28 de maio de 2009

Maldita



ANJO

Composição: Coágula / Vidaut / Canibal / Lereu / Magrão

Do lado obscuro da mente existem coisas que nunca devem ser ditas
Algumas delas podem ser vistas como delicadas
Enquanto outras são bizarras demais

Abaixo ao amor, abaixo a vaidade
Minha necessidade de me multiplicar
Abaixo ao amor, abaixo a vaidade
Minha necessidade de me multiplicar

Com a asa quebrada e um amor recalcado é o que tenho para te dar
Com cortes no corpo e a cabeça rachada o meu mundo vai acabar

Eu quero que o mundo morra para mim tanto faz
Porque eu me tornei um anjo e eu sei que sou capaz
De ser do seu tamanho, de te enfrentar
Porque eu me tornei um anjo e o anjo vai se vingar

Abaixo ao amor, abaixo a vaidade
Minha necessidade de me multiplicar
Abaixo ao amor, abaixo a vaidade
Minha necessidade de me multiplicar

Quer abrir as asas mas não tem suspensão
Leva um tempo pra se acostumar
Para mim o desprezo é fundamental, sua beleza me faz passar mal

Eu quero que o mundo morra para mim tanto faz
Porque eu me tornei um anjo e eu sei que sou capaz
De ser do seu tamanho, de te enfrentar
Porque eu me tornei um dos seus anjos
E o seu Deus quer me matar



Inomináveis Saudações a todos.

O lado obscuro da mente... O lado mais obscuro da mente... Aquele lado no qual residem os tantos infinitos monstros ou os tantos infinitos anjos ou os tantos infinitos demônios... O lado mais nobre ou o lado mais sujo... Pontuado por sensações que apenas se divulgam no silenciar que nos torna tão hipócritas se atados ficamos aos muros das ignorância e do medo e do seguir sempre o mesmo do mesmo neste mundo do menos do menos! Tudo, um dia, então, vai nos levar a uma decisão, a decisão de olhar para o lado obscuro... Tu já tentastes olhar para o lado obscuro de vossa mente? Tu já tentastes tocar a fundo no abismo do lado obscuro de vossa mente? Já tentastes com coragem, com toda a máxima coragem de cada fibra de vosso Ser, tocar no lado obscuro de vossa mente? Se tocas, se tocou ou se tocará, a sua verdade vai despertar; pode ser uma verdade demoníaca ou uma verdade angélica, nascida da liberdade de não pensar no ato de ser o mesmo do mesmo no menos do menos, como na letra da música acima... Tudo vai se redefinindo... Tudo vai se ampliando... As asas alcançam mundos infindos... As asas elevam-se e celebram a liberdade mais fértil e as palavras todas dentro do caldeirão obscuro da mente revelam-se... Revelam-se aterradoras... Revelam-se engrandecedoras... Revelam-se delicadas... Revelam-se indelicadas... Um Ser único renasce! Um Ser de si mesmo renasce! Abaixo a tudo que move o menos do menos! Abaixo a tudo que alimenta o menos do menos! Novas visões esclarecedoras acerca da realidade! Novas versões da realidade! Um Anjo Do Mundo, deste mundo, não de um mundo acima, de um elevado mundo acima! Aqui mesmo, aqui, o paraíso de algo que renasceu para si mesmo! No entanto, os seguidores do menos do menos, os seguidores representantes do verdadeiro inferno que podemos visualizar todo dia no comum viver humano, por tudo que molda o menos do menos, o Deus que se transformou em um ator dos movimentos deste insano mundo, não aceitam a mudança, não aceitam a liberdade, não aceitam o Novo Ser que se libertou sda humana mediocridade... As asas, mesmo diante disso, não param de bater... Não param... Não param... Não param... Mesmo diante do perigo das muitas mortes possíveis em redor e pulsantes pelo ar... Mesmo diante do perigo de mortalmente se foder...

