20 de julho de 2013

Vertigo 43


Inomináveis Saudações a todos vós, Coveiros e visitantes.

Como sempre, Vertigo é uma revista adulta que surpreende com histórias anti-convencionais e politicamente incorretas, para todos os sinistros gostos do mundo. Nesta edição 43 continuamos conferindo as altas qualidades das histórias de Hellblazer, Escalpo, Vampiro Americano, Casa dos Mistérios e Punk Rock Jesus.

Duas histórias curtas (Deu Bode No Natal, por Brian Azzarello, Rafael Grampá e Marcus Penna; O Cair Da Neve, de China Miéville, Giuseppe Camuncoli, Stefano Landini e Jamie Grant) de Hellblazer;

Em Escalpo (de Jason Aaron, Davide Furnó e Giulia Brusco), temos a remissão do agente em desgraça Baylis Earl Nitz;

Casa dos Mistérios (Matthew Sturges, Luca Rossi, José Marzán Jr e Lee Loughridge) continua com a busca do sentido da vida de Fig Keele e de sua relação com A Concepção;

Vampiro Americano (Scott Snyder, Rafael Albuquerque e Dave McCaig) apresenta a conclusão da saga A Lista Negra;

E Punk Rock Jesus (Sean Murphy) detonando e apresentando a ascensão do clone de Jesus Cristo como uma estrela de Punk Rock!

Ainda temos em Casa dos Mistérios a introdução de uma história curta (O grande artista é o que rouba) escrita por Matthew Sturges e desenhada e colorida por David Lloyd; e uma prévia do terceiro volume de O Inescrito (O Retorno de um Morto), obra escrita por Mike Carey e ilustrada por Peter Gross.

Aqui no site da Vertigo, via Panini, mais informações sobre esta edição:


Comprem a revista todos aqueles de bom gosto!

Saudações Inomináveis a todos vós, Coveiros e visitantes!



16 de julho de 2013

O Arquétipo Hecatiano Nas Sombrias Musas Dos Quadrinhos - Parte VII


Conclusão

Quadrinhos e Ocultismo. Não sei se a ligação entre as duas Artes, aqui efetivada por este Inominável Ser, seja original ou se já foi tentada por outro Ser deste mundo antes. Mesmo assim, é interessante manipular as veias de um coração pulsante que se permite fazer caminhar um corpo de pensamentos e análises e conclusões de estudos acerca da junção de temáticas possibilitadas pela ligação aqui sugerida. As frases surgiram, a inspiração cresceu, e, enfim, aqui está este artigo que se firma como uma experiência intelectiva que não se pode definir como supérflua, já que tocou em pontos que poucos podem perceber à leitura de histórias de Terror e de Horror. Como se pôde notar, não são apenas as nádegas volumosas, os seios volumosos, as coxas bem torneadas e os rostinhos lindos das sombrias musas dos quadrinhos que fazem delas o que são: ícones das histórias de Terror e de Horror. 
 
Houve aqui uma aproximação delas com o Arquétipo Hecatiano, o Arquétipo de uma Deusa muito temida, muito respeitada e muito, infelizmente, desconhecida, talvez por receios que se tenham com relação a contatos mais aprofundados com Ela. Muitas das palavras e pensamentos aqui expostos não fazem realmente sentido para os que não possuem nenhuma intimidade com o Ocultismo; no entanto, tomei o cuidado de não ser muito técnico e utilizei uma linguagem que pode ser compreendida se lida com mais atenção aos seus sentidos não-expostos do que aos seus usuais sentidos, aqueles que equivalem aos discursos dos dicionários e das enciclopédias, ligados ou não, à temática ocultista. 
 
Saudações Inomináveis a todos vós, Coveiros e visitantes.
Que A Deusa Hecate Vos Conduza
Entre As Forças Das Coisas
Que Se Calam
E Que Gritam
Nos Véus Da Grande Noite
Atendendo Aos Pedidos
Ocultados Nos Uivos
Do Grande Lobo Noturno
E Expostos Aos Cantos
Do Grande Corvo Noturno
E Realizados No Plano
Das Formas Todas
Dos Caminhos Todos
Que No Todo Da Criação
Versam Sobre As Trevas
Que A Muitos Encantam
Versam Sobre As Trevas
Que A Muitos Aterrorizam
Versam Sobre As Trevas
Que A Todos Encobrem
Trevas Que Na Verdade São
As Vestes Da Deusa Hecate
Vestes Que São Luzidias
Aos Que Sabem Colher
Nas Frutas Noturnas
As Sementes Das Árvores Diurnas
Da Verdadeira Verdade
De Ser Um Verdadeiro Ser
Na Criação 

Inominável Ser
HECATIANO

15 de julho de 2013

O Arquétipo Hecatiano Nas Sombrias Musas Dos Quadrinhos - Parte VI


V – Hecate Chthonia, A Subterrânea

Desçamos... Abandonemos as boas expectativas... Abandonemos as más expectativas... Apenas, Desçamos, apenas... Apenas, Descer, apenas... Apenas, Descendo, apenas... Esperemos, Descendo... Avancemos, Descendo... Fiquemos, Descendo... Saiamos, Descendo... Giremos, Descendo... Movimentos, Descendo... Momentos, Descendo... Desçamos, espetáculos em nosso Descer... Desçamos, pedaços de pedras com espinhos envenenados nos caminhos... Desçamos, Campeões Das Sombras aguardando nossa chegada... Desçamos, Campeãs Das Sombras nos oferecendo suas espadas... Desçamos, Espíritos Das Trevas nos conduzidos com seriedade e responsabilidade através de vulcões nefastos e selvas danosas... Desçamos, Degolados se aproximando para cumprimentos... Desçamos, Miseráveis se aproximando para abraços... Desçamos, Malditos se aproximando para para apertos de mão... Desçamos, Desgraçados se aproximando para beijos na boca... Desçamos, Cavaleiros Negros em Garanhões Das Trevas correndo à nossa frente... Desçamos, Amazonas Negras em Garanhões Das Trevas a acompanhar-nos lado a lado... Desçamos, uma gargalhada de Maria Padilha Das Trevas... Desçamos, uma permissão de Tata Caveira... Desçamos, uma vista do Diabo sentado em uma rocha fumando o seu cigarro... Desçamos, uma visita ao Leito De Lilith, que gera em novos partos novos Demônios... Desçamos, Satan sorrindo com vinho a cair de seus olhos... Desçamos, Lúcifer Iluminando Os Subterrâneos... Desçamos, Pérsefone Fazendo Férteis Os Subterrâneos... Desçamos, Hades Governando Parte Dos Subterrâneos... Desçamos, Hecate Governando Todos Os Subterrâneos... 

