Olho e vejo que a questionadora que fui e sou, a desafiadora, e incrédula até mesmo quando crente; era manifestação vívida da filosofia de εmnehvss οιnnom que eu já apreendia, ainda que intuitivamente, a partir da consciência-anterior. Em Afferh, o nada-originário, não há temporalidade, como já disse, e, portanto, alcançá-lo significa ver tudo o que há e veio-a-ser como se fosse um único tempo. O exercício de Illnmttrh possibilita o alcançar de Afferh. Antes d'eu vir-a-ser, era-me eu mesma uma possibilidade e, enquanto possibilidade, eu só posso ser a abstração de Afferh. Agora adentro minha filosofia, pois é indispensável mencionar que, desde muito criança, quiçá quando ainda bebê, eu estive vinculada a Afferh, tanto quanto a Onyăm – esta ligação evidencia-se pela memória de meus dias vividos, cada passo dado em direção ao futuro guiou-se, em silêncio, à filosofia εmnehvss οιnnom; isso, simplesmente, porque ela já estava lá na minha consciência-anterior. Vislumbro todo o elo e este elo manifesta claramente Onåev’em Aen’ynia Nihs’øᵯt ŋahr Assemsce.
Denominei meu "universo" de Ehrithyum que é, na verdade, um omnexistentium do meu singular existir, de minha escrita transcendente. Não um "espaço" e sequer um "universo"; trata-se de um omnexistentium de minhas criações, de mim. Uma "realidade" fora do que a raça humana compartilha como real – mesmo estando a ela associada. Outros mundos, outras linguagens, outros seres, outras vidas. Aqui, nesta Terra, neste Universo, neste país; aqui eu vinculo com veemência todos os meus escritos – por esta razão escrevo direcionando-me, muitas vezes, aos meus semelhantes, aqui é o lugar em que há possibilidade de criar e recriar tudo o que há em Ehrithyum, no entanto, é em Ehrithyum que estou quando escrevo e é para Ehrithyum que "vou" quando estou só. Minha mente se guia à Ehrithyum que pode ser visto como um "lugar", embora transcenda a isso – eis o porquê chamei-o de omnexistentium; é mais do que estar nele; eu sou nele, eu existo Ehrithyum; nele há tudo o que criei, tudo o que acredito, tudo o que penso, tudo o que fui, tudo o que sou e que serei; é nele que cultivo ininterruptamente a sensação de pertencimento e reconhecimento de ser-me Oanna Selten. Por isso, Ehrithyum é uma palavra sem excerto explicativo, somente eu o vivencio e o compreendo.
Existir Ehrithyum é existir pelas minhas criações escritas, pelo que encontrei em meu cerne e no núcleo do que há e veio-a-ser; existir Ehrithyum é ser em autenticidade, reconhecer este omnexistentium que me é próprio e, assim, nutri-lo; a raridade que o faz ser o que é, a partir do que eu sei que eu sou, é um sentido que me guia como um horizonte. Eis o porquê escolhi o termo “Selten” como segundo nome, um termo do idioma Alemão cujo significado é “raro”; por apreender Ehrithyum como um raro omnexistentium. Eu não poderia chamar-me Oanna Ehrithyum, pois que Ehrithyum não é sentido em absoluto pelos seres desta Terra, apenas por mim, é um omnexistentium que precisa ser protegido. Me chamar Oanna Ehrithyum requereria explicar o significado de Ehrithyum ou, com certa frequência, expô-lo ao mundo humano superficialmente. Nunca desejei isso, a Ehrithyum não cabe o superficial. Eu posso muito bem dizer, aos que indagarem, a seguinte explicação: "Selten significa 'raro' em Alemão"; assim todo o omnexistentium Ehrithyum estará preservado. Selten é como um portal selado que me diz: "Reconheça-te em Ehrithyum no intrínseco de si mesma e esteja em eutimia, protegida pelos selados umbrais".
Pela curva do 'S', pelo significado 'raro', por ser umbral selado de Ehrithyum preservando tudo o que sou, que fui e que serei na linguagem escrita transcendente, na linguagem-desveladora-do-ser e na absoluta consciência e, mais, por homenagear àqueles² que despertaram minha consciência-posterior à meu ser, Selten tornou-se imensuravelmente significativo a mim ao unir-se a Oanna.
Detrás da densa filosofia, do vocábulo complexo, da busca pelo mais sublime léxico, estou-me na simplicidade e sou-me na sensibilidade una de Aen’ynia, vivenciando o silêncio Onåev’em, aprendendo a aprender sobre o caos de Nihs’øᵯt – e trazendo à Ílus todas as essências que encontro a partir de mim, em autoestudo, no constante exercer Illnmtthr.
Posso finalizar afirmando que a escrita é minha autobiografia, cada frase e cada sílaba expõem fragmentos de minha ŋahr; é contínuo até o efetivar da mortalidade, eis o porquê disso ser apenas uma introdução. Para compreender meu imo e o que veem meus olhos, é vital um ininterrupto ler-me; para descrever meu espírito, é crucial um sempiterno grafar; para adentrar Ehrithyum é preciso três Sirehnnias³: escarlate, vês-obscura e amena.