7 de abril de 2009

Luis Royo - Parte I




Inomináveis Saudações a todos.

Ao cabo de pesquisas por ilustrações dark em meados do ano passado (2006), deparei-me com Luis Royo. Não me lembro exatamente qual obra deste grande ilustrador foi a primeira que contemplei e admirei, mas tenho, na memória, até hoje, a nítida sensação do impacto maior que tive ao visualizá-la. Assim como a leitura de Crítica Da Razão Pura, de Immanuel Kant, fez com que a minha mente obtivesse um salto quântico esplendoroso a nível de profundidade e rapidez, perspicácia e intelectualidade, nitidez e clareza, conhecer a obra de Royo provocou os mesmos efeitos, apenas que mais poderosos, altos, ampliados. Efeitos que equivalem ao alcance de um universo riquíssimo, que prende a alma em imagens a evocarem estâncias altas sublimes e abismos vorazes também sublimes; tanto as estâncias altas quanto os abismos sublimes definem a Arte de Royo. Escrevo Arte, Arte com “A” maiúsculo, simplesmente por se tratar da obra magnífica e magistral do maior dos mestres da Ilustração da contemporaneidade, não sendo possível traçar paralelos com nenhum outro. Afirmo isso como fã, como fanático, como admirador, como espectador, como relator, como contemplador, como estudioso, dessa obra, a qual resistirá ao tempo e, desde já, é eterna em sua personalidade ímpar e em sua complexidade elementarmente equilibrada.

Muitos vêem Royo apenas como mais um representante da denominada Erotic Art. Sim, o Erótico há na obra de Royo, mas vejo esta característica apenas como uma visualização dos mais primitivos e primordiais instintos humanos, que são os referentes ao desejo de prolongamento dos prazeres sensoriais e as puras satisfações dos sentidos, sejam tais satisfações quais forem. Toda a obra de Royo busca no sensual a força ideal realizando-se nas potências reais que fazem-na possuir uma força insuperável; admito O Erótico, mas A Sensualidade transparece mais aos meus olhos de estudioso esteta. Não há puritanismo nisso, as imagens eróticas, admito, são bonitas; no entanto, em meu trabalho como esteta, procuro não me apegar apenas ao que a superfície das ilustrações possam vir a dizer ao olhar dos que as analisam contemplativamente. Vou mais além em meus estudos, busco o não-dito, busco o não-especificado, busco o não-classificado, busco o que se adota naturalmente nas entrelinhas, nas ocultas margens de rios navegáveis apenas pelos que posicionam-se a favor de irem ALÉM do visível na concepção de estudos sobre um objeto sendo observado e analisado. Cada um possui um modo diferenciado, rico, de analisar a obra de Royo, cada janela das moradas de um esteta a estudá-lo vislumbra seu universo de um modo desvelador de mais e mais fatores explicativos e insinuativos de existências a mais no Ser de cada ilustração.

Há fóruns nos quais, simplesmente, dão-se a exibição, pura, simples e banal, das obras de Royo, sem uma análise aprofundada das mesmas, sem uma adequação das mesmas sob uma ótica mais intelectivamente possibilitadora de alcances maiores de objetivismos visando um qualquer tipo de conhecimento. Trabalhando, no Portal Gótico, com Royo, e demais ilustradores, resolvi experimentar um maneira diferente de tratar das temáticas propostas pelas ilustrações, utilizando uma linguagem que em si mesma traduz e explica a orgânica expansão da mesma em razão de uma linha interpretativa particular minha. Sou da escola dos que se cansaram de ouvir e repetir as palavras dos demais, buscando moldar, à sua maneira, os próprios pensamentos, as próprias palavras, as próprias teorias, os próprios métodos e modos de estudos. Foi trabalhando nessa linha de atuação intelectiva, analisando as ilustrações sob um olhar esteticamente mais delineador das mensagens nelas contidas, que consegui desenvolver a minha forma particular de interpretação das mesmas. Como eu disse anteriormente, cada um interpreta, analisa, estuda e afirma, acerca da obra de Royo, o que a sua intelectualidade lhe faculta primeiramente; secundariamente, o esforço e o trabalho contínuo no acreditar em seu próprio método crítico-analítico-interpretativo, forma, enfim, a identidade junto à imagem e a identificação com a mensagem repassada pela mesma. Aviso, desde então, a todos, que as interpretações aqui efetuadas da obra de Royo nascem da minha visão crítica-analítica-interpretativa e não devem ser vistas como verdades que valham a pena ser infinitamente seguidas como verdades válidas para o todo de todas as formas intelectivas de crítica, de análise e de interpretação.

