anésio Neto e Daniel Rizoto na direção geral, edição e direção de arte. As imagens, juntamente com o acompanhamento rítmico de impacto imediato, como um chamado místico cyberxamânico, induzem e conduzem a um envolvimento do ouvinte na essência de seus significados. Estes são claros simbolismos herméticos visíveis e invisíveis, captáveis pela mente aberta ao diálogo visual e os olhos atentos ao decifrar deste mesmo visual.


Poucos, no entanto, estão aptos a compreender o significado deste clipe, da sonoridade e da sucessão de simbolismos a todo momento presentes. Seja na captação da chuva, do verde, das paredes em ruínas, dos anéis e da figura do Edgar a ser o vulto de destaque no meio da dança ritual pausada proporcionada pelo video, a atenção total deve ser requisito primordial. Atenção e bom senso para compreender a parte na qual ele quebra um PC e reparte em pedaços um de seus componentes; neste momento, não se trata de simples e estúpida iconoclastia, mas um alerta para que nos voltemos mais para o Natural do que o virtual, o artificial, o plastificado e o Antinatural que grassa em nossos contemporâneos dias.


Outro momento a destacar é quando Edgar fixamente observa a fumaça tóxica saindo da chaminé de uma fábrica. Neste momento, a demência desta atual Humanidade é escancarada, uma demência a guiar os maiores absurdos e impropérios possíveis em nome do “avanço da civilização“. Avanço este a embotar a razão, a eliminar o contato com a Natureza, a extinguir espécies animais, vegetais, minerais e a própria Espécie Humana. Espécie esta que necessita da Transcendência de si mesma para o alcance do retorno à Pureza, ao Primordial, ao Éden Perdido dentro da alma, do coração e do Ser.


E o Lúcifer Transgênico é livre e selvagem, destemido e quebrador das correntes todas que conduziram esta Humanidade ao atual período de Desgraça Existencial no qual nos encontramos. Indo além, o Novo Ser é a Nova Luz tradutora da Nova Ciência que tratará da Salvação Terrestre, sendo Um com nosso planeta e, não, mártir a derramar o próprio sangue em vão. Sangue até poderá ser derramado, mas para alimentar a Terra, dotar a Terra de Nova Vida, Novo Pulmão e Novo Coração, hoje tão maculada por uma porca e podre desgraçada civilização como a nossa. Lúcifer Transgênico é o Portador da Luz para uma Nova Humanidade.


A mensagem está dada nesta obra. A mensagem ultrapassa esta obra. A mensagem é para todos, mas por poucos será ouvida, sentida, compreendida e assimilada.

Saudações Inomináveis a todos vós, Coveiros e visitantes!





5 de janeiro de 2016

Escarlatina Obsessiva - Downloads

ABRINDO A TAMPA DA COVA DE 2016!!!





Inomináveis Saudações a todos vós, Coveiros e visitantes!


2016 chegou e é óbvio que devo reiniciar as postagens por aqui no blog. Sei que aqui, nos últimos meses, não tem havido uma freqüência decente de postagens, mas vou procurar manter uma regularidade por aqui a partir deste mês de Janeiro.


Muito que está presente no fórum continuará sendo transferido para cá, a fim do conteúdo não se perder ou ficar esquecido em meio a tantos recantos no mundo virtual.


Sendo assim, está aberta a tampa desta Cova no ano de 2016!


Sacudam por aqui bastante os seus ossos!

Saudações Inomináveis a todos vós, Coveiros e visitantes!

 
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