14 de agosto de 2011

A Mulher Guerreira Segundo Luis Royo - Introdução


Titanide


Marche,

Titanide...


Marche,

Titanide,

Marche...


Marche,

Titanide,

Marche,

O Campo nos aguarda...


E onde está aquela velha sintonia?

E onde está aquela velha melodia

Que os teus olhos exibiam

Naqueles antigos dias?

Onde está tua beleza,

Toda tua sintonia

Com as mais belas e fortes melodias,

Que são mais do que as dos teus olhos,

Que eu verei ainda mais

Por mais antigos dias?


Reergua-se,

Titanidade!


Reergua-se,

Titanidade,

Vibremos guerreiros

Novamente!


Reergua-se,

Titanide,

Ouçamos juntos

Novamente

Os Tambores Da Guerra!


E eu irei até o encontro

Da tua alma perdida,

O Paraíso Encontrado

Da tua vida,

O vendaval que vem da magia

Da mais eterna sensação tardia.

E eu verei aquela bela

E antiga poesia

Que a tua beleza automanifesta

Em toda tua terna morada,

Onde O Todo É O Mais Todo

Dos Anjos

Que Abençoam Tua Existência

Divina,

Ó,

Amada Das Amadas

Menos Fugidias!


Guerra,

Titanide!


Guerra,

Titanidade,

A Verdadeira Guerra!


Guerra,

Titanidade,

Vamos combater

A Falsa Vida!


Mulher Sagrada

Da Essência Da Beleza

Das Formas,

Titanide Musa Ninfa

Da Cálida Flor Nascida

Do Teu Fogo Real,

Tua Chama Criadora

Do Ideal

Que Em Mim

É O De Te Ver

Uma Deusa

Que Afrodite Nunca

Imaginou Ser

Uma Deusa

De Luzidia Explosão

Quando Tu Nasces

A Cada Alvorecer

Deitada Nos Sós...


Marchemos,

Titanide...


Marchemos,

Titanide,

Para O Campo...


Marchemos,

Titanide,

Para O Campo

Da Verdadeira Vida!


Inominável Ser

UM TITÃ

QUANDO POETIZA



Inomináveis Saudações a todos vós, cadáveres leitores.


Após tanto tempo tendo contato com um artista, podemos tecer sobre o mesmo as nossas próprias opiniões. Estas opiniões não são, no entanto, as de um especialista, de um obstinado crítico apenas movido pelo desejo da análise e da pesquisa. As nossas próprias opiniões, quando sinceras, quando verdadeiras, quando apaixonadas, são senhoras de palavras que interpretam os simbolismos explícitos e velados dentro dos trabalhos de um artista. Por Luis Royo tenho uma devoção fanática, muito excessiva, considero-o como um dos melhores artistas do mundo, senhor de um talento emblemático que cultiva as melhores formas possíveis da expressão maior que cativa aos seus apreciadores de um modo único, especial e aprofundante de toda a mensagem transmitida por cada imagem, mais do que o próprio ilustrador tenha imaginado, algumas vezes. Nesta série de artigos, vou explorar um pouco a arte da magistral exibição de Poder oriunda de sua Mulher Guerreira, o tema mais comum, e nada simplório ou monótono, da Grande Arte por ele desenvolvida.


