28 de março de 2009

Para Brandon Lee - Dezesseis Anos De Sua Desencarnação (1993-2009) - Parte I




Inomináveis Saudações a todos.

Este Tributo é algo que não podia deixar de ser efetuado, ainda mais aqui neste fórum dedicado ao que culturalmente é de eterna primazia, seja na Arte, seja no Humano, na Humana Arte De Ser, enfim, em todos os sentidos e em todos os níveis. Aos 23 de março de 2008, quinze anos completaram-se da suspeita desencarnação de Brandon Bruce Lee durante as filmagens de The Crow (O Corvo) devido a balas, que deviam ser de festim, terem atingido-lhe mortalmente. Especulações e mais especulações, desde então, foram veiculadas, inventadas, por diversos fãs e fanáticos pelos fatos mais estranhos do mundo e da História Do Cinema, como um todo. Ator de intensas capacidades e talentos dramáticos, especialista em Jeet Kune Do (arte marcial desenvolvida por seu pai, Bruce Lee, com o qual treinou pessoalmente até a desencarnação deste em 1973, quando ele tinha oito anos de idade), Wing Chun, Karatê, Judô, Tai Chi Chuan, Tae Kwon Do, Ju-jitsu, Boxe, Hapkido, Krav Magá, Capoeira e Kickboxing, teve uma curtíssima carreira e um sucesso estrondoso postumamente com um dos maiores clássicos, senão o maior, dos cults voltados para a estética gótica. Não nos fixaremos aqui em especulações baratas e nem a sensacionalismos fúteis; este Tributo que ora aqui se eterniza é em nome de um ícone que imortalizou-se em um grande filme, adorado por muitos, odiado por poucos, esquecido por alguns e ignorado por quem? Quem pode, neste mundo, com todas as tecnologias e informações disponíveis, dizer que jamais ouvir falar de The Crow e de Brandon Lee, o ator que, mais do que se diz atualmente acerca dele, eternizou-se para sempre além da estética gótica que o filme evoca? Quem se lembra de outro filme dele? Quem se lembra de Kung Fu: The Movie (1986)? Quem se lembra de Legacy of Rage (Long zai jiang hu) (1986)? Quem se lembra de Kung Fu: The Next Generation (1987)? Quem se lembra de Ohara (TV Episode 1988)? Quem se lembra de Laser Mission (also known as Soldier of Fortune) (1990)? Quem se lembra de Showdown in Little Tokyo (1991)? Quem se lembra de Rapid Fire (1992)? Sem querer desmerecer qualquer um destes trabalhos, eles são como que minúsculas obras cinematográficas diante da estupenda riqueza, tanto filosófica como ocultista, das linhas desenvolvidas por Alex Proyas em The Crow (1994), O Corvo aqui no Brasil, baseado nos quadrinhos de James O'Barr. Eternamente, Brandon Lee e The Crow tornaram-se Um; ele foi um ator perfeito para um dos mais perfeitos filmes aos quais já assisti. E muitos, pelo mundo, possuem a mesma opinião.

Nascido a 1º de fevereiro de 1965 (Ano Do Dragão) e tendo desencarnado aos 23 de março de 1993 (Ano Do Galo), era filho, como dito anteriormente, de Bruce Lee (Lee Siu-Loong) e Linda Lee Caldwell, e irmão de Shannon Lee. Perder o pai (igualmente, como ele, Filho Do Dragão) em tenra idade, deve ter-lhe dado um impulso dinamizador do qual podemos ter toda a noção assistindo a The Crow. Mais do que um mero artista marcial de excelente qualidade, Brandon era um ator de intensa expressividade, expressividade esta que devidamente foi demonstrada em seu filme definitivo e definidor. Estudou na High School Of Dramaturgic, de Los Angeles e na Emerson Faculty, de Boston, ingressou em uma companhia de Teatro; tudo isso simplesmente porque não queria ser meramente conhecido como um artista marcial, mas como um ator de capacidades bem fundamentadas na arte da interpretação. Quando da desencarnação de seu pai, por alguns anos afastou-se do treinamento de Kung Fu, o qual foi retomado em seu período de estudos na Emerson através das orientações de Dan Inosanto, aluno e discípulo daquele. Retornando a Los Angeles em 1985, fez o seu début cinematográfico no filme televisivo Kung Fu: The Movie, no qual vive o filho de Kwai Chang Caine (vivido por David Carradine no famoso seriado dos anos 70); uma nota triste é que o papel de Kwai deveria ter sido de Bruce Lee, mas o preconceito racial falou mais forte e um dos produtores da série Kung Fu dissera que o Dragão Chinês era “chinês demais para o papel”... Após Kung Fu: The Movie, Brandon filmou, em 1986, Legacy Of Rage, que teve no elenco a presença do famoso astro oriental de filmes de Artes Marciais Bolo Yeung, que trabalhou no maior e melhor filme de seu pai, Enter The Dragon (no Brasil, Operação Dragão; 1973). Em 1987, participou do piloto de uma fracassada tentativa de uma série baseada em Kung Fu, Kung Fu: Next Generation, na qual ele seria o protagonista; em 1988 participou de um episódio da série Ohara, na qual vivia o vilão Kenji, contracenando com outro saudoso e grande astro de filmes de Artes Marciais, Pat Morita; em 1991, contracenou com Dolph Lundgren em Showdown in Little Tokyo, a sua estréia em Hollywood, estréia esta que o fez ganhar o epíteto de Filho Do Dragão, em referência ao seu pai; em 1992, filmou Rapid Fire, um thriller de ação de relativo sucesso, principalmente no Brasil, onde recebeu o nome de Rajadas De Fogo; e, no mesmo ano, foi selecionado para viver Eric Draven em The Crow, o papel que o consagraria eternamente, inesquecível, maravilhoso, emblemático, enigmático, simbólico.