Tudo é um exercício intelectivo. Tudo é um exercício na contemplação da Arte em geral. Como as minhas palavras aqui não são verdades, verdades sublimamente supremas e absolutas, peço aos membros que dêem as suas próprias opiniões, estabeleçam suas próprias críticas, reflitam sobre as ilustrações riquíssimas de Royo. Estas não me saem jamais da mente, nem nos momentos em que estou a relaxar e a realizar outras coisas. Impossível esquecer de ilustrações como Pendulum's Calm, Acacia Leaves, Bifid Chiaroscuro, Under The Blues, Mrs. Demming And The Mythical Beast, The Wings Of Reflection, Secret Reflections, Stern-Faced Temptation, Soho Walls, The Five Faces Of Hecate, Black Blade e de tantas e tantas e tantas e TANTAS outras ilustrações de Royo! Viajo nas mensagens ocultas. Navego nas imagens a mais reveladas ao meu olhar de uma forma pura. São imagens de uma Beleza Maior, O Belo nelas é o impulso inicial. São imagens sublimes, O Sublime, enfim, marca e identifica, afirma e consagra, o valoroso talento de Royo refeltido em toda a sua obra como um todo. Uma obra que alguns identificam como um “retorno ao obscurantismo”, como se o mundo fosse, hoje, um maravilhoso campo de alegrias onde as artes pudessem buscar inspiração apenas nas mais singelas e puras imagens... Que pensem que o obscurantismo seja a melhor e maior forma de classificarem, de rotularem, a obra de Royo; que pensem, pois a liberdade de expressão e de pensamento é uma conquista maior e espetacular do mundo contemporâneo, tão mais virtual a cada momento que passa. Que sejam, assim, as ilustrações de Royo para essas pessoas; para mim, conforme meus estudos feitos até agora, as ilustrações dele narram A Verdadeira História Da Humanidade, A Verdadeira Face Da Humanidade.

Este tópico será, então, uma versão mais aprimorada do tópico sobre Royo que criei no Portal Gótico. Aproveitarei as postagens que neste fiz, modificando e ampliando alguns textos e corrigindo alguns erros que os mesmos possam ter. Mas, este tópico, aqui na Cova Das Sombrias Escrituras, será bem diferente daquele, pois irei mais longe na análise, utilizando, claro, uma linguagem bastante acessível a todos vocês, membros e visitantes. Aviso que as imagens mais eróticas ficarão de fora, pois o objetivo deste fórum não é exatamente exaltam o profundo do Erotismo, mas O Sombrio conforme as artes que aqui estão disponíveis para serem analisadas e contempladas. Caso queiram encontrar as imagens mais pesadas de Royo, pesquisem no Google, no Yahoo, em qualquer ferramenta de pesquisa. Trabalharei, simplesmente, aqui, com o estudo estético, o qual englobará igualmente O Erótico, da Sombria Arte de Royo. Uma Arte, digo, admiradíssima, cultuadíssima e amada pelos seus fãs, como eu, um fanático por ela, repito aqui para confirmar essa minha particular faceta.

Caso queiram conferir uma biografia de Royo, acessem a página oficial dele:

Luis Royo
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