15 de fevereiro de 2009

Drácula De Bram Stoker - In: 13 de novembro de 2007

VLAD, O EMPALADOR






O Drácula original foi um príncipe que viveu no século XV na Valáquia, território montanhoso da Transilvânia. Retratado, nos quadros e gravuras da época, com um farto bigode, grande nariz adunco e enormes olhos penetrantes, o seu nome de batismo, Vlad, foi substituído pelo apelido de Drácula devido ao símbolo da família, o dracul, ou dragão.

Enquanto jovem, Drácula foi mantido como refém pelos turcos, com os quais aprendeu um processo dolorosíssimo de execução: o empalamento. Neste castigo bárbaro, atravessa-se o corpo com uma estaca de madeira ou de ferro que se espeta no chão, deixando-se a vítima agonizar até a morte.

Em 1448, Vlad, então provavelmente com 18 anos, foi colocado no trono da Valáquia pelos turcos, mas, passados dois meses, refugiou-se num mosteiro cristão. Depois de Constantinopla, a grande capital cristã, ter sido tomada pelos turcos, Vlad regressou ao seu trono hereditário em 1456, iniciando um reinado de quatro anos de terror extraordinariamente inventivo. Em certa ocasião, sem motivo aparente, atacou uma cidade amiga, matando e torturando 10.000 dos seus habitantes, muitos deles por empalamento. Obteve por isto um novo apelido, Tepes, ou “O Empalador”. No seu mais tristemente famoso massacre, no dia de S. Bartolomeu de 1460, 30.000 pessoas foram empaladas na Transilvânia.

Seria Drácula simplesmente um sádico ou teria a sua crueldade qualquer objetivo político? A verdade contém provavelmente um pouco de ambas as hipóteses. Quando emissários da corte turca ousaram conservar os turbantes na sua presença, ordenou que lhes fossem pregados aos crânios ― sem dúvida, um audacioso gesto de independência. Bárbaro ou não, tornou-se famoso por toda a Europa Cristã ao reconquistar fortalezas ao longo do Danúbio e conduzir os seus exércitos quase até o Mar Negro.

Por outro lado, com o regresso das suas tropas, o próprio povo forjou cartas sugerindo que ele poderia desertar para o lado dos turcos, e Drácula foi preso durante 12 anos pelo rei Matias da Hungria. Os valáquios sentiam-se certamente revoltados pela espantosa diversidade de castigos aplicados pelo príncipe, que incluíam o esfolamento e o cozimento de pessoas vivas, mutilações e mortes na fogueira.

No cárcere, Drácula, que conseguia ser cativante quando queria, travou amizade com os guardas, que amavelmente lhe forneciam ratos e outros pequenos animais com os quais ele se divertia empalando na cela. Solto em 1474, Drácula reclamou, dois anos depois e pela terceira vez, o trono da Valáquia, mas foi morto passados apenas dois meses, aos 45 anos, em mais uma batalha contra os turcos. Cortaram-lhe a cabeça, que foi conservada em mel e enviada como trófeu ao sultão; o corpo jaz numa sepultura anônima.

In: Os Grandes Mistérios Do Passado, Rio de Janeiro: Reader's Digest, 1996
pags. 283-284



Bram Stoker, influenciado pela poderosa figura, que tornou-se lendária e mítica para o povo romeno, de Vlad, O Empalador, associou-a ao mito do Vampirismo. Também havia a pretensão de utilizar no livro as belas paisagens da Romênia Oriental e, então, porque não utilizar a histórica presença de Vlad como a inspiração que veio a moldar o Conde Drácula que conhecemos através da ficção? O Drácula real foi um louco, um patriota, um impiedoso assassino e torturador; eis alguns exemplos do empalamento que ele fazia executar por parte de seus soldados, no qual as pontas das estacas de madeira eram cegadas para que a dor se prolongasse cada vez mais nas vítimas, que morria lentamente no processo de sádica virtuosidade:















Este é o castelo dele, ainda conservado na Romênia:










Este foi, AnjoNegro_goth, o Verdadeiro Drácula, o de nosso mundo, sem nenhum resquício, infelizmente, de ficção.





Vlad Tepes Com Armadura De Cavaleiro


Publicado originalmente em: Drácula De Bram Stoker - Projeto C.O.V.A.
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