Hecate Chthonia, A Subterrânea, A Senhora Imperial Dos Subterrâneos Da Criação, A Mãe Dos Infernos, A Mãe Dos Abismos, A Mãe Do Caos, A Mãe Velando Pela Escuridão Toda Que Permeia Os Recantos Automanifestados De Tudo Que Havia Antes Da Luz Criar Todas As Coisas Em Cópula Com A Escuridão. Mistérios Noturnos A Serem Vistos. Mistérios Noturnos A Serem Cultuados. Mistérios Noturnos A Serem Seguidos. Mistérios Noturnos A Serem Revelados. A Deusa Hecate em sua Face que mais impressiona a este Inominável Ser que vos escreve e, talvez a muitos que aqui estiverem a ler este artigo. Dobrando as esquinas, redobrando as esquinas, nas Encruzilhadas Existenciais, nas Encruzilhadas Cósmicas, nas Vias, nas Vielas, nas Estradas, em todo Local onde haja um resquício sequer de pequena ou de grande sombra, Hecate Chthonia pode nos mostrar a segura forma da segura descida aos Subterrâneos. Como Dante, em Visões, Desceu aos Infernos na Divina Comédia, podemos Descer também aos Infernos e ir mais além dos Infernos e de outros sombrios recantos da Criação... Vampirella, Lady Death, Lady Demon, Purgatori, Chastity, todas as sombrias musas, enfim, sob a proteção poderosa desta Face de Hecate, que também pode ser, quando quer, A Deusa Escuridão. As sombrias musas Descem aos Subterrâneos, tantos de suas almas quanto das almas daqueles com os quais se relacionam ou combatem, sem os temores vãos dos fracos e mornos que temem olhar para as Escuridões Universais. Lemos os Subterrâneos em todas as histórias de Terror e de Horror, como réquiens de dolorosas conseqüências, como poesias de angustiosas demências, como textos de iluminadoras essências. Conhecer os Subterrâneos e os Seres que neles habitam, mantendo a sanidade, mantendo a coroa da sanidade mais perfeita, intacta, exige uma talentosa capacidade de adaptação e de exigentes afinidades para com as histórias lidas que se refiram a Eles. Representantes diretas e fiéis de tais Seres, Representantes De Hecate Chthonia, primeiramente, as sombrias musas não temem O Véu De Dejanira e nem O Veneno Da Serpente e, muito menos, O Toque De Leonardo e O Beijo De Asmodeus e A Face Da Medusa. Do Mundo Da Imaginação ao nosso mundo, nas revistas em que as suas histórias são descritas conforme narradas são aos autores das mesmas por elas, identificamos toda uma similaridade de apegos narrativos ao tocar, mesmo que de leve, mesmo que, como já dito, inconscientemente, nos Subterrâneos. Transitam nas histórias Deuses Sombrios, Entidades Sombrias, Vampiros, Demônios, Espíritos Das Trevas Embrutecidos, seres humanos que são mais próximos a todos estes do que aos que se dizem “civilizados”, mas que, no fundo de suas “almas civilizadas”, possuem um instinto capaz de dilacerar bebês se cultivado por motivos particularmente bestiais... 
 
São especificamente atraentes, aos que Sabem neles Descer e Ascender sem darem margens aos seus apelos mais bestiais, os Subterrâneos. Todo leitor ocultista, se quiser, pode ser capaz de anexar ao seu Eu parcelas dos Subterrâneos em leituras mais aproximadas de rituais e acessar os Subterrâneos apenas focalizando as Formas-Pensamento dos personagens que lhe rodeiam no momento da leitura. Como dito no início deste artigo, todos os personagens dos quadrinhos, e de todas as mídias culturais e de entretenimento, Existem no Mundo Da Imaginação. Mais do que Existir, Resistem ao esquecimento e ao atrofiamento que acomete a muitos Seres de tal Mundo. Mais do que Resistir, Insistem em seu próprio Existir, a fim de que as suas Formas-Pensamento cheguem até novos realizadores de suas histórias de geração a geração. Os personagens inspirados nos Seres dos Subterrâneos, porém, são muito mais resistentes e fascinam, mesmo que poucos leitores, de geração a geração. As sombrias musas, inspiradas a seus criadores por diversos Seres Subterrâneos do Princípio Feminino a transitarem nas Esferas Hecatianas, são explicadas, aqui e agora, então, pelo fascínio que causam em seus amantes e admiradores deste nosso mundo. Chastity, por exemplo, Vampira, sugando as energias de seus leitores, fortalecendo-se com as energias de seus leitores, Existindo assim, em força conjunta com o Existir dos seus leitores. Chastity, Vampira, em comunhão com os sentidos e os instintos de seus leitores, dos Subterrâneos determinados existentes no Mundo Da Imaginação aos Subterrâneos existentes nas almas de seus leitores, os quais recriam, em suas inocentes leituras, os mesmos esquemas de existências a mais que se revelam no Imaginar. Chastity, Vampira, apoiada em cada jugular, Real em cada jugular, Ying, Yang, os dois Princípios, Positividade, Negatividade, servindo ao Poder Imaginativo de seus leitores, tanto os consceintes de sua Existência Real no Mundo Da Imaginação quanto pelos que sequer suspeitam de tal Existência. Chastity, Vampira, entregue ao Imaginar de seus leitores, suspensa no Imaginar de seus leitores, girante no Imaginar de seus leitores, gigante no Imaginar de seus leitores. Chastity, Vampira, tocando no tocante imaginativo de seus leitores, realizadores, conscientes ou inconscientes, de seu Realizado Ser. 
 
Chastity, nos Subterrâneos... 
 
Sombrias paragens... 
 
Sombrias musas, Verdadeiras Passagens...

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14 de julho de 2013

O Arquétipo Hecatiano Nas Sombrias Musas Dos Quadrinhos - Parte V


IV – Hecate Kourotrophos, A Médica

A Medicina Oculta é desconhecida por todos os médicos de todos os hospitais do mundo, rendidos que foram pelo academicismo, o qual considera as Ciências Ocultas, de uma maneira geral, meras crendices. Os acadêmicos, os empanturrados de conhecimentos materialistas, os atrofiados espiritualmente que crêem apenas nas coisas visíveis, desconhecem esta afirmação crida por todo ocultista e, também espiritualistas que se especializam em vários estudos acerca dos mecanismos vários da Espiritualidade em suas manifestações na Terra: todas as doenças são de cunho espiritual, suas origens encontram-se n'alma e não no corpo físico. Nada mais pode subjugar esta certeza, já que são inúteis os esforços da Medicina comum em debelar todo tipo de câncer e, também todo tipo de doença, já que a gênese de todas elas não podem ser vistas através das meras lentes dos laboratórios. 

A Medicina comum, mesmo avançadíssima nos dias atuais, é uma palha e uma piada perto da Medicina Oculta, Medicina esta praticada por muito poucos homens e mulheres na atualidade. Não falo dos cura os curandeiros ridículos dos classificados dos jornais; dos pais-de-santo e mães-de-santo ridículos que possuem programas nas rádios comunitárias ou de grandes cadeias nacionais; dos pastores e pastoras das igrejas evangélicas ridículas que se proliferam pelo mundo, pelas rádios, pelas televisões; não falo desses indivíduos mesquinhos movidos a dinheiro e em busca do sucesso puro e barato. Falo dos ocultos senhores e das ocultas senhoras, do Plano Físico, do Plano Extrafísico, que trabalham em prol de tal Medicina, atuando longe de todo e qualquer tipo de holofote, atuando como propagadores de curas para os mais necessitados, os mais desesperados, os mais perdidos, com todas as suas doenças mais espirituais do que meramente físicas. 
 
Hecate Kourotrophos, A Médica, A Atuante Nas Curas Das Almas Perdidas Entre Os Vales, A Médica Das Almas Que Querem Iluminar-Se, A Médica Perfeita Atuando Nas Sombras. Das muitas miríades de Medicinas Ocultas possíveis na Deusa Hecate, uma delas se propõe a enfatizar a Arte Sombria, a qual está sob Sua proteção direta em todos os níveis. Sabemos que ler equivale a tocar em outras Esferas, Esferas que são existentes no Mundo Da Imaginação, Mundo na qual Forças Espirituais agem de comum acordo com os Seres que por Ele caminham. Nas sombrias musas, então, a Deusa Hecate vai propondo uma Força De Cura que se refere a estados mentais dos leitores que se expandem em ler mais a fundo as histórias delas e a encontrarem, além do superficial, o Mais Fundamental. Uma das doenças espirituais mais nocivas é a do desinteresse em adquirir conhecimentos nos mais simples atos, como o da leitura, ainda mais de quadrinhos, os quais muitos acham como “simples diversão” ou “coisa de criança” ou “coisa de adulto que não cresceu”. Leso pensamento, leso monumento de preconceito, leso afirmar de uma opinião de fraco fundamento, pois A Imaginação, seja em qual idade que um ser humano possuir, é a fundamentação direta de toda realização material possível que, antes de ser Real, foi Imaginada. Quando se tem um controle sobre tais conhecimentos, quando se pode adentrar no cerne transformante de tais conhecimentos, o painel de possibilidades de positivas realizações de um Ser para o mundo torna-se bem mais amplo. Leitura é uma cura, ler é curar-se, seja de doenças visíveis, seja de doenças invísiveis, visíveis à alma, invisíveis à mente. Às vezes, o intelecto não percebe os movimentos nocivos de atrasos n'alma e se esvanece na inércia do nada explorar no perceber o que está a ler, ler nos quadrinhos ou ler nos livros ou ler nas revistas de qualidade (não falo do lixo vendido tanto nas bancas de jornais todos os dias, como as revistas de fofoquinhas, de fodas irracionais e de “muié pelada”...). Captar a essência do lido, curando-se da doença que leva à inércia do não aprender com o que se está lendo, é uma das particularidades medicinais ocultas que fazem ser proveitosas todas e quaisquer leituras. 
 