Há muito, muito tempo mesmo, não me deparo com uma letra de uma música de banda brasileira tão inteligente, verdadeira, sincera e profundamente realizadora de uma abordagem tão rica quanto a presente na letra de Anjo. Esta música é a primeira da banda que ouvi, mas há muito já lera sobre ela na Internet, mas confesso que não tive tempo de conhecer o trabalho da banda... Felizmente, através do trabalho de divulgação de bandas neste fórum, pude tomar contato com a Maldita, uma banda de Industrial, independente, aqui do Rio de Janeiro onde este Inominável Ser que vos escreve reside. Talvez a minha interpretação da letra acima não seja a visão exata do que os autores da mesma quiseram dar-lhe; talvez, em muito, até eu tenha me afastado da visão fecunda que nela há; mas, o que prova a qualidade de uma letra musical não é exatamente a sua capacidade de dar a cada um uma necessidade de interpretação própria, de sentido próprio, um sentimento todo particular? Em minha pesquisa virtual para trabalhar neste tópico, após entrar em contato com a banda, encontrei uma outra versão de Anjo, a qual posto a seguir, uma versão que abre caminho para um novo rumo interpretativo do que os integrantes da banda quiseram nela transmitir.


No lado obscuro da mente, existem coisas
que não devem nunca ser ditas
algumas delas são vistas como delicadas
enquanto outras são bizarras demais

Abaixo ao amor, abaixo a vaidade, minha necessidade
de me multiplicar
abaixo ao amor, abaixo a vaidade, minha necessidade
de me multiplicar

Com a asa quebrada e um amor recalcado
é o que eu tenho para te dar
com cortes no corpo e a cabeça rachada
o meu mundo vai acabar.

Eu quero que o mundo morra, para mim tanto faz
por que eu estuprei um anjo
e eu sei que sou capaz
de ser do seu tamanho, de te enfrentar
por que eu me tornei um anjo
e o anjo vai se vingar

Abaixo ao amor, abaixo a vaidade minha necessidade
de me multiplicar
abaixo ao amor, abaixo a vaidade, minha necessidade
de me multiplicar

Quer abrir as asas mas não tem suspensão
leva um tempo para se acostumar
para mim o desprezo é fundamental
e a sua beleza me faz passar mal.



A sutil inserção de uma palavra a mais, a modificação da mesma, a colocação de outras, proporciona a quantidade de inúmeras interpretações que a música Anjo, em suas duas versões, proporciona. Não vou me expandir a mais nas colocações que faço aqui na abertura deste tópico, colocações que apenas foram inseridas por causa das críticas negativas que andei lendo pela Internet da parte de muitos que não compreendem o trabalho da banda Maldita e o que as suas letras proporcionam aos ouvintes mais atentos, que buscam algo mais em uma banda do que, simplesmente, visual ou batidas bonitinhas e letras enaltecendo “como a vida é bela” ou “como a popozuda ali da outra rua rebola”. Quem critica a banda Maldita desconhece o que as letras realmente dizem e atentam-se apenas aos temas polêmicos tratados pela mesma; na maioria, tais críticos são ouvintes do lixo pop que vigora com força nas rádios AM e FM, um lixo sem valor e sem sentido que causa arrepios e náuseas naqueles que buscam qualidade musical. Para tais críticos, o som de uma britadeira e o de uma orquestra clássica soam como a mesma coisa, são ouvidos atrofiados... Deixemos tais críticos no limbo, no esquecimento, sigamos adiante amaldiçoadamente!

Será divulgada aqui uma banda de superior qualidade musical, realmente superior, tanto nas letras quanto na sonoridade; e não digo isto para bajular os integrantes da banda, mas para reconhecer a excelência do trabalho dos mesmos.

A banda Maldita aqui no Projeto C.O.V.A. inicia a sua tumular jornada!

Vamos à sua biografia:

Maldita - Projeto C.O.V.A. - Forumeiros
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