O que vocês, cadáveres leitores, vêem, à primeira vista, quando visualizam uma ilustração representando uma mulher guerreira, de qualquer autor? Apenas isto: uma mulher empunhando uma espada, com armadura ou seminua, com olhar ameaçador e postura agressiva? Uma representação da violência de tempos antigos e, até mesmo, uma possível alusão a este nosso contemporâneo desgraçado tempo tão violento? Uma simples, mais uma, imagem erotizada de uma guerreira dos antigos tempos? Há conteúdo na Arte Ilustrativa para corroborar as opiniões mais diretas nascidas de uma simples e não-aprofundada observação, opiniões que nascem da rapidez que, algumas vezes, temos com qualquer objeto que possamos ter à nossa frente. Mas, quando paramos, relaxamos e deixamos que a nitidez de uma ilustração, de um desenho, de uma pintura ou de uma realização digital se fixe em nossa mente de um modo naturalmente real, sem a necessidade da pressa, encontramos meios de interpretações que nos asseguram as possibilidades de termos uma ou várias opiniões próprias acerca do que admiramos. Não é um mecanismo interpretativo incomum ou extraordinário, é algo espontâneo, algo móvel, mutável, já que a cada vez que pudermos parar de ver tudo com a pressa tão típico deste nosso atual tempo, chegamos ao alcance de verdades próximos ou dentro daquilo que o autor quis propor com suas obras. Na mutabilidade das interpretativas formas, vamos ao alcance de ilimitadas concepções nossas, já que todos nós, quando nos dedicamos com sobriedade à tarefa de constuirmos algo que sirva para todos e não apenas para nós mesmos, somos capazes de nos aproximar do Grande Inspirador Eterno E Insondável de todos nós. A Arte é uma Expressão Divina, aqui na Matéria, de um atributo divino da Grande Substância; isto é uma teoria minha adquirida após a leitura de Baruch de Espinosa. E quantas teorias a mais todos nós podemos criar se desejarmos firmemente elaborar os nossos próprios passos em busca de conhecimentos além do que aprendemos até hoje através dos outros, conhecimentos que nunca serão os NOSSOS conhecimentos? A riqueza de um autor, de um artista, não está na incrível capacidade através da qual ele consiga vender milhões de cópias de sua obra e, sim, na inspiradora capacidade de nos incinerar n'alma a tal ponto que possamos senti-los bem próximos de nós e até Sentir Algo que está bem acima de nós, Algo que não precisa de explicações, Algo que não precisa de religiões, Algo que, simplesmente, Por Si Mesmo É.


A obra de Royo é rica e me chama bastante a atenção n'alma tanto em seus aspectos estéticos quanto nos simbólicos. É uma atitude viva a dele de imprimir em suas criações uma sintonia com realidades inerentes ao Misticismo, ao Ocultismo e à Religião, misturado a muitas referências pagãs e mitológicas. É um caldeirão de informações e de referências riquíssimas, ativamente ardentes e que viciam; pelo menos, para mim e para muitos pelo mundo, Royo é um bom vício, daqueles vícios que mexem com a nossa imaginação e nos aproximam mais do Mundo Da Imaginação. Há muito mais na Mulher Guerreira dele do que um olhar detonador, seios suntuosos, coxas maravilhosas, nádegas avantajadas e cinturas de pilão tão típicas de quase todas as mulheres por ele desenhadas. É um modo todo especial o da Mulher Guerreira de Royo, não sendo o do simples empunhar de uma espada com o intuito de verter o sangue do inimigo, há muito mais Nela... Isto, exatamente isto, é o que eu quis dizer acima quando me referi a um aprofundamento, com calma, em tudo que esteja ao nosso capacidade, um aprofundamento que nos leve a especular, a imaginar, a teorizar e a moldar a geração de um conteúdo que possa, pelo menos, dar no que pensar quando atingir a um específico público leitor, o que é o caso de todos vocês que visitam ou acompanham o desenvolvimento deste blog. Vamos, então, viajar com calma neste guerreiro mundo de Royo e de sua Mulher Guerreira, sem a pressa, a famosa inimiga de toda perfeição, mas na calmaria da brisa suave das tardes de verão regadas às observações de certas belezas nas ruas ou nas praias... Este não é um estudo para as almas cultas do mundo e nem virá acompanhado de uma linguagem mais propensa a não ser compreendida por uma alma sequer, até mesmo a dos mais altos cérebros que pululam nas faculdades e universidades do mundo. De maneira simples, estando dentro das simbólicas propostas de Royo, que esta série de nove artigos vai ganhar, semanalmente, aqui, vida, no exame de algumas das ilustrações que possam ser de maior utilidade nesta minha teoria acerca da Mulher Guerreira tratada por Royo em sua obra.


Guerreando calmamente com ela...


Guerreando calmamente com a Mulher Guerreira...


Guerreando sublimes com a Sublime Mulher Guerreira...


Guerreando e sonhando...


Sonhando e guerreando...


Marchando Marchando Marchando...


Conduzidos pela calmaria das palavras...


Sentindo a guerreira brisa suave...


Sntindo o calor do guerreiro sol inspirador...


É com um espírito assim, espírito beijado pelo sol da Imaginação, que convido-lhes a guerrearmos juntos com A Mulher Guerreira Segundo Luis Royo. Relaxadamente... Pausadamente... Calmamente... Jogando toda a pressa inútil na privada...


E guerreando na consciência determinada a sonhar, sonhar, sonhar, sonhar ouvindo os Tambores Da Guerra...

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