Expulsar toda inércia, lendo. Expurgar toda doença a levar a inércias a mais no pensamento, lendo. Esse é o papel oculto de toda leitura, papel que deve estar conscientemente centrado na execução de uma excelentíssima leitura, até da história mais chata à história mais envolvente e aterradora. Os quadrinhos de Terror e de Horror, em todos os seus pontos, não possuem histórias chatas, histórias frias, histórias isentas d'alma, já que, se notarmos bem, as suas temáticas todas tocam em pontos desconhecidos da psique humana que muitos psiquiatras ainda desconhecem e descartam como simples delírios. Psicopatas, estupradores, pedófilos e os tipos da mesma estirpe que são os piores seres que entre nós podem caminhar, estariam curados se desde a infância, quando identificadas suas doenças mentais por parte de psiquiatras de verdades (e não um como aquele que soltou aquele doente mental, em prisão psiquiátrica, que em São Paulo estuprou e matou dois irmãos em uma mata) fossem incentivados a lerem e a escreverem sobre suas manias e psicoses e sobre as manias e psicoses dos outros. Imaginem quantos talentosos escritores de Terror e de Horror haveriam no mundo se assim a Psiquiatria agisse ao invés de tratamentos ineficazes, absurdos e fracos que há muito são apenas pó? Imaginem que escritor talentoso de histórias de Terror e de Horror seria Jeffrey Dahmer! Imaginem que escritor talentoso de histórias de Terror e de Horror seria o Maníaco Do Parque! Escritores que fariam a Purgatori, por exemplo, caminhar entre as Esferas Altas e as Esferas Baixas, desafiando Aqueles Que Se Assentam Nos Tronos Mais Altos; escritores que fariam a Purgatori despertar em cada ser humano o Conhecimento do seu Demônio Da Guarda; escritores que fariam a Purgatori surgir como A Grande Mãe, liberando os Demônios Interiores de todo ser humano, destilando todas as demoníacas Verdades do Ser Demônio em cada ser humano; escritores que fariam a Purgatori assentar-se à cabeceira de cada mesa humana, demonstrando que Demônios podem ser os que possuem o sentido da posse nas simples frases “minha família”, “meus filhos”, “minha mulher”, “meu marido”, “meu pai”, “minha mãe”, como se todos fossem propriedades de um demoníaco senhor a exigir um amor que mais parece profano do que sagrado, que mais parece tirânico do que cristão, se é que haja um verdadeiro cristão atualmente no mundo, louco mundo no qual ateus acreditam tanto em seu ateismo que acabam por serem crentes em algo, louco mundo no qual todo religioso é apenas um escravo de suas religiões e seitas e ordens às quais como ovelhinha cega segue... 
 
Purgatori, curando, Cura Dos Demônios... 
 
Descendo... 
 
Descendo aos Subterrâneos...

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13 de julho de 2013

O Arquétipo Hecatiano Nas Sombrias Musas Dos Quadrinhos - Parte IV


III – Hecate Phosphoros, A Iluminadora

Muito se imagina, comumente, o que se denomina como Iluminação apenas como parte “Daqueles Que Se Desprendem Da Matéria E Ascendem Ao Alto Pelas Vias E Práticas Do Bem, Do Amor, Da Caridade E Da Justiça Incondicionais”. Se for assim, então, todo “benfeitor da Humanidade”, até os hipócritas que possuem rendas altíssimas, o rabo todo cheio de dinheiro e a “bondade” de auxiliar a todos os pobres nos finais de ano; todo político “preocupado com o bem-estar da população” pela qual deve lutar, mais preocupado em igualmente encher o próprio rabo de dinheiro; todo religioso que “caridosamente auxilia os pobres e mais necessitados” e que, intimamente, abusa de crianças, estupra mulheres e conscurpa a sua religião com atos depravados e contrários ao que prega; e todo sujeitinho ou sujeitinha que, para “fazer um bem à Humanidade”, comete um ato qualquer de caridade apenas com o intuito mais de aparecer do que realmente querer ajudar alguém, pode ser considerado um “Iluminado”. Aquele dogma, acima, está completamente errado se pensarmos assim, que qualquer um pode alcançar O Último Estágio Da Evolução Existencial apenas praticando uma bondadezinha ou uma caridadezinha por milionésimos de segundos, um segundo, um minuto, uma hora, um dia, uma semana, um mês, um ano ou por toda uma vida. Vemos os atos externos, mas não o Ser Interno de tais pessoas e nem sabemos se estão sendo ou não sinceras. Os considerados marginais, terríveis homens e mulheres dentro da sociedade apenas porque sabem o que querem e pensam de forma diferente; apenas porque agem pensando mais sinceramente em fazerem a diferença, seja em qual campo de atividade for; esses, sim, alguns sendo Adeptos Das Luzes; e, mesmo que sejam Adeptos Das Trevas, egoistas ou altruistas, sinceros em seu egoísmo, sinceros em seu altruísmo, podem ser Verdadeiros Iluminados. 
 
Hecate Phosphoros, A Iluminadora, A Tocha Dos Caminhos Iluminantes Das Trevas Nas Luzes, A Tocha Dos Caminhos Iluminantes Das Luzes Nas Trevas, A Senhora Iluminada Diante De Todo Iniciado Que Quer Iluminar-Se. Para Iluminar-Se não é necessário ser um Iniciado ou um Auto-Iniciado, a Auto-Iluminação é um Dom inato, muitos já são genialmente, sem o saber, portadores dessa faculdade, que desperta em atividades como a Literatura, a Poesia, a Música, a Pintura, o Desenho, a Ilustração, o Cinema, todas as Artes e atividades voltadas para a Evolução Humana, A Verdadeira Evolução Humana. As sombrias musas podemos dizer que sejam personagens marginalizadas, pois muitas, por causa das características sensualistas dadas às mesmas por seus roteiristas e desenhistas, são vistas apenas como mulheres-objeto, peças de masturbação excessiva para adolescentes e adultos que não conseguem efetivar uma relação normal com uma mulher de carne e osso, palpável, a deste nosso Plano Físico. Mas, alguns de vocês já imaginaram a Vampirella sem o tríquini e trajando, ao invés dele, uma burka? Impossível isso, não? Pois bem, tal característica já faz parte, inata, do Ser da personagem, impregnou-se imaginativamente, efetiva-se realizadamente. Muitos diriam que a Vampirella e as demais sombrias musas, algumas, e até ela mesma, retratadas como popozudas retardadas, cujo cérebro encontra-se entre as pernas, não apresenta nada de Iluminada. Porém, há um detalhe, na forma de um questionamento: saber confrontar, como todas as sombrias musas freqüentemente confrontam, sem perder o Equilíbrio, toda Força Obscura, Negativa, Destrutiva e Caótica da Criação, sempre vencendo-A, parcial ou totalmente, não é demonstrar que n'alma haja uma Iluminação adquirida? Os Caminhos Ocultos não são preconceituosos, Hecate não é uma Deusa preconceituosa, nenhum Deus, nenhuma Deusa, possui preconceitos, pois todos Eles estão em Planos, Mundos, Dimensões, Esferas, acima desta Realidade Física toda absorta em Aparências Efêmeras nas quais Existimos, Resistimos E Somos O Que Somos. Agindo no Mundo Da Imaginação, através das sombrias musas, a Deusa Hecate promove as demonstrações necessárias e específicas de que A Verdadeira Iluminação, também, não é preconceituosa. Até aqueles hipócritas, em nosso mundo, podem ser Verdadeiros Iluminados se dotarem suas ações de sinceros sentidos. 
 