O Simbólico e o Oculto permeiam, igualmente, a análise de sua existência, não podemos negá-los. A seguir, faço uma rápida análise desses aspectos, dentro dos meus pequenos conhecimentos esotéricos. O Dragão é o signo do horóscopo chinês signo que representa a sorte, o de influência astrológica mais brilhante entre todos do dito horóscopo; como Dragão De Madeira Yang, Brandon era um ser bastante criativo, brilhante, franco e leal aos seus ideais e princípios. A data de seu nascimento, somada, dá o número 6, que vem a ser, no Tarot, o Arcano Do Namorado, símbolo da Experiência e do problema da Escolha, e na Kabbalah simboliza a Criação e o Equilíbrio entre as forças que se neutralizam; a data de sua desencarnação, somada, é 3, o Arcano Da Imperatriz no Tarot, representante das riquezas da Feminilidade Ideal, e na Kabbalah o esquema da transmutação da Matéria pelo Espírito. Esses quinze anos de sua morte, completados neste ano de 2008, também são carregados de um forte simbolismo oculto: o número 15, no Tarot, é o Arcano Do Diabo, que vem a representar o Guardião Do Umbral, Aquele responsável pela passagem ao Plano Superior Existencial e, na Kabbalah, a Retificação e a Harmonização do Ser plenamente encarnado no Plano Material com relação às Leis Espirituais; em redução teosófica, dá-se o número 6, o do Arcano Do Namorado, anteriormente identificado. Todo esse simbolismo vem a unir-se ao do Corvo, um Animal Sagrado com estreitas ligações com a Morte, assim como com diversas outras crenças, como uma que fala de sua missão como mensageiro de Divindades Celestes. O Corvo, animal dito como “agourento”, nada mais é do que um Representante Do Umbral, no tocante, agora, aos fatos relacionados ao envolvimento de Brandon com todos os simbolismos anteriormente citados. Tudo se complementa em um sentido pleno, ele deveria realmente escolher e ser escolhido para um papel que o faria plenamente realizado na Matéria e no Espírito, um papel de poderosas magnitudes ocultas que ele mesmo sequer imaginava, nem o criador do personagem dos quadrinhos, nem o diretor do filme. Aos que crêem nas informações esotéricas disponíveis acima, os fatos ocorreram como o esperado; mas, se tais fatos foram mesmo os esperados? Há que se crer, também, que tudo poderia ser mudado e, hoje, Brandon estivesse encarnado, com uma carreira de sucesso estupendo, como as estrelas de seu nascimento prediziam; seja como for, não devemos crer piamente no que podemos esotericamente interpretar, pois todo simbolismo pode ser manipulado ao nosso dispor. Contudo, há determinadas Leis que não podem ser ultrapassadas, vencidas, obstáculos a um caminhar, Leis essas que aqui não cabe enumerar; deixemos certos Mistérios para os doutos em Revelações De Mistérios... Não peço que creiam no que esotericamente aqui postei; e nem peço que analisem os simbolismos, livres são as mentes para agirem como quiser nas interpretações de todos os fatos e fatores do mundo. Brandon Lee, Dragão-Corvo, Corvo-Dragão, Fogo E Morte, Morte E Fogo, Eternidade, enfim.

Estes simbólicos quinze anos são de forte expressividade. Como não posso saber de tudo ao mesmo tempo, quase que a data passa em branco; porém, alertado por certas Forças, as mesmas que aqui se Manifestam nesta Cova, este Tributo não poderia ser esquecido de aqui ser feito. Aos fãs de Brandon Lee, aos fãs de The Crow, este Tributo aqui é fundado; livremente, aos inscritos no fórum, que são fãs tanto do filme quanto do ator, manifestem suas homenagens, seja em comentários, poemas, textos, o que for. A seguir, postarei a minha homenagem, de natureza poética, a Brandon Lee.


16 de maio de 2008

in: Tributo A Brandon Lee - Projeto C.O.V.A. - Forumeiros



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2 Ossos Lançados:

Anônimo disse...

poxa Brandon lee era uma lenda
pena que esse exelente ator não aproveitou o talento que tinha porque morreu muito jovem

Inominável Ser disse...

Realmente, Brandon Lee representa toda uma importante história no caminho do cinema autenticamente artístico em seu todo, O Corvo é um dos maiores filmes já realizados, uma obra-prima de altíssima qualidade. Quiseram que ele não continuasse mais na carne, no entanto, mas nada, para mim, se perdeu, já que o seu legado, eternamente, continuará vibrante na Matéria.

Agradeço-lhe pelo comentário, cadáver leitor inoominável.

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