31 de outubro de 2009

Constantine: Reconstrução Ou Destruição De Um Clássico Personagem?




ANO DE LANÇAMENTO
2005 (EUA)

DIRETOR
Francis Lawrence

ELENCO
Keanu Reeves
Rachel Weisz
Shia LaBeouf
Djimon Hounsou
Max Baker
Pruitt Taylor Vince
Gavin Rossdale
Tilda Swinton
Peter Stormare
Jesse Ramirez

ROTEIRO
Kevin Brodbin
Garth Ennis
Frank Cappello

PRODUÇÃO
Lorenzo di Bonaventura
Akiva Goldsman
Benjamin Melniker
Lauren Shuler Donner
Erwin Stoff
Michael E. Uslan

MÚSICA
Klaus Badelt
Brian Tyler

EDIÇÃO
Wayne Wahrman

SINOPSE
Keanu Reeves é a estrela deste filme a transpor o Universo de John Constantine para os cinemas. Egoísta, fanfarrão, cínico e envolvente, Constantine soluciona os mais complicados casos tidos como sobrenaturais, assim como pensa apenas em se safar, em salvar a própria pele, das batalhas que eternamente assolam este mundo e a Criação. Neste filme, além de lutar contra as forças tanto dso Céu quanto do Inferno, o mago possui uma batalha muito mais terrível para ser vencida, acima até das bizarras demonstrações de poder das forças que combate: um câncer no pulmão.

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Inomináveis Saudações a todos.

As transposições de ´personagens dos Quadrinhos para o Cinema tem sido de frequentes sucessos e insucessos. No entanto, Constantine encontra-se entre os filmes mornos, os filmes que poderiam ter rendido muito, mas nada foram do que um mero divertimento e um passatempo comuns. O filme chega a empolgar em determinados momentos e a ser meramente vazio em outros; toca em assuntos bíblicos existencialistas e em questões sobre religiosidades e crenças pessoais; possui diálogos cáusticos e outros movidos pelo poder do senso comum; efeitos especiais que funcionam em determinados momentos e que são desnecessários em outros; qual foi o problema principal com este filme?

O principal problema foi a inserção direta da vontade dos produtores da Warner no filme, tornando-o degustável para o público não-acostumado com a canalhice crônica do original John Constantine, que no ventre da mãe enforcou o irmão com o cordão umbilical; costurou o nome do pai na boca de um sapo, enterrando-o e fazendo, assim, um feitiço que fez o pai, literalmente, secar; usou a maioria dos amigos que teve em prol dos desafios ocultistas e mágicos aos quais se propôs, abandonando-os na hora que eles mais precisavam; usa a todos de diversas maneiras, um descarado manipulador que pensa apenas em si mesmo; não se importa com mais nada a não ser com a sua própria alma e a busca de um desafio mágico a todo momento. Tal criatura, criada por Alan Moore nas páginas da revista Swamp Thing, se literalmente transposta para as telas do Cinema, seria muitíssimo interessante, já que não se trata de um herói e nem de um anti-herói, mas de um vilão enrustido abaixo de uma suposta capa de “bom-mocismo” que não convence muito em todas as histórias; mas, como o moralismo americano sempre fala mais alto, o personagem foi amenizado, tornou-se um “cavaleiro cristão defensor dos valores do Bem”, deixou de ser louro e, o mais ridículo, se tornou mexicano criado em Los Angeles quando no original nasceu em Liverpool, na Inglaterra... Mas a arrogância, o orgulho, o sarcasmo e o cinismo do personagem foram mantidos, apesar de Keanu Reeves não interpretar John Constantine em 100% de sua personalidasde, já que Neo 2 estamos a encarar durante a exibição inteira da fita.

Neste artigo vou vou alongar-me muito, já que não há muito a ser enaltecido deste filme irregular em todo o seu conteúdo; vou enfocar a conclusão do artigo em duas fundamentais diferenças entre fatos cruciais que ocorreram no filme e na história Hábitos Perigosos, escrita por Garth Ennis (que foi um dos roteiristas da versão cinematográfica), que serviu de base para aquele. O câncer no pulmão adveio do hábito de Constantine fumar trinta cigarros por dia; uma das cenas amenizadas se refere exatamente a este câncer, quando Constantine cospe sangue na pia do banheiro antes de saber que tinha a mesma. Nos Quadrinhos, ele cospe o pedaço de um orgão, como mostrado aqui e não apenas sangue:


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Hellblazer 41 - Página 6


Outra falha no filme foi o não enfocar na deterioração que o personagem demonstra por estar com câncer. Isso foi igualmente amenizado no filme, mostrando um personagem com câncer terminal enfrentando Demônios com uma metralhadora em forma de cruz e dando socos a torto e a direita, algo que nos Quadrinhos o personagem não faz. Foi cortada a cena de deterioração física de Constantine e assim temos a boa estampa de um homem com câncer terminal:


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Em um momento alto da história original, vejam a estampa do personagem, bem fiel ao seu estado de saúde:


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Hellblazer 44 - Página 15


Constantine, o do filme, não pode ser conectado ao personagem dos Quadrinhos em momento algum do mesmo. Assim como a adaptação do Hulk por Ang Lee, o filme aqui criticado não chega a ser bom e nem chega a ser ruim, encontra-se em um meio termo entre as duas categorias de qualidades. Como fã do personagem original, eu não poderia mentir neste artigo e pintar o filme como uma adaptação fiel ou uma “obra-prima”; a interpretação de Reeves deixa a desejar, assim como a de Rachel Weisz; e a dos demais atores, igualmente. O que dá interesse no filme fundamenta-se em algumas partes de seu roteiro e em alguns diálogos quase brilhantes, que poderiam ser melhores. Alguns membros deste fórum e visitantes devem ter gostado do filme, mas recomendo a versão original dos Quadrinhos e a própria história que o inspirou, Hábitos Perigosos. O filme, digo ainda, foi um fracasso de bilheteria nos EUA e dificilmente terá continuações...

Diante destes esclarecimentos bem simples de um fã do personagem original, lhes pergunto: ele foi reconstruído ou destruído no filme?

Saudações Inomináveis a todos.
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2 Ossos Lançados:

Cláudio Tadeu Cavallote disse...

Nunca vou esquecer da primeira vez que tive contato com esse personagem sarcástico e imoral, na revista "Monstro do Pântano". Prefiro não fazer nenhum comentário sobre o filme... fico com os quadrinhos... :)

Inominável Ser disse...

O filme realmente destruiu o personagem por inteiro, ficou ridículo e inverossímel, hediondo em todas as perspectivas! Keanu Reeves ainda era o Neo e o roteiro deixou muito a desejar, sem conteúdo e sem preodundidade!

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