Nem sempre se pode sentir, lendo-lhes as histórias, essa característica de Iluminação Interna aqui anunciada. É que os Verdadeiros Iluminados, isso equivalendo a este mundo, não são escandalosos e Calam-Se acerca de suas chegadas aos picos das montanhas mais altas. Apenas os Aleyster Crowleys, Uri Gellers e os Bispos Macedos da vida, charlatães estúpidos e imbecis, ratos enganadores das mentes mais fracas e infantis, pregando a sua “Iluminação” por todos os lados, são os pais dos maiores ridículos escândalos, vergonhosos, inúteis, insensatos e insanos. Sutis, os Verdadeiros Iluminados não dão demonstrações do que Sabem, agem como pessoas comuns porque Sabem que é como ser comum que se deve agir em um mundo que perdeu o seu contato mais profundo com a Natureza, com os Deuses, com todas as Forças Moldadoras Das Coisas. Nos quadrinhos, com as nossas sombrias musas, que revelam possuir conhecimentos avançados em matéria de Magia e de Ocultismo, ocorre o mesmo. Elas são bem diferentes da Zatanna, do Universo DC, ou da Feiticeira Escarlate, do Universo Marvel, por exatamente não darem como externa todas as capacidades que possuem em si. Zatanna e a Feiticeira Escarlate são espalhafatosas demais, diria até que são palhaças de circo, fazendo caras e bocas misteriosas, enigmaticamente moldando suas ações e palavras. Mas, personagens como a Lady Demon, por exemplo, vão direto ao assunto, sem babaquices, sem sandices escrotas de tradicionalismos esotéricos, mandando bem em suas batalhas, já que são Guerreiras e Magas completas. Sem rodeios enigmáticos, sem frescuras misteriosas, Lady Demon pode derrotar uma miríade de Anjos comandados pelo Arcanjo Miguel e o próprio Arcanjo Miguel, usando da Arte Da Guerra, usando da Arte Da Magia, como Uma Arte apenas. Imaginem Lady Demon, assim, sensatamente agindo, silenciosamente calando as desnecessárias formas de ações, indo ao assunto principal de maneira a sempre fazer direito o seu papel, dando à sua parcela guerreira um prêmio e à sua parcela iniciática outro prêmio. Ao mesmo visualizar de Lady Demon, vemos e podemos nos Iluminar, sentindo que a propabilidade do Silêncio é a melhor representante da possibilidade de que cada um de nós é capaz de tornar Real: A Auto-Iluminação, seja na Arte, seja na Magia ou, simplesmente, na leitura, na escrita ou no poetizar. Pequenas mensagens, assim, passam as nossas sombrias musas em suas histórias; pena que os seus roteiristas pouco explorem e expandam tais mensagens em histórias mais elaboradas em termos de Ocultismo e das características magistas nelas inseridas. 
 
Magia, Lady Demon Iluminada... 
 
Magia, aqui e ali curando... 
 
Magia, Verdadeira Medicina...

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12 de julho de 2013

O Arquétipo Hecatiano Nas Sombrias Musas Dos Quadrinhos - Parte III


II – Hecate Propolos, A Guia

O Inferno sempre pode ser o Caminho Real mais curto ou mais longo, depende do Adepto, depende do leitor, depende do apreciador, depende daquele que apenas, por experiência, lê pela primeira vez uma história de Terror ou de Horror. Os Infernos, internos, externos, Reais, Imaginários (e que podem se tornar Reais, dependendo da Vontade empregada em seu Imaginar), podem ser Caminhos muito curtos e muito longos a mais do que apenas uma Via de possibilidades de entrada, às cegas, em tal Dimensão Do Mundo Da Imaginação. Os incautos, os tolos, os débeis, se perdem assim neste Mundo e são engolfados em suas armadilhas, tornando reais as mentiras que lhe são reveladas, tornando reais as perigosas trilhas de acontecimentos que geram neles psicóticas engrenagens desencadeadoras de crimes neste nosso mundo dito como Real. Seja nos Quadrinhos ou em outras mídias, como Cinema e Televisão, o despreparo no recebimento de influências e informações diretamente focadas em horizontes que se aproximam dos Abismos e do Caos diretamente ocasiona a explosão de crimes vários cometidos por adolescentes e adultos. São seres fracos espiritualmente, desculpando-se muitas vezes de seus crimes por terem lido esta ou aquela história em quadrinhos, visto aquele ou este filme, vista aquela ou esta série, visto aquela ou esta novela... Risível isso seria se imaginado, mas tais aberrantes fatos ocorrem na Terra, este nosso mundo, esta nossa Dimensão Física, este nosso Plano Físico. Tais Seres são receptores cegos, inertes, infantis, dos Mundos que tocam com suas psiques frágeis e adoecidas. Tais Seres não se permitem um adequar-se ao que se recebe advindo do Mundo Da Imaginação. Tais Seres não concebem em si, jamais conseguirão conceber em si, um Guia, uma Guia. 
 
Hecate Propolos, A Guia, Guia Pelos Infernos, Guia Pelos Abismos, Guia Pelos Submundos, Guia Pelos Reinos Das Trevas. Promovendo A Orientação, Ela educa no Aprendizado Noturno os seus Adeptos, que deixam de ser cegos cães, cegos ratos, cegas baratas e cegos vermes do que apenas os olhos físicos podem determinar como concebível neste planeta, nesta Galáxia, neste Universo, nesta Criação. Pode ser gélida a ruptura com os mecanismos das mediocridades humanas e preconceitos mundanos que se aprende vivendo em uma civilização que, em seu todo, perdeu o contato com as Verdadeiras Forças Da Criação, uma civilização para a qual tudo se resume aos atos próprios de todo ser humano ciente de seu papel nela: obedecer às leis, ser um bom cidadão, casar, procriar, fazer o seu papelzinho para o desenvolvimento do mundinho bom no qual ele vive. O Ocultismo, o de cada um que se adequa a este como quiser e puder, vai caminhando em direções opostas, nada gira mais no dois mais dois ser igual a quatro e no fato do triângulo ter três lados. Em manipulações da Realidade a seu favor, o ocultista livre de conceitos arcaicos faz dois mais dois ser igual a cinco e o triângulo possuir infinitos lados, tudo depende da Imaginação, tudo depende da Vontade. Independente dos seus efeitos sobre a mente, o corpo, a alma e o espírito, a leitura de quadrinhos de Terror e Horror pode deixar-se conduzir por uma Consciência Interna que procure Revelar mais Terrores, mais Horrores, basta Imaginar Mais Terrores, basta Imaginar Mais Horrores, durante a leitura. Qualquer despreparado Ser, como os citados anteriormente, certamente enlouqueceria se assim utilizasse tal incomum método de leitura avançada como experiências no Oculto que visem a uma determinada e específica chegada a resultados que façam com que se obtenha um contato mais profundo com o Mundo Da Imaginação. Verdadeiramente incondicionando-se da leitura fútil e desnecessária de uma história em quadrinhos de Terror e Horror, preparando como Guia um personagem da história, conversando com tal Guia, conhecendo tal Guia, proporcionando Vida a tal Guia, a experiência constrói todo um tratado completo de Ocultismo. 
 
Quais Seres mais adequados na condução dos leitores ocultistas do que as sombrias musas? Representantes do Princípio Feminino Creador, O Princípio Que Tudo Formou, Forma E Está A Formar, Princípio que a tudo dá o respirar, o sobreviver, o Existir, o Resistir, o Ser, elas espelham a partir do Mundo Da Imaginação a Face da Deusa Hecate aqui sendo considerada. Guiar-se por uma Voz que ouvida pode ser quando a leitura possui uma objetividade a mais, uma Busca de novos potenciais resultados visando a mais novos conhecimentos, uma Busca de novos produtivos alcances de principiadores estudos acerca das Coisas Ocultas que se escondem até nas mínimas frases escritas que se permitem manifestar nas entrelinhas das páginas das revistas em quadrinhos, uma Busca de fatos que aos olhos humanos desacostumados com a Visão (um Dom Interno inato em todo ocultista) parecem esplendorosamente descartáveis. Guiado por uma personagem como a Lady Death, por exemplo, podemos nos fazer morrer nos instantes de leitura mais completa, diante da visão terrível mais intensa, diante do memorável torpor hipnótico da medida correta do afastamento do Plano Físico e no adentramento no Mundo Da Imaginação à leitura mais concentrada que se possa ter. Com a lâmina das certezas assassinando a lama das incertezas, a nossa Guia, Lady Death, pode nos fazer atravessar o seu Mundo de uma maneira indeterminada, pois tudo no Mundo Da Imaginação modifica-se conforme as vontades humanas que fazem-no Existir, Resistir E Ser. As Potências Imaginadas chegam a nos cercar, o intenso pulsar das manifestações imaginativas de cenários nos próprios cenários das histórias que lemos, chegam a nos exasperar, a Guia, Lady Death, vai nos movendo, vai nos assassinando, vai assassinando tudo em nosso redor, para que ressuscite em nós o primeiro momento da Consciência Interna, esta que polariza tudo, molda tudo, dá uma Forma a tudo, dá um Conteúdo a tudo, e, assim, uma obra ocultista de leitura pode chegar a um resultado, a uma consequência, a uma obra a mais, de positiva essência. 
 
Vivos, guiados pela Lady Death... 
 
Mais vivos, perto de uma Iluminação... 
 
Ressuscitados, na Iluminação propriamente dita...

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11 de julho de 2013

O Arquétipo Hecatiano Nas Sombrias Musas Dos Quadrinhos - Parte II


I - Hecate Propylaya, A Guardiã

Como apreciamos em todas as histórias de nossas sombrias musas, há sempre uma possibilidade da proteção de algo, seja este algo referente a um indivíduo particular ou a Grandes Questões Universais. Em face de tais proteções, nas quais imensas batalhas são travadas, há sempre esse caráter de Guardiã a lhes garantir uma identificação quanto aos seus propósitos. As sombrias musas, todas, são parte da Grande Noite, caminham pela Grande Noite, e isso é visível se nos atermos não apenas à sua aparência física, que denota isso, mas aos sentidos que nos conduzem os seus respectivos históricos. São criaturas que nasceram ou receberam O Dom Noturno em suas Existências, sempre marcadas por tragédias, desgraças, amores e inimizades que formam como que um círculo vicioso de experiências frutíferas, tanto em suas negatividades quanto em suas positividades, para os seus interiores. São criaturas vagando nas Esferas Dos Submundos, colhendo as trevas que mais lhe são caras, recolhendo as trevas que mais lhe são dignificantes, recebendo, às vezes, as trevas que mais lhe são indignificantes. São criaturas que trazem em si mesmas uma Magia Obscura, expressa no olhar, expressa no corpo, expressa no emitir de seu Ser em ondas cada vez mais puras de apegos e de apelas nos Reinos Da Escuridão. São criaturas que encarnam os encantos que todos os seres humanos apegados ao Obscuro sentem, encantos pelos prazeres noturnos proporcionados pelas Marés Da Vida correndo pela Grande Noite, encantos pelos dizeres noturnos de textos que se referem ao Cair a ao Ascender da Grande Noite, encantos pelos povoamentos todos de idéias abstratas e concretas nos redutos de passos em direção aos mais profundos e estranhos Reinos além do Reino Da Escuridão, Reinos Caóticos, Reinos Abismais. São criaturas que Sabem Abrir Os Portões. 
 
Hecate Propylaya é A Guardiã Dos Portões, Aquela Que Proporciona Toda Verdadeira Chave Para Todo Verdadeiro Abrir De Um Portão. O que são Os Portões? São as Aberturas De Caminhos para os Mistérios que se ocultam abaixo dos Véus Da Grande Noite, Mistérios ocultos em outros Mundos, em outras Dimensões, em outras Realidades, que são aquelas que não vemos fisicamente, mas que nos rodeiam mesmo assim. Para todo ocultista, cada um desses Mundos, Dimensões e Realidades são tênues e tocáveis, respiráveis e aspiráveis, realizáveis e expansíveis, interiormente e exteriormente. O Mundo Da Imaginação permite-se transitar entre todos os demais Mundos que nos rodeiam e, certamente, Hecate Propylaya proporciona toda e qualquer linha de histórias e de cenários em quadrinhos que tratem das temáticas do Terror e do Horror. Todo Portão vai se abrindo e, então, toda possibilidade se torna Real diante da face criativa do roteirista e do desenhista. Reparem nos cenários das histórias de nossas sombrias musas, por exemplo, quando retratadas em suas revistas ou ilustradas. Podemos perceber as influências de outros Planos nelas dispersos, Planos nos quais, ativamente, elas agem, abrindo Portões para o Mundo Da Imaginação. Após os Portões, atravessando-os durante a simples leitura ou o simples contemplar de um desenho ou de uma ilustração, estamos perto delas, bem perto, sentimos suas respirações, sentimos suas aspirações, somos suas respirações, somos suas aspirações. Terrores, horrores, imagens de dores, imagens de angústias, imagens de sensualidade extrema, a pureza da mais clara sombra, a impureza da mais obscura luminosidade, a incerteza do mais baixo teor de realizações, a certeza do alcance do Ser de cada personagem, enfim, pode-se permitir em nós acender a chama mais viva que compreender nosso Verdadeiro Compreender. 
 
Através das sombrias musas, em sintonia com as sombrias musas, em cadência finíssima de vibrações com as sombrias musas, em experiência de sintonizações a mais com as sombrias musas, temos o impacto da Realidade Sombria diretamente disponibilizado ao nosso humano olhar. Não se deixa, infelizmente, de ser humano, ao tocar assim no Mundo Da Imaginação que aberto pode ser à leitura das histórias delas. O Ocultismo não trata de tornar nenhum de seus Adeptos um “super-homem” ou uma “mulher-maravilha”, estes não são os objetivos ocultistas principais e nem são as metas que cada ocultista deve ter em mente. Nenhum leitor, claro, se aprofunda dessa maneira, aqui descrita à maneira oculta, de forma consciente, nas premissas deixadas veladas no interior das histórias das sombrias musas. Mesmo assim, os Portões abrem-se, o Mundo Da Imaginação abre-se e, mesmo que se considere um sonho os resultados perceptíveis das Aberturas, tais resultados SÃO o alcance daquele Mundo. Assim ocorre em toda história em quadrinhos, de qualquer gênero que se possa ter e imaginar. Imaginar: O Mistério Do Verdadeiro Leitor, seja ocultista ou não. Imaginar: O Mistério Do Verdadeiro Ler, seja ocultista ou não. Imaginar: O Mistério Do Verdadeiro Compreender, seja ocultista ou não. Pode-se imaginar a Vampirella, por exemplo, vivamente agindo em si como uma mulher que mais pode te tocar no âmago inato de sonhos não-contados ao mundo. E pode-se tornar a Vampirella, ainda dada como um exemplo, uma mulher Real, que pode te tocar, que você pode tocar, que pode te ter, que você pode ter. Tudo pode ser feito com a Vampirella, tornada uma Guardiã da sua Imaginação, mas você não pode se tornar o Guardião dela, a qual é o produto materializado do Mundo Da Imaginação que te guiou ao materializá-la Real diante de ti. Guardiã da sua Imaginação, Vampirella te quereria, para todas as coisas que tu quisesses com ela fazer, desde Ascender, até Descer e lá onde não se pode ter noção de um Nome, permanecer. Uma Guardiã, Vampirella te protegeria, moldaria um outro Mundo, moldaria uma outra Dimensão, moldaria uma outra Realidade, moldaria um outro Plano, apenas porque assim iria querer que ocorresse a sua própria Vontade e não a dela, a qual, como dito, permaneceria sendo um Ser do Mundo Da Imaginação que, por alguns instantes, tornou-se diante de ti Real. 
 
Você pode, então, fazê-la com que te morda e conceda a ti a Vida Eterna... 
 
Ou fazê-la guiar-lhe mais a fundo nas Sombrias Esferas Sombrias... 
 
Vampirella, Guardiã... 
 
Guiando... 
 
Nas Sombrias Formas, guiando...

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10 de julho de 2013

O Arquétipo Hecatiano Nas Sombrias Musas Dos Quadrinhos - Parte I


Hecate Eu Sou
Hecate eu sou, Mãe Negra, a Anciã.
Meu rosto é enrugado como uma pedra idosa.
Meus olhos são pretos como o breu, meus cabelos brancos como a neve.
Eu sou a noite escura sem lua.
Eu guio pelo lugar da Caçada Selvagem com meu poder negro
Pelo inverno à meia-noite.
Meu reino começa na noite do Samhain
E dura até o dia da Luz de Imbolc.
Para as bruxas, eu sou sua Rainha divina
Sua líder, pelos séculos.
Eu as ensino o poder mágico extremamente forte,
Eu as ensino a diferenciar o certo do errado.
Mas se elas fazem o que é errado minha fúria as fará pagar por isso
E minha vingança fará com que seus destinos na Terra fiquem marcados.
Porque eu sou a Justiça, eu sou a Morte, eu sou a vingança, Lua Negra,
Eu sou a sabedoria e o Amor e a condenação do Mal.
Eu guardo todas as encruzilhadas de todos os lugares
Quem viaja com o mal deve tomar cuidado!
Eu tiro-lhes a alma e faço com que fiquem insanos
Para que nunca mais tenham a chance de cruzar meu caminho novamente.
Eu sou terrível, gentil e implacável.
O que você vê em mim é você mesmo.
Quando sua hora chegar, eu o chamarei para junto de mim
Para passar pelo lugar da Caçada Selvagem até seu renascimento.
Então venha, minha Filha Bruxa
Siga meu caminho
Do poder mágico, não tenha medo de minha fúria.
Se você tiver coragem, será minha sacerdotisa.
A escolha é sua, o que você escolher acontecerá.
(sem autoria) 
 
extraído de:

Inomináveis Saudações a todos vós, leitores virtuais.
 
A apreciação pelas sombrias musas dos quadrinhos acomete a diversos leitores do mundo de maneiras que para os que estão distantes de tal mundo soam obsessivas e ridículas. Eu, Inominável Ser, confesso que possuo uma infinita fixação por Vampirella, Lady Death, Lady Demon, Purgatori, Chastity e demais maravilhosas criaturas do sexo feminino que povoam histórias recheadas de horror, terror, sexo, sensualidade e morte. Usualmente, a maioria dos leitores e até quem não é apreciador do gênero de histórias das ditas personagens vê apenas mulheres com corpos esculturais que geram desejos carnais os mais profundos e avassaladores. Porém, há os que procuram, a fundo, revelar o que há além da simples anatomia das personagens, da simples beleza física, da simples e nítida concentração dos roteiristas e dos desenhistas de suas histórias na sexualidade exagerada e na sensualidade explosiva. Aprecio tanto a beleza física quanto a busca pelo Algo A Mais que há em personagens dos quadrinhos, principalmente as que aqui estão sendo consideradas; e foi em um momento de reflexão que iluminou-se, de repente, em mim, algo que eu nunca havia pensado e que tem toda a razão em ser a explicação pela minha fascinação e a de outros leitores que possuem um contato de muita intimidade com o Ocultismo e a Magia nelas: as sombrias musas dos quadrinhos representam, em forma de Arte, a Arte Do Desenho e a Arte Da Ilustração e a Arte Da Pintura, na qual também chegaram, o Arquétipo Hecatiano. 
 
O Ocultismo, que pratico de um modo todo particular, assim como muitos ocultistas, possibilita um aprimoramento e um redimensionamento do Espírito, O Verdadeiro Guia do corpo físico, além do que se pode obter quando não se tem acesso a certas Forças. Dentro da visão ocultista pode-se Ver o que as sombrias musas dos quadrinhos apresentam em sua faceta esotérica, pois elas existem, Existem Verdadeiramente, no Mundo Da Imaginação. Um dos patamares maiores do Ocultismo, a principal força movimentadora do ocultista, é a Imaginação, pois Imaginar É Ter Acesso Ao Pleno Realizar. Dentro das Esferas Da Imaginação, colhendo um pouco de tudo que lhe chega ao Olhar Interno, o ocultista pode conceber as suas próprias interpretações da Realidade, formando um todo com o que chamamos de Mundo Real e o Mundo Da Imaginação. Sendo existentes, como todos os personagens de todas as histórias já escritas, que estão sendo escritas e que ainda serão escritas, as sombrias musas dos quadrinhos podem ser levadas para os Caminhos Hecatianos, já que se traduzem em Seres que permitem tal associação. A Deusa Hecate, que muitos desconhecem, que muitos tem apenas em seu Aspecto Infernal, possibilita aos que se achegam a Si com humildade e respeito As Aberturas Dos Portões Do Mais Real. Prefiro crer continuamente que o Oculto No Sombrio possa ser mais aprofundado em termos da atenção para os valores dos simbolismos estéticos presentes nas revistas de Terror e Horror, de riquezas que a orbe acadêmica das faculdades e universidades ignora e despreza, assim como muitas pessoas da nossa sociedade que apenas lêem o que lhes é mais aconchegante, fácil e agradável de ser assimilado e, depois, esquecido. Dentro de tal perspectiva, então, fui inspirado e inspirei-me a escrever este artigo ligando o Ocultismo aos Quadrinhos De Terror E Horror conforme os cinco principais Aspectos de Hecate que, interpretando de um modo livre (considerando todas as sombrias musas de um modo geral), pois a liberdade é essencial ao ocultista que quer Verdadeiramente Saber e Verdadeiramente Ser, serão a seguir apresentados. 
 
Insisto, antes, em dizer que este artigo é escrito por um não-seguidor de tradicionalismos em matéria de Ocultismo e, portanto, um Ser livre dos arcaismos que muito podem haver em tal meio. Minha visão da Deusa Hecate, aqui, é pessoal, nascida das minhas práticas em meu contato com Ela, sendo, ausentes, de qualquer livro, site, ordem ou seita que A adore e siga. É um trabalho de um Auto-Iniciado, melhor dizendo, que gosta de desenvolver, livremente, a sua veia ocultista, sem pretensões de querer parecer um “Senhor Da Verdade”, mas, apenas, desenvolver novas interpretações do Oculto que há em todas as formas de Arte. Apreciem a leitura e Imaginem, aí, perto de vós, leitores virtuais, as sombrias musas dos quadrinhos. Apreciem a leitura, que se expandirá nos cinco posts que serão publicados em sequência neste blog e deixem que a Deusa Hecate vos toque e conduza na compreensão da mesma...

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9 de julho de 2013

A Ideologia Constantine - Parte III


Saio sem fazer barulho, como se fosse para não acordá-la...
Contente por ter lhe dado
alguma paz.
Lá fora, a vida no Inferno continua.
Só que, agora, o material isolante foi arrancado
e o vento faminto da mortalidade
arranha os ossos de todos.
E eu gosto dessa sensação.
O mundo ainda é um lugar feio e feroz,
cheio de almas tristes enfrentando
uma tempestade de merda
para sobreviver...
Mas,
estou em contato com isso outra vez.
Estou bêbado feito um adolescente,
com uma paixão fervorosa por justiça humana...
Bêbado de amor...
    — Puta merda! É verdade...
Eu me importo com esses malditos imbecis de novo.
Até me importo comigo mesmo.

John Constantine
in: A Horrorista, Parte 2, pag. 48

Importar-se com a Humanidade. Importar-se dedicada e profundamente à Humanidade. Dedicação responsável. Dedicação de altíssimo valor. Dedicação de frutificações bastante vastas. Uma dedicação assim não combina com Seres como Constantine? É contraditório em um homem que é mais egoísta do que altruísta? É uma dedicação mentirosa? É uma dedicação hipócrita? É uma dedicação sensivelmente construida? A resposta, as respostas, apenas na leitura das histórias de Constantine, este que pode convosco, leitores virtuais, falar muito além dos balõezinhos. Apenas devemos ser claramente isentos de julgar precipitadamente todas as atitudes do personagem, tão bem moldado pelos seus roteiristas com uma densidade e uma profundidade de conteúdos isentos da superficialidade de muitos dos personagens do Universo Dos Quadrinhos. A principal preocupação é não contextualizar a personalidade do personagem nos moldes das contextualizações dos seres humanos que se especializam em visões moldadoras de como alguém é interiormente. É a mais viva das dádivas maiores uma análise de todo conteúdo de um personagem, ainda mais um grande personagem, muito bem aproveitado, como Constantine. Analisemos, então, a sua vida pessoal, mas sem a mítica simplória das fofocas das revistinhas vendidas nas bancas de jornal. Analisemos de uma forma livre de excessivos psicologismo, livre de sentimentalismos, livre de posicionamentos em caminhos simploriamente dotados de restos de auto-ajuda. Analisemos, então, o que é a relação de Constantine com o Amor... Amor... Na conclusão deste leitor e admirador, fã e criatura compreendedora do Ser Constantine, este não nasceu para a formação de uma família sólida, quer dizer, uma esposinha amável e adorável, filhinhos amáveis e adoráveis, enfim, uma família amável e adorável para os grandes bons olhos da nossa sociedade!
 
Esqueçamos Zed, Kit, qualquer outra mulher que vimos nos braços de Constantine em suas histórias. Esqueçamos e avancemos; como dito no parágrafo anterior, isto aqui não é uma estúpida e vazia revista de fofoquinhas como a Quem, a Marie Claire, a Caras, a Contigo, qualquer dessas bostas fodidas para mentes que não sabem raciocinar além do óbvio, superficial e vulgar. Equivale, assim, a constatarmos uma realidade que nem mesmo o personagem, visivelmente, consegue visualizar: a trilha dele, a verdadeira trilha dele, passa longe do Amor, o Amor que é o da sentimentalidade excessiva, guiando à carnalidade sendo satisfeita, culminando na união muito comum de um homem e uma mulher a fins de procriação. Esse tipo de Amor é exatamente isto: mera desculpa esfarrapada para a procriação. E este é o tipo de Amor que é maior e mais justamente perceptível em Constantine se nos atermos aos seus fracassos em tentar ser uma pessoa devotada ao comum ser bem quisto pela sociedade, o comum ser que casa e procria, simplesmente: O Amor À Humanidade, Amor que ele mesmo nega muito, mas Sabe que em si permanece. Como dito nas partes anteriores deste delinear da Ideologia Constantine, ele é trapaceiro, vigarista, canalha, capaz até de te trair pelas costas se for necessário, pisando até em seu sangue ao solo se duvidar; entretanto, o maior trunfo dele e o menos visado por muitos leitores, está nas concessões que ele faz à Humanidade. Tais concessões ficam claras no início desta terceira e última parte de um trabalho crítico-analítico voltado para o Ser Constantine., no trecho citado de A Horrorista. O trecho é um completo resumo das características principais de tais concessões, características de ideal anunciação do prazeroso estado de Ser um não-dado à indiferença total com relação aos demais seres humanos. No segunda parte do artigo, quando ele se refere aos seus “colegas” em Ocultismo, ele declara que os mesmos fugiram da realidade, não estão acostumados com o contato íntimo demasiado à margem dos rios e oceanos e galáxias e universos e criações mais abissais, tanto do Mundo Das Trevas e dos Infernos quanto do Mundo Humano. 
 
Que Mundo Humano? 
 
Afinal, nosso mundo, o mundo no qual Constantine poderia estar a caminhar, o mundo nos Quadrinhos no qual Constantine caminha, não é O Mundo Desumano, O Mundo Da Desumanidade Que Substituiu A Verdadeira Humanidade? 
 
Não somos nós, aqui deste mundo, mais desumanos do que humanos?
 
Não são os personagens do mundo de Constantine mais desumanos do que humanos?
 
Somos bastante desenvolvidos, por um acaso?
 
Somos seres superiores, por um acaso?
 
Os personagens do mundo de Constantine são bastante desenvolvidos, por um acaso?
 
Os personagens do mundo de Constantine são seres superiores, por um acaso?
 
Entre O Humano e O Desumano, entre A Humanidade e A Desumanidade, entre A Glória Eterna e A Desgraça Contemporânea, Constantine caminha, vestindo seu sobretudo, fumando seus cigarros. Ele te seduz, leitor virtual... Ele te seduz, leitora virtual... Para muitos, o mundo dele, o mundo de um Ser que não pode ser medido, pesado e conjugado como determinável diante dos padrões sociais e morais que apodreceram todas as chances de uma verdadeira evolução desta nossa civilização, é uma coisa desprezível. Para outros, John Constantine e seu mundo são puro lixo, não o consideram um personagem importante para a História Dos Quadrinhos, não o vêem como um dos mais instigantes e interesantes e pulsantes da História Dos Quadrinhos. Para outros, ainda, o Louco Ser Constantine é um personagem esquecível, sem atrativos de maiores capacidades a torná-lo algo importante para a mesma História Dos Quadrinhos. A Terra é um mundo de liberdades, as de pensamentos, as de opiniões, pelo menos. Para quem é fã do Superpoderoso Constantine, Superpoderoso a níveis de fazer o que muitos nos Quadrinhos não possuem a coragem e nem a capacidade e nem o interesse em fazer, ele é O Mago, Querendo Fazer, Sabendo Fazer, Ousando Saber, Calando Sobre O Seu Saber...
 
Aqui conclui-se A Ideologia Constantine, esta série de artigos especiais sobre Hellblazer. Comentem, opinem, divulguem ou esqueçam o que leram assim como a fumaça do cigarro de John Constantine rapidamente esvai-se...

Saudações Inomináveis a todos vós, Coveiros e visitantes.

8 de julho de 2013

A Ideologia Constantine - Parte II


Conhece aquela frase: “Se você não lembra dos anos sessenta é porque não estava lá”? Sabe aquele papo sobre paz e amor, o ácido que a gente tomou, cara, e a curtição adoidada?
Bem, amigo... Eu estava lá.
E me lembro direitinho dos anos sessenta.
1 de outubro de 1969 foi meu primeiro dia no Inferno. 

John Constantine
in: Hellblazer Especial – A Confissão – pag. 9

As aventuras de Constantine nos anos sessenta, suas experiências todas neste período onde vigoraram e imperaram a livre sexualidade e o consumo de drogas em ritmo acelerado por grande parte dos jovens, foram de fundamental importância para todo o amadurecer do seu caráter. Janis Joplin, Jimmy Hendrix, Rolling Stones, Beatles, The Doors, o Maio De 68, a Guerra Do Vietnã, o LSD... Em uma rica época da História Da Humanidade deu-se a formação de Constantine, totalmente envolvido e absorvido pelas esperanças, sonhos, atos e altitudes todas dos demais com os quais convivia bem de perto, experimentando de tudo, conhecendo de tudo, vivenciando instantes que a muito lhe afetaram. Contudo, uma época, uma sociedade, o mundo, definitivamente não tende a totalmente formar um indivíduo totalmente pleno de si mesmo e nem a injetar idéias que contenham reações diretas ao que prega e possui. Constantine já adveio de um meio no qual já estava a formar-se como o indivíduo que é e apenas o convívio com os mais desregrados e rebeldes de sua época de juventude auxiliaram na aceleração do despertar de sua personalidade que tão rica encanta a todos nós, leitores. 
 
Tudo conduziu-o à tragédia de Newcastle. Desde a infância, a infância na qual iniciou o seu envolvimento com a Magia e onde deu os seus primeiros passos em direção ao Inferno, tanto o que possui em seu Eu quanto naquele que é um Plano Espiritual. A ideologia ocultista de Constantine é como o lema do Movimento Punk, do qual ele tomou parte também: “faça você mesmo”. Notamos que ele não se importa em querer parecer com um Eliphas Levi Zahed, um Aleyster Crowley, um Charles Webster Leadbeater, um Papus ou qualquer outro dos grandes ocultistas que a Terra conheceu; e nem se parecer com um dos muitos “ocultistas” deste nosso mundo virtual que enganam mais a si mesmos do que aos demais com as suas doutrinas que misturam o denominado Neo-Paganismo com a mais baixa Feitiçaria descaradamente. Muito menos, podemos verificar nele a intenção de ser um “Mestre Das Artes Arcanas”, como os seus companheiros no universo DC Doutor Destino, Vingador Fantasma, Espectro e outros; acerca destes, é assim que ele os define em um diálogo com o Rei Dos Vampiros ao ser perguntado por este se gostava dos seus “colegas” de ramo (Hellblazer 50 – pag. 12):

Se está se referindo a esses babacas que usam Magia que nem água e se vestem como travestis, não, eu não gosto mesmo.

Mais adiante (mesma edição, pag. 15):

Se quer saber, são todos malucos andando por aí com caras e bocas enigmáticas. Esses otários desapareceram no próprio umbigo e se esqueceram da vida.

E na página seguinte ele arremata:

Esse pessoal se contenta em passar a vida enfrentando
o Perobo Escarlate ou coisa que o valha,
mas eu quis fazer algo que valesse a pena.

Afora o seu fracasso com o Monstro Do Pântano, podemos dizer que Constantine foi bem sucedido em suas empreitadas ocultistas nada convencionais, sempre utilizando-se da trapaça, do jogo sujo, da manha, da malícia, da esperteza e da canalhice que lhe é característica firme e impressionante. Falar assim até é fácil diante da leitura superficial do personagem, uma leitura que equivale a julgá-lo como um mero experimentador na Arte Do Ocultismo, um Mago de araque, um sujeito apenas destinando-se a tecer o seu caminho de experiências no meio oculto como se brincasse com jogos de fáceis entradas e saídas. Mas, Constantine, desde que na infância folheara o seu primeiro livro de Ocultismo, condenou-se, como todos os seus ancestrais, a trilhar uma estrada que apenas dores, lágrimas, sofrimentos e solidões vieram a trazer-lhe. O Caminho Oculto não é uma jóia de belas dimensões apreciáveis e nem um mar de alegrias a todo instante de descobertas e desafios nele superados. Todo ocultista, ocultista deste nosso mundo dito como “real”, Sabe que não pisa em pétalas de rosas que possam lhe dar amoroso e florido tapete de grandes conquistas e realizações. Ocultismo não é uma praia. Ocultismo não é um boteco. Ocultismo não é um bordel. Ocultismo não é uma boate. Ocultismo não é um parque. Ocultismo não é um shopping. Ocultismo não é um cinema. Ocultismo não é uma novela de televisão. Ocultismo não é uma foda. Ocultismo não é uma guerra. Ocultismo não é um conto de fadas. Ocultismo não é um esporte. Ocultismo não é um concurso. Ocultismo não é uma aula de faculdade monótona na qual se deva aprender a como efetuar raciocínios que decoram tudo ensinado. Ocultismo não é a complexa via que os seus adeptos tradicionais pregam e é contra tais adeptos, nos quadrinhos, que Constantine vem a ser um representante fiel de todos aqueles que fazem o seu próprio caminho nele, não estando ligados a Escolas, Tradições, Ordens, Cultos, Seitas e Religiões Esotéricas. É um solitário caminhar mui doloroso, sofrido e causticamente constituído de pontas de facas afiadíssimas ao longo de cada percurso percorrido. 
 
Assim como no Caminho dos adeptos tradicionais, o dos adeptos como Constantine se constitiui de um amontoado de perigos percebíveis, imperceptíveis, barulhentos, silenciosos, duros, delicados. Constantine, não seguindo a cartilha do usual e do costumeiramente reconhecido no meio ocultista, é um andarilho que representa, também com fidelidade ímpar, O Louco do Tarot. Indo de um lugar a outro, resolvendo casos, investigando, complicando, experimentando, buscando, ele sobrevive para cada vez mais entranhar-se nos Mistérios Ocultos Do Mundo à sua maneira. Todos vão tombando, mas, qual O Louco, com uma sacola de recursos a mais escondida no sobretudo, ele continua a caminhar atrás de mais e mais e mais experiências que lhe sejam um desafio, um aprendizado, um conteúdo a mais, uma chance de conhecer mais e se preparar para toda e qualquer eventualidade que lhe ofereça riscos à existência. Nesse caminhar dele, onde tombam muitos, vemos em seu Ser muita insensatez e muita coragem ao mesmo tempo; muita tolice e muita sabedoria ao mesmo tempo; muito amor próprio e altruismo enrustido ao mesmo tempo; muita arrogância e muita humildade ao mesmo tempo; muito cinismo e muita seriedade ao mesmo tempo; muito egoismo e muita humanidade ao mesmo tempo. Não vemos palavras místicas elaborada a torto e a direita; sacolinhas com pozinhos mágicos preparados especialmente para determinados eventos ocasionais; uma cartola cheia de apetrechos que se materializam instantaneamente quando evocados; uma varinha mágica de possantes e potentes qualidades. Vemos apenas um cara comum de sobretudo e silk-cut nos lábios, de aparência comum a todo e qualquer sujeito que caminha ao nosso lado nas ruas todos os dias. Um cara comum que já salvou o mundo diversas vezes, mas nunca obteve o reconhecimento devido por seus feitos, feitos que cada um de nós pode definir como heróico ou, simplesmente, motivos para que ele experimentasse a utilização de seus conhecimentos ocultos. Um cara comum que é um grande Mago e que reconhece não ser perfeito e ter falhado diversas vezes em sua trajetória iniciática. Um cara comum que pode te auxiliar e, à mesma proporção, te fazer tombar enquanto ele continuará a caminhar, passando até por cima do seu cadáver... 
 
Continua no próximo post.